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Perspectivas

André Pinotes, Concelhia do Barreiro do PSMinha ambição é ganhar a Câmara Municipal

. Sistema politico e os actores políticos se encontram actualmente descredibilizados

. PS no Barreiro teve o melhor resultado de todo o distrito

. PS não conseguiu capitalizar quebra do Partido Comunista

“Aquilo que acredito que é central para começar a resolver o desenvolvimento económico do Barreiro é a primeiro que tudo desencravar o Barreiro do ponto de vista das acessibilidades” – sublinha André Pinotes, candidato à liderança da Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, acrescentando ser necessário a -“ construção da ligação ao Montijo e a ligação ao Seixal são centrais para desencravar o Barreiro”.

17 min de leitura
André Pinotes, Concelhia do Barreiro do PS Minha ambição é ganhar a Câmara Municipal

Por Jornal Rostos

Vão realizar-se eleições para a Concelhia e para as Secções do Partido Socialista, um acto eleitoral que de acordo com os actuais Estatutos do PS, serão para um mandato de 4 anos (2013-2017).
André Pinotes, é candidato à liderança da Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, numa conversa com o jornal «Rostos», apresentou as razões e as linhas orientadoras do seu projecto político.

Actores políticos se encontram descredibilizados

Que motivou a avançar para a candidatura à Presidência da Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista?
“A primeira coisa que me motivou, do ponto de vista pessoal, tem a ver com o facto de achar que o nosso sistema politico e os actores políticos se encontram actualmente descredibilizados, digo isto, não como uma generalização, mas com o sentir da população que na sua maioria tem essa percepção”.

Que actores politicos está a querer referir?
“Da percepção geral que as pessoas têm dos políticos para resolver os seus problemas.”

Mas isso é relativo a políticos locais ou nacionais?
“Penso que é um fenómeno que é transversal, quer no âmbito local, quer no âmbito nacional, basta verificar os níveis de abstenção, dos votos brancos e nulos, ainda mais, porque quem se dá ao trabalho de sair de casa e o seu sentido de voto é não confiar em nenhuma das soluções apresentadas, esse é um sinal que todos devemos reflectir sobre isso”.

Uma geração que vive numa encruzilhada

“Outra questão, para mim central é que eu sou oriundo de uma geração que vive numa encruzilhada, isso motiva-me a agir politicamente.
Vive numa encruzilhada porque a construção do nosso projecto de vida está cada vez mais complicada, as expectativas sobre as quais assentamos os nossos caminhos de vida não se concretizam hoje em dia, e como li, num estudo da OCDE, nós somos encarados como os sem emprego, os sem formação e os sem trabalho”.

Mas também as gerações mais velhas, nos dias de hoje, estão nessa situação de perda de sentido sobre o qual construíram as suas vidas?
“Sim. Também, mas quando refiro isto é no sentido da motivação de uma geração para agir politicamente. A geração de onde eu advenho tem estes problemas. E os mais novos olham com preocupação para o futuro.
Obviamente que a geração idosa também tem os seus problemas. Construíram as suas vidas e julgavam estar descansados, também vivem os seus problemas.
As pessoas que estão no activo, também elas, com certeza, olham para a vida delas com preocupação e sem saber o que esperam no futuro.
Do meu ponto de vista, aquilo que me leva a ser politicamente activo num momento em que os agentes políticos não têm vindo a ser tão bem percepcionados pela população, o não estar satisfeito com aquilo que me rodeia, dá-me esse impulso de ser mais activo.
Sei que os problemas que temos atravessam todas as gerações, no país e no Barreiro, todos estão na situação em que estão, as pessoas sentem e a sua vida obviamente é prejudicada pelo momento que vivemos, isto qualquer que seja a geração, serão poucos os que não estão preocupados no presente.”

