Carlos Moreira, Presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena«Existem bastantes problemas sociais. Existem idosos com problemas de isolamento»
. Queremos que seja construído o Centro de saúde no Alto do Seixalinho
“Não, nunca me sinto satisfeito. Entendo que existem sempre mais coisas para fazer e melhorar. É sempre preciso continuar a trabalhar. Estar insatisfeito é ter sempre esta vontade de querer fazer melhor” – referiu ao jornal «Rostos», Carlos Moreira, Presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, numa reflexão sobre o primeiro ano de trabalho.

Por Jornal Rostos
Carlos Moreira, Presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, numa conversa com o jornal «Rostos», começou por reflectir sobra o trabalho realizado neste primeiro ano do mandato.
Continuamos a lutar para que voltem as antigas freguesias
“O balanço que faço deste primeiro ano do mandato é um balanço positivo, foi um período de muito trabalho.
Nós estávamos contra a extinção das freguesias, mesmo antes das eleições. Vencemos nesta União de Freguesias. E, tudo temos feito para manter os serviços que existiam para servir a população. E procuramos melhorá-los.
Sinto que foi um ano muito trabalhoso, mas também muito gratificante.
Nós, continuamos a lutar para que voltem as antigas freguesias – do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena” – sublinhou o autarca.
Já existia um trabalho anterior bem feito
Quais foram as principais preocupações no arranque do trabalho da nova União de Freguesias?
“Primeiro o que era necessário fazer, era começar tudo de novo, mas já existia um trabalho anterior, original e bem feito – por isso quero saudar os anteriores autarcas nas freguesias pelo trabalho extraordinário que realizaram - cada um fazia da sua forma, e agora foi necessário uniformizar tudo, criar novos procedimentos e fazer com a normalização das coisas, para trabalharmos todos da mesma forma quer ao nível dos serviços administrativos, que nos operacionais e atingirmos os objectivos.
Por outro lado, foi o recomeçar as relações com as escolas, com o movimento associativo e com a população em geral”.
Participar nas iniciativas do Movimento Associativo
Como foi a relação com a diversidade do movimento associativo?
“Temos vindo a fazer um trabalho com o movimento associativo promovendo iniciativas, envolvendo o movimento associativo.
Já fizemos os Jogos Desportivos da União de Freguesias, mais com a ideia de envolver o movimento associativo de envolver todos das três freguesias.
Foram nossos parceiros e participaram nas Festas da União de Freguesia.
E, principalmente procuramos participar nós em iniciativas que sejam promovidas pelo Movimento Associativo, fazendo tudo para que as iniciativas que promovem possam crescer com o nosso apoio.
Festas da União são para continuar
As Festas da União de Freguesias foram um processo positivo, foram bem aceites?
“Foram positivas. Foram bem participadas pela população, num local acolhedor que é o Parque da Cidade, uma bom sitio para promovermos este tipo de eventos.
As Festas trouxeram um novo conceito e como fazer as festas num ambiente participado e muito familiar.
As Festas são para continuar, porque as dificuldades financeiras não permitem que se faça uma festa em cada freguesia.
Mas esta experiência que foi muito positiva leva-nos a pensar que devemos continuar as Festas da União das Freguesias.
No entanto, estamos conscientes e continuamos a realizar um conjunto de iniciativas descentralizadas, porque sabemos da importância de estarmos mais próximo das populações de cada uma das antigas freguesias.
Nós acreditamos que mais próximo das populações isso ajuda a conhecer e a resolver problemas.”
Diálogo com professores e encarregados de educação
E com as escolas como tem sido o trabalho?
“Temos feito reuniões regulares com os professores e também com os encarregados de educação. Tem sido uma relação positiva.
Temos procurado ir resolvendo problemas, alguns que conhecemos e outros que nos são dados a conhecer, por professores e encarregados de educação, procurando articular as soluções de acordo com as nossas condições e perspectivas, mas também das perspectivas colocadas pelas escolas”.
Descentralização tem funcionado
Como tem corrido o trabalho de descentralização da Câmara para uma União de tão grande dimensão?
