João Gouveia, presidente da Direcção da APB«Ser mais participativos no tecido urbanístico do Barreiro»
. Agir na procura de soluções para o Barreiro Velho
“Temos que ter uma ligação mais directa com a autarquia. Queremos conhecer o PDM e intervir na discussão do Barreiro no futuro. Nós podemos ter intervenção na área urbanística” – salienta João Gouveia, numa entrevista que assinala o primeiro ano de mandato, nos 82 anos de vida da APB.

Por Jornal Rostos
João Gouveia, presidente da Direcção da APB – Associação de Proprietários do Barreiro, após um ano de mandato, faz um balanço do trabalho realizado, cujas linhas de acção visaram – “fortalecer e honrar o trabalho de oito décadas da associação”.
Conta com 800 associados
A Associação de Proprietários do Barreiro foi fundada em 4 de Julho de 1932, conta actualmente com 800 associados, sendo a maioria no concelho do Barreiro, muitos são de diversas zonas do país e espalhados pelos quatro cantos do mundo.
Refira-se que há poucas associações de proprietários em Portugal, mas aquelas que existem – como a APB – sublinha João Gouveia – “têm que ter um papel activo, para que sejam credíveis e tenham poder para defender os seus associados”.
Uma equipa homogénea
João Gouveia, sublinha que a Associação de Proprietários do Barreiro tem tido um papel de relevo – “no tecido urbanístico do concelho do Barreiro”.
Refere que os actuais corpos sociais, nos seus diferentes órgãos - Direcção, Conselho Fiscal e Mesa da Assembleia Geral e a Comissão/Grupo de Trabalho – contam com a participação de “uma equipa diversificada”, homens e mulheres com “experiências associativas” que “integraram anteriores direcções” e forma “um grupo homogéneo”.
“Candidatamo-nos num período de alguma perturbação da vida da associação” – salienta João Gouveia.
Refere que as linhas de acção para o trabalho, neste ano percorrido, tiveram como linhas estratégicas: organizar, sistematizar, dinamizar e revitalizar.
Informática uma herança positiva
Ao nível da organização a intervenção foi concretizada ao nível do funcionamento dos serviços, na introdução de mudanças ao nível do sistema administrativo, na implementação da informática – “esta será uma herança positiva para quem vier a seguir”.
No que diz respeito à sistematização, utilizando a “prata da casa” procedeu-se à avaliação da tipologia de serviços prestados e análise da estrutura.
Eventos abertos à comunidade
Para «dinamizar» a associação, perante as mudanças de legislação e a evolução da Lei de arrendamento, desenvolveram os serviços jurídicos, e através de eventos abertos à comunidade, por exemplo, foi realizado um colóquio sobre esta temática, estando agora em análise uma nova iniciativa, voltada para matérias de fiscalidade.
Estamos numa missão cívica
Outras das linhas estratégicas visava “prestar melhores serviços aos associados” quer ao nível jurídico, quer ao nível técnico, com a perspectiva de “rentabilizar o papel da associação.
Dar apoio aos associados ao nível da “certificação energética”, promover “protocolos com seguradoras” ou “dinamizar parcerias bancárias, proporcionando linhas de crédito bonificadas para que os proprietários realizem obras”, foram medidas implementadas ou em estudo – “o objectivo é prestar serviços aos associados, com as limitações que possam existir mas de forma responsável”.
“Mais abertura ao exterior, transparência na comunicação, com o sentimento que estamos numa missão cívica, exercida de forma voluntária e graciosa” – sublinhou João Gouveia.
“Estamos com um ano de actividade, muito fizemos e muito temos ainda para aprender” – salienta.
Diversificar a actividade da associação
Na perspectiva de revitalizar a actividade da APB, apontam-se novas áreas de acção, nomeadamente uma aposta na implementação de um serviço de “gestão de condomínios”.
“A prestação de serviços a condomínios tem por finalidade diversificar a actividade da associação. Temos que fazer trabalho de prospecção para o futuro” – refere Joaõ Gouveia.
Incentivos que temos são zero
O presidente da Associação de Proprietários do Barreiro, defende que a associação tem que ser “mais interventiva” e “ter um papel” na vida do concelho.
“Nós não beneficiamos de fundos da Câmara” – refere.
“Temos que ser mais participativos no tecido urbanístico do Barreiro. Temos que ser ouvidos na esfera politica. Temos que ter um papel importante com a autarquia » - defende.
Recorda que enquanto proprietários – “somos duplamente tributados, com IMI e IRS ou com IRC. E os incentivos que temos são zero”.
Ligação mais directa com a autarquia
“Temos que ter uma ligação mais directa com a autarquia. Queremos conhecer o PDM e intervir na discussão do Barreiro no futuro. Nós podemos ter intervenção na área urbanística” – salienta João Gouveia.
O presidente da APB defende que no tratamento dos processos dos associados deviam existir – “relações mais abertas”.
“Temos tido a maior abertura do presidente” – disse, mas nas relações com os serviços, no tratamento de processos, “deviam existir contactos mais abertos”.
Uma nova abordagem das Taxas de IMI
Madalena Alves Pereira, que integra a Comissão/Grupo de Trabalho de apoio estratégico à Direcção, sublinha que nos tempos de hoje – “vive-se uma fase de transição” fruto da “crise do mercado imobiliário” que está a gerar mudanças no “mercado de arrendamento”.
Sublinha que a nova realidade, coloca “uma nova consciência” que perspectiva novos desafios.
Na sua opinião a nova legislação – “não foi a melhor solução para os proprietários”.
Sublinha que “os novos desafios” exigem “mais dinâmica” e “mais reconhecimento”, nesse sentido, defende a importância de uma nova abordagem com a atenuação das Taxas de IMI, de forma que os proprietários possam beneficiar com base “num quadro legal”.
Um papel na “reabilitação urbana
Referiu, igualmente, que os proprietários podem ter um papel na “reabilitação urbana” e ser “parceiros” na procura de soluções para o Barreiro Velho, com “um pensamento estratégico”.
“Temos que pensar a cidade do ponto de vista das suas diferentes dinâmicas, e nessas dinâmicas os proprietários têm uma função social” – sublinhou.
Uma nova imagem que marca uma nova era
Nuno Batista da Silva, da Direcção, salientou a mudança da “imagem” da APB, com a criação de um novo logotipo, com “utilização de cores, mais apelativas e marcantes”.
“Uma nova imagem que marca uma nova era e uma nova fase da associação” – salientou.
Por outro lado, referiu a “preocupação” que tem existido no sentido de “aproximar os funcionários” e também a dinamização de “novas práticas na vida associativa”.
Património é avaliado muito acima
Vítor Carvalho, Tesoureiro, comentou a actividade financeira da associação, um “volume de negócio” significativo.
Expressou as suas preocupações sobre a avaliação do património dos proprietários – “é avaliado muito acima”.
Força para fazer mais no futuro
José Gonçalves, membro da Direcção, que acompanha a vida da associação ao longo de vários anos, sublinhou que a actual direcção – “tem sido de grande importância na melhoria dos serviços” e tem “força para fazer mais no futuro”.
Fazer um trabalho com os proprietários no futuro
O jornal «Rostos» teve o privilégio de partilhar um momento de convívio entre os dirigentes da associação e os funcionários, uma forma simbólica de marcar os 82 anosa de vida da APB – Associação de Proprietários do Barreiro, que, como afirma João Gouveia, presidente da Direcção – “o mundo do arrendamento é antigo, temos que olhar para as coisas que já existiram” e “fazer um trabalho com os proprietários no futuro”.
VER FOTOS
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10152104432082681.1073742020.374205877680&type=3