PS no Barreiro teve o melhor resultado de todo o distrito

O resultado eleitoral que o PS obteve nas últimas eleições é um reflexo que o PS está descredibilizado no Barreiro?
“O descredibilizado para um partido que tem cerca de 28% dos votos acho que é um exagero. É uma expressão carregada e exagerada.
Tem que haver uma reflexão. Nós não podemos analisar os resultados, sem o fazermos no contexto do distrito de Setúbal, e, nesse contexto, tirando Montijo e Sines, o PS no Barreiro teve o melhor resultado de todo o distrito.
Quer isso dizer que o resultado foi bom, não, não quer, quando digo que o resultado tem ser visto de forma enquadrada não quero dizer que o resultado tenha sido satisfatório.
Eu esperava, penso que todos os socialistas e os candidatos, esperavam merecer outro tipo de votação, que não tiveram”.

PS não conseguiu capitalizar quebra do Partido Comunista

Afirma ser um candidato contra a descredibilização. Como é que interpreta um Partido que foi poder no Barreiro, nunca mais ter recebido o apoio do eleitorado?
“A abstenção no Barreiro cresceu, o Partido Comunista no Barreiro perdeu 4 mil votos e o PS não conseguiu capitalizar essa quebra do Partido Comunista. Isso merece uma reflexão.
Não vale a pena dizer que estamos muito satisfeitos com o resultado que não podemos estar.
Nós defendemos. Eu defendo que o Barreiro deve seguir outro caminho. Um caminho alternativo foi apresentado às pessoas, aquelas que votaram, menos os 28%, a maioria das pessoas decidiu que esse não era o caminho a seguir, tem que haver uma reflexão sobre o que estamos a fazer, não tenho dúvidas nenhumas sobre isso, mas, daí, a dizer-se que o PS está descredibilizado.
Eu acho que do ponto de vista da imagem, da percepção que as pessoas têm do Partido Socialista como alternativa, há algum trabalho a ser feito. Não tenho nenhum problema em assumir isto, isto tem a ver com questões mais profundas, do próprio funcionamento do partido, das próprias dinâmicas do partido em termos de sociedade civil, penso que aí, o PS tem que fazer um trabalho importante, porque as pessoas ainda não percepcionam o PS como uma alternativa ao governo da CDU, não tenho problemas em assumir isso”.

Cada personalidade influi um estilo de liderança

É justo o PS ter apresentado propostas ao eleitorado, que as rejeitou e deu maioria absoluta à CDU, o PS vir dizer que apresentou o que era bom para o Barreiro, mas os barreirenses querem viver com isto. Isto não é uma forma de não respeitar as opções da comunidade barreirense?
“Não sei onde existiu essa expressão”.
O André Pinotes escreveu isso ou algo parecido no facebook…
“Não. O que eu escrevi é diferente dessas palavras. Nós acreditámos que aquelas eram as propostas que serviam a cidade, as pessoas não entenderam assim, se não entenderam assim, as pessoas estão sempre correctas.
Desde sempre tive a convicção que o voto popular é sempre soberano. Não há que questionar. A reflexão não tem que ser feita por parte da população, mas, sim, por parte do Partido Socialista, como é evidente.
Nós, entendemos, entendemos na altura, agora iniciei um novo ciclo, que será sempre diferente, porque cada personalidade influi um estilo de liderança, e, eu, vou constituir uma equipa que é diferente daquela que estava anteriormente, das equipas que estiveram anteriormente, agora, vamos apresentar um elenco e um conjunto de propostas, que estamos convictos que são boas, o povo que se pronuncie. O PCP por ter maioria absoluta quer dizer que o único projecto que tinha propostas válidas são as do PCP.
Eu reconheço que o Bloco de Esquerda, o PSD e o PS, apresentaram todos propostas que são interessantes, inclusivamente, o PS já acompanhou propostas de outros partidos.
O PCP, como é óbvio, também tem propostas interessantes.”

