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Perspectivas

João Raz ilustrador do Barreiro«Criar e sentir até onde vai a imaginação na arte e no desenho»

. Até 31 de Julho, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, está patente ao público a exposição «Ilustração Fantastica»

“Desde miúdo senti o fascínio pelas revistas de banda desenhada” – refere João Raz, numa conversa com o jornal «Rostos».

“Temos muitas pessoas na margem sul que desenham, temos pessoas no Barreiro que desenham, são pessoas que procuram levar a sério o desenho e a arte de desenhar” – salienta.
João Raz, refere que – “Falta no Barreiro uma Oficina de Desenho, onde se possa criar, apenas pelo prazer de desenhar, não como um negócio, mas como um espaço de criatividade”.

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João Raz ilustrador do Barreiro «Criar e sentir até onde vai a imaginação na arte e no desenho»

Por Jornal Rostos

João Carlos Marques – João Raz – nasceu em Vendas Novas, no ano de 1976. No ano 2001 veio viver para o Barreiro. Casado com Célia, pai de uma filha de 10 anos, a Cíntia. Um apaixonado do desenho.
Foi no Alentejo que cresceu, frequentou o Ensino Básico e completou o 12º ano. Iniciou a sua actividade profissional na indústria automóvel.

Um consumidor compulsivo de revistas

“Desde miúdo senti o fascínio pelas revistas de banda desenhada” – refere numa conversa com o jornal «Rostos».
Refere que desde que aprendeu a ler que se tornou um consumidor compulsivo de revistas de comics, livros de ilustrações e Sketchbooks que mais tarde que se tornariam os seus referenciais artísticos para sempre.
Stan Lee, Jim Lee, Todd Macfarlane, Jim Starlin, Jack Kirby e o incontornável Frank
Frazetta foram as verdadeiras influências e heróis de infância. Entre os autores portugueses sublinha Vítor Mesquita que regista como referência.
“Passo horas inteiras a fazer banda desenhada, ilustrações fantásticas e cientificas” – sublinha.
A fantasia, o terror e a ficção científica são as temáticas predominantes nos seus trabalhos.
Começou a participar em fóruns de banda desenhada e, na sua terra natal, participou pela primeira vez na Exposição Internacional de Artes Plásticas, que é um vento de referência naquela terra alentejana.
No ano 2009, na publicação Zona Negra, colaborou com uma ilustração original de terror.

Gosto mais de desenhos de fantasia do que de Banda Desenhada

João Raz, fala-nos com entusiasmo da sua actividade e paixão, recorda a sua participação no Festival Internacional da Amadora e as suas presenças em Beja, onde, no ano de 2012, lançou o seu primeiro livro de BD, apresentado no âmbito do Festival Internacional de Beja.
“Foi uma obra autobiográfica, um pouco uma retrospectiva dos meus trabalhos” – salienta, acrescentando que neste mundo da ilustração – “gosto mais de desenhos de fantasia do que de Banda Desenhada”.

Não ter fronteiras para a imaginação

“Existe um grande movimento de ilustradores e autores de banda desenhada em Portugal, que vão divulgando os seus trabalhos” – refere João Raz.
João Raz, afirma que a sua atitude é de permanente aprendizagem e criação, vivendo de forma intensa – “não ter fronteiras para a imaginação” – sublinha.
“Criar e sentir até onde vai a imaginação na arte e no desenho” – refere.
“É a paixão pela arte e pelo desenho” - afirma João Raz.

Falta no Barreiro uma Oficina de Desenho

“Temos muitas pessoas na margem sul que desenham, temos pessoas no Barreiro que desenham, são pessoas que procuram levar a sério o desenho e a arte de desenhar” – salienta.
Refere que em Portugal, não se sente a força que esta arte tem, por exemplo, nos Estados Unidos da América, porque – “em Portugal não há uma cultura de banda desenhada, há um nicho”.
João Raz, refere que – “Falta no Barreiro uma Oficina de Desenho, onde se possa criar, apenas pelo prazer de desenhar, não como um negócio, mas como um espaço de criatividade”.

A cultura artística do desenho devia ser mais valorizada

Refere que tem realizado Workshops em escolas, na sua terra natal em Vendas Novas, onde há muita receptividade- “o que me motiva é a paixão pelo desenho, existe muita gente que gosta de desenho, mas o desenho não é colocado, muitas vezes, no plano de artistas”.
“A cultura artística do desenho devia ser mais valorizada, quer ao nível dos cartoons, quer no desenho cientifico” – salienta.
“Em Portugal há eventos pontuais, que depois não têm continuidade. Tem que existir continuidade e insistência” – refere João Raz.
Recordou a importância de eventos promovidos, anualmente, em Beja e Vendas Novas, como bons exemplos, que abrem as portas à divulgação do desenho.

Existe muita gente que desenha e não mostra os seus desenhos

João Raz, no final de conversa, salienta que a sua preferência – “Gosto mais de fazer ilustração, para a Banda Desenhada é preciso ganhar maturidade”.
Refere que os seus trabalhos podem ser conhecidos no facebook – Desenhos e Rabiscos - onde procura partilhar, trocar ideias, divulgara autores portugueses – “porque existe muita gente que desenha e não mostra os seus desenhos”.

Exposição «Ilustração Fantastica» no AMAC

João Raz, é um autodidacta, vive o desenho pelo prazer que sente em desenhar, na sua biografia salienta que – “ transborda de paz e emoção, sempre que finaliza um trabalho que o deixa satisfeito”. Até 31 de Julho, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, está patente ao público a exposição «Ilustração Fantastica» de João Raz. Não perca a oportunidade de conhecer a obra. Vale a pena.
“Agradeço ao AMAC e à Câmara Municipal do Barreiro por abrir as suas portas a esta exposição de Ilustração Fantástica” – refere.

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