“A descentralização tem funcionado. Tem existido um bom trabalho. A Câmara tem colaborado sempre que necessário e as actividades descentralizadas têm estado a correr bem. Temos feito algum trabalho conjunto, sempre com grande disponibilidade da Câmara.”.
Trabalhar para melhorar diariamente
Mas há criticas sobre o estado da Higiene Urbana?
“O trabalho é sempre para melhorar. Nós estamos sempre a trabalhar para melhorar diariamente. As pessoas criticam porque há coisas que não estão bem, mas, penso que temos vindo a melhorar, procurando encontrar as melhores soluções, distribuindo os recursos por zonas das três freguesias.
É natural que exista, sempre, um ouro foco onde as coisas não estão bem, acima de tudo que não estejam como nós desejaríamos que estivessem”.
Isolamento de idosos uma preocupação
Há problemas sociais na freguesia?
“Existem problemas sociais. Existem bastantes problemas sociais. Existem idosos com problemas de isolamento. Existem situações que nós somos obrigados a intervir, ao nível de necessidades de mobilidade. Temos que ajudar com a cedência de cadeiras de rodas, com camas, canadianas e felizmente nós temos conseguido ir dando resposta a estas carências de idosos, com equipamentos que temos na freguesia.
Ajudamos, sempre que possível, as pessoas ao nível de transportes no acesso aos serviços de saúde.
Sinto que existem algumas situações de isolamento de idosos, uma situação que temos vindo a procurar combater”.
Queremos que seja construído o Centro de Saúde
Contínua de pé a necessidade de construção de um Centro de Saúde?
“Nós continuamos a lutar pela construção do Centro de saúde no Alto do Seixalinho.
Existe um terreno que está cedido e definido em PDM, localizado em frente ao Hospital.
Esta era uma luta da antiga junta do Alto do Seixalinho que, agora, nós, na União de Freguesias continuamos a defender.
Nós queremos que esse Centro de Saúde seja construído, porque no Alto do Seixalinho residem cerca de 20 mil pessoas, por isso é preciso dotar a freguesia de mais esse equipamento.
Não esquecer que a União de Freguesias conta com uma população de mais de 40 mil pessoas”.
Melhoria da comunicação com a população
Quais as perspectivas de trabalho para o próximo ano de 2015?
“Nós definimos, para o ano 2015, três linhas orientadoras como prioridades: a melhoria do serviço ao nível da higiene urbana e gestão dos jardins e espaços verdes; as questões sociais e a melhoria do trabalho que realizamos com os jovens.
Estes são os três eixos principais do nosso trabalho no próximo ano. Temos ainda outra acção que iremos procurar melhorar, não sendo prioridade, é uma linha de acção que visa a melhoria da comunicação com a população. Dar mais respostas e comunicarmos melhor com os fregueses”.
A vontade de querer fazer melhor
No final de uma no de trabalho sente satisfação desta missão?
“Não, nunca me sinto satisfeito. Entendo que existem sempre mais coisas para fazer e melhorar. É sempre preciso continuar a trabalhar. Estar insatisfeito é ter sempre esta vontade de querer fazer melhor.
A satisfação de base é saber que é sempre possível fazer melhor.
Estou satisfeito com os trabalhadores, com a dedicação que colocam no trabalho. Estou satisfeito com o que vai conseguindo fazer, mas estou sempre insatisfeito porque acredito na possibilidade que é sempre possível fazer mais. Nós somos uma equipa que quer fazer mais e melhor”.
A gratificação de estar mais perto da população
Como é que um ex-vereador vive agora o ser presidente de uma Junta. Há muitas diferenças?
“Há muitas diferenças. Aqui na junta estamos mais próximo das pessoas. Resolvemos problemas que nos colocam todos os dias, são de outra dimensão e sentimos a gratificação de estar mais perto da população.
Esta função na junta obriga-nos a ouvir mais e a resolves mais problemas. É muito diferente de ser autarca numa União de Freguesias, é um trabalho muito diferente de ser vereador que tem áreas muito especificas, às vezes burocráticas e administrativas.
E ser presidente desta União de Freguesias – que junta três antigas juntas de freguesia – é um desafio muito grande, pela diversidade de populações, pelas realidades muito próprias da história das antigas freguesias”.
António Sousa Pereira