Agência de Desenvolvimento Económico pode ser uma ferramenta

Qual é o projecto que o candidato André Pinotes vai apresentar para a cidade do Barreiro?
“O projecto que vou apresentar para a cidade do Barreiro emana de duas coisas, tem a ver com duas propostas.
Nós, desenvolvemos um trabalho muito profundo de reflexão quando foi das eleições autárquicas.
Um conjunto de propostas que de algumas já demos seguimento nos órgãos autárquicos, outras iremos apresentar.
A Agência de Desenvolvimento Económico pode ser uma ferramenta que, sem acrescer muitos custos, pode ser uma mais valia, é uma diferença de perspectiva daquela que o actual presidente da Câmara tem em relação a outros partidos que defendem outro modelo.
Este modelo do ponto de vista da discussão politica, já o tínhamos avaliado, que sobre ele existe uma visão por parte do executivo e outras das forças politicas, e, podemos concluir que ao fim de 11 anos, desde 2005, não houve um investimento atraído que justifique que isso não continue a ser um prosseguido.
Eu acredito, que o desenvolvimento, os problemas sociais, aquilo que chamo as actividades vivas do concelho, o associativismo, o desporto e a cultura, se resolvem com a resolução dos problemas económicos.
Isto é uma visão que é partilhada pela maioria das pessoas.
Aquilo que acredito que é central para começar a resolver o desenvolvimento económico do Barreiro é a primeiro que tudo desencravar o Barreiro do ponto de vista das acessibilidades.
O Barreiro é o centro geográfico da Área Metropolitana de Lisboa, mas isto é do ponto de vista meramente geográfico.
Do ponto de vista económico o Barreiro fica encostado, longe das duas pontes. Eu defendo, não sei se é uma mutação da posição do Partido Socialista, mas é assim que a sua Comissão Politica o permita passará a defender, que é a construção da ligação ao Montijo e a ligação ao Seixal são centrais para desencravar o Barreiro, sem prejuízo, assim que houver condições lutarmos, como sempre lutámos, pela construção da Terceira Travessia do Tejo”.

É necessário um esforço dos dois concelhos

Mas tudo isso tem sido dito pelo actual presidente da Câmara Municipal do Barreiro…
“Bom, já o disse, mas eu tenho dúvidas que do ponto de vista das relações, por exemplo, com a Câmara Municipal do Seixal, se existirá um interesse comum, de querer a ponte construída, ou não.
Tanto quanto consegui apurar é necessário um esforço dos dois concelhos e parece que é complicado”.

Fixação de jovens no Barreiro é fundamental

“Outras propostas considero essenciais. A estrutura do Poder Local, como está hoje, e como está definida a angariação de receitas, a Lei de Finanças Locais tem as receitas muito vocacionadas para a construção e as taxas e licenças.
Ou seja, se não houver actividade económica, se não houver construção, se não houver transações, muito pouco aquilo que o município recebe, para além da subvenção dos 5% do Governo. Tem outras receitas, a Derrama não é um imposto substantivo.
A fixação de jovens no Barreiro é fundamental, não só por eu ser de uma geração, mas porque acho que é necessário pensar a cidade a longo prazo.
Como é que eu penso que isto pode ser feito sem muitos custos, ou com alguns custos, mas nada de muito pesado para o equilíbrio das contas da autarquia. Isentar de IMT, de IMI e de taxas de urbanismo, pessoas que venham viver no Barreiro Velho, e atenção que o Barreiro Velho, que antigamente era aquele pequeno casco que ficava junto ao rio, hoje, já se estende quase até à Avenida Alfredo da Silva”.

Adopção de medidas de micro-crédito

“Outra coisa que me parece fundamental, uma ideia que não tem problemas de maior, pode ser vista com parceiros, tem a ver com a adopção de medidas de micro-crédito, que há instituições vocacionadas para facultar apoio ao pequeno empreendedor.
Eu sei que existe vontade de algumas empresas e algumas entidades para que avance uma incubadora de empresas no Barreiro, essa ideia, é uma ideia que defendo como importante, mas temos que ter cuidado com o modelo que se vai adoptar, porque já há casos de sucesso e casos de insucesso. É preciso olhar para o que foi feito e não ter vergonha de decalcar aquilo que teve sucesso e se pode adoptar ao nosso modelo de cidade.”

