Rui Garcia, Presidente do Conselho Directivo da AMRS - SetúbalFestival da Juventude mostrar à região e ao país o muito se faz no associativismo juvenil

Por Jornal Rostos
O Festival Liberdade 2015 vai realizar-se nos dias 22 e 23 de maio, em Corroios, no concelho do Seixal, vai envolver centenas de associações juvenis num Espaço de Animação, de Participação criado pela Juventude!
Rui Garcia, presidente do Conselho Directivo da AMRS, em declarações ao «Rostos» analisa o projecto e a sua importância para a vida associativa juvenil.
Aprofundar o conhecimento e acção junto da juventude
Como nasceu e porquê nasceu o Festival Liberdade?
«A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), em conjunto com os Municípios que a constituem, lançou o Festival Liberdade pela primeira vez, em 1994, como forma de comemorar o 20º Aniversário do 25 de Abril de 1974.
Em 2014, surgiu uma nova edição que visou o assinalar dos 40 anos do 25 de Abril.
O Festival, especialmente destinado para a juventude, surge como espaço privilegiado para aprofundar o conhecimento e acção junto da juventude e do movimento associativo juvenil regional, visando uma participação activa, potenciadora da presença e dinâmica da juventude e das suas estruturas associativas.
O Festival Liberdade 2014 decorreu a 9 e 10 de Maio, no concelho da Moita, contando com a presença estimada de cerca de 20 mil pessoas.
Pelo palco principal passaram a Banda do Andarilho, Deolinda, Cais Sodré Funk Connection e The Gift, que proporcionaram verdadeiros momentos de espectáculo.
A animação foi uma constante no recinto, que juntou no mesmo local grupos como os Bardoada - Grupo do Safarro, Os Gaiteiros, a Associação Gil Teatro, a Companhia de Teatro do Barreiro - Arte Viva, a Charanga do Rosarinho, o Grupo Água de Beber e os Toca Rufar. Mas, para além da música, da dança e do teatro, o Festival Liberdade contou com mais três espaços dedicados ao Associativismo Juvenil, ao debate "40x25 - Região de Abril" e à Pintura de Grafitis ao Vivo. Acolheu ainda a "Exposição roadshow" da AMRS, destinada a dar a conhecer a Revolução de 1974, os valores de Abril e o Poder Local Democrático.
Desde então foi unanime a vontade de alargar horizontes e potenciar o Festival Liberdade como uma Iniciativa da Região, um Espaço de Animação, de Participação, um Espaço da Juventude!»
Mostrar à região e ao país o que de muito se faz no associativismo juvenil
Quais são as ideias-força que dão corpo ao Festival?
«Uma região que celebra a Liberdade, a Paz e os valores de Abril convidando e incentivando a juventude a fazer do Festival Liberdade o seu festival.
Queremos que seja um espaço de convívio, cultura e debate - onde poderemos assistir a teatro, dança, curtas-metragens, a concertos, ao Encontro do Movimento Associativo Juvenil, a atuações de grupos de performance de rua, bombos, desportos radicais e pintura de graffiti.
Um Festival onde a juventude e as suas associações, formais e não formais, construam o seu próprio espaço, concretizem as suas ideias, discutam e troquem experiências.
Um palco para mostrarem à região e ao país o que de muito se faz no associativismo juvenil».
Balanço tem sido bastante positivo
Que balanço fazem do desenvolvimento do projecto?
«O balanço tem sido bastante positivo, sendo disso reflexo a realização de uma nova edição este ano e o crescente interesse e participação da juventude e das suas estruturas associativas na organização e realização do festival.»
Construção de um programa para o Festival Liberdade que reflecta as diversas opiniões
Como são envolvidos os jovens na organização e participação?
«Desde o início, a AMRS procurou que a organização deste festival contasse com o envolvimento da juventude, através das suas estruturas associativas.
No passado dia 7 de Fevereiro, no Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal, a AMRS realizou uma reunião que contou com a presença de cerca de meia centena de representantes de 25 estruturas associativas juvenis da Região com o objectivo de debater a edição do Festival Liberdade 2015. Uma reunião para a qual convidámos todas as estruturas de juventude de carácter regional e concelhio e para a qual contámos com o envolvimento activo de todos os municípios associados.
Nesta reunião foi lançado o desafio a todas as estruturas associativas juvenis para em conjunto constituírem o Comité Organizador do Festival Liberdade. Um desafio que se pode afirmar cumprido, verificando-se uma identificação com o projecto e a vontade dos presentes em fazer deste Festival Liberdade um espaço potenciador do envolvimento da juventude e do movimento juvenil.
Foi assim concluído um calendário de trabalho, visando a construção de um programa para o Festival Liberdade que procurasse reflectir as diversas opiniões, vontades e aspirações da juventude e da participação associativa no Festival Liberdade».
Cerca de meia centena de projectos estarão no festival
Estão representados todos os concelhos da Península de Setúbal?
»Temos uma participação regional que abrange um grande número de estruturas associativas, cerca de meia centena de projectos estarão no festival, através de representações em stands próprios e da promoção de actividades que decorrerão no festival».
Não centralizar e permitir uma participação de todos
Pelo que nos apercebemos a realização tem sido descentralizada. Porquê?
«Numa época em que assistimos a cada vez mais atropelos à participação democrática, onde se empurra a juventude deste país para o trabalho precário ou inexistente, para a emigração, quando temos um Governo que visa impor modelos preconcebidos de política de juventude, os municípios da região de Setúbal, mesmo em época de retrocessos e de dificuldades