Potenciação do território da antiga Quimiparque

“A questão central para o desenvolvimento do Barreiro é a potenciação do território da antiga Quimiparque, essa é, sem dúvida nenhuma a grande riqueza que o Barreiro tem neste momento”.
Qual é a diferença desse discurso daquilo que a CDU tem vindo a defender?
“Para mim há uma diferença logo à partida, que é ver a forma como se encara o investimento.
O Presidente teve a oportunidade, isto foi-me dito a mim, numa reunião no âmbito do estatuto da oposição e, dito a mim, em vários momentos na Assembleia Municipal, o Presidente tem a ideia de acompanhar pessoalmente cada oportunidade de investimento que existe, e esperar que as coisas funcionem, essa é perspectiva dele, já debatemos essa questão e ele entende que é assim que se atrai o investimento, eu entendo que tem que haver uma politica para atrair o investimento de longo prazo e tem que haver uma promoção da marca do Barreiro.
Isto é uma diferença muito grande. Almada nos anos 90 fez um investimento muito grande na promoção da imagem de Almada.
Quando digo promover a imagem, é mostrar quais são as nossas potencialidades e expô-las, porque é que o Barreiro não está representado em Feiras Internacionais, dando a conhecer as suas potencialidades quando é o concelho que o território do país, com a maior varanda para o Rio Tejo, que fica junto a um porto, que fica junto ao porto de águas profundas de Sines, que tem as riquezas que nós temos e tem as ligações ferroviárias até onde for necessário.
Isto é uma diferença. Tem que haver marketing territorial. As pessoas têm uma ideia do marketing meramente pejorativa.
Eu não ponho em causa a capacidade do actual presidente da Câmara, ponho em causa a sua capacidade de visão. Coloco isto do ponto de vista politico.”

Conversa dos sindicatos de voto faz-me muita confusão

Há partida como candidato à presidência da Comissão Politica, pelo que se conhece do PS, vai ganhar as eleições, porque conta com o apoio daquilo que se define com os sindicatos de voto?
“A conversa dos sindicatos de voto a mim faz-me muita confusão. As pessoas têm que ser honestas naquilo que dizem, para formalizar a candidatura são necessárias entre 93 a cerca de 120 pessoas. Para qualquer candidatura é complicado juntar este número de apoiantes. Eu apresentei os 122 e podia até apresentar mais, mas basta ver a constituição das listas, para ver quem são as pessoas e que tipo de actividades tiveram, por isso quando se fala em sindicatos de voto, e a minha lista é maioritariamente constituída por pessoas que foram autarcas, que são autarcas, ou pessoas que não sendo eleitas, são pessoas novas que fiz questão em reconhecer o trabalho. Tenho na minha lista dez pessoas em lugar elegível que nunca fizeram parte de uma Comissão Politica Concelhia, não representam votos absolutamente nenhuns a não ser o voto delas próprias. São pessoas que decidiram fazer politica numa altura difícil e eu decidi privilegiar isso, ora, quando se conta com o apoio dos cinco últimos presidentes de concelhia, da maioria dos autarcas, é porque as pessoas reconheceram em mim qualquer coisa, do meu percurso e do meu trabalho”.
Não se sente usado neste processo?
“Não. Isto fui eu que decidi, e os meus amigos até me disseram que do ponto de vista táctico este não seria o tempo certo de avançar.
É uma vontade minha, que eu assumo, porque eu acho que os políticos devem ter ambição. Um politico que diz que não tem ambição, é um politico que não quer mudar nada, eu quis avançar. Nas minhas escolhas para a lista no número dois e para as secções foram escolhas pessoais. São escolhas da minha análise”.

Vou tratar a Alexandra com respeito

Qual a opinião sobre Alexandra Ruivo, outra candidata á presidência da Comissão Politica?
“Decidi fazer uma campanha em que não me pronunciava nem sobre a Alexandra Ruivo, nem sobre os apoiantes da Alexandra Ruivo. A Alexandra é uma camarada minha, com a qual tenho uma boa ligação pessoal, que sempre me tratou com respeito e quem sempre tratei com respeito, ela decidiu que este era um momento para dar um contributo, tenho que saudar isso, espero duas coisas, que aceite fazer um debate comigo, porque quando se fala do funcionamento interno do partido e dos sindicatos de voto, procedimentos que infelizmente existem em todo o lado, quando somos convidados a debater temos que aceitar, proponho-me a fazer um debate.
Do ponto de vista da democracia interna do partido acho que era importante fazer-se este debate, para ver as diferenças entre mim e a Alexandra, provavelmente, temos visões diferentes do partido, mas isso para mim é optimo e não tenho problema nenhum, vou tratar a Alexandra com respeito.”

Joana foi uma das apostas na equipa da vereação

E essa campanha que foi feita contra a Joana Branco?
“Não é verdade. A Joana Branco tem as quotas em dia.
Quando uma pessoa se disponibiliza para a luta politica é alvo das maiores barbaridades. A situação da Joana em particular, acho que é uma pessoa com muito valor, uma pessoa muito recta e muito séria, muito honesta. Ela não é minha apoiante.
Não foi ninguém da minha campanha que criticou a Joana. A Joana foi uma das apostas na equipa da vereação. Uma aposta que devíamos fazer e é uma aposta ganha, uma pessoa jovem que predispõe a trabalhar, uma pessoa com qualificações que quer trabalhar pelo Partido Socialista, era o que faltava, por não ter as quotas em dia, que é mentira, que não tivesse respeito das pessoas.
Mas faço questão que saia na entrevista, eu tenho sido apelidado de tudo, uma coisa com a qual já aprendi a lidar, mas nós, quando nos disponibilizamos estamos sujeitos a um conjunto de infâmias.
Sobre isso resumo – a Joana é pessoa de qualidade, é uma pessoa vertical. E disse-me porque não em apoiava”.

Tenho a certeza que vou unir o PS

O André Pinotes tem condições de unir o PS?
“Acho que tenho. Não tenho dúvidas. Eu quero que mude com a minha candidatura mude o estilo de trabalho.
Tenho a certeza que vou unir o PS pelo seguinte, aquilo que diferencia as pessoas no PS não é tão grande como elas pensam, apos este momento de tensão, faz parte do momento eleitoral, existirá um momento de tensão quando das eleições para a distrital de Setúbal.
Eu sou candidato à concelhia, não sou candidato à Federação, para mim a partir do dia das eleições, neste mandato de quatro anos, acredito que nos seis meses após ser eleito vou conseguir unir o Partido Socialista.
As unidades dos partidos não são coisas que se fazem estalando os dedos, se não são uma falsa unidade. É preciso tempo para alterar coisas que estão mal estruturalmente.”

Não tenho nada contra os políticos profissionais

Quer ser politico profissional? Fazer vida politica?
“Não, mas também. Não tenho nada contra os políticos profissionais. Acho se a pessoa está dedicado a uma função, dez horas por dia, só tem que ser remunerado. É uma actividade de serviço público, e tem que ser remunerada”.

Minha ambição é ganhar a Câmara Municipal

Quer ir para a Assembleia da República?
“A minha ambição é ganhar a Câmara Municipal do Barreiro”.
A ambição é ser presidente da Câmara do Barreiro?
“Não, não é. Eu sou chauvinista, a minha terra, a minha ambição é que o Barreiro tenha um rumo diferente e que o PS contribua para dar esse rumo.Não tenho uma visão hegemónica. O PS não é o único partido, não é dono das soluções todas”.

Diálogo interpartidário

No final da nossa conversa, André Pinotes defendeu que é preciso que exista no Barreiro – “diálogo interpartidário. É fundamental para articular posições, independentemente de em cada momento se avaliar com o PSD, com o PCP, com o Bloco de Esquerda, onde há pontos de acordo, que já aconteceu com cada uma das forças” e também a necessidade de se – “aprofundar os mecanismos de democracia participativa”.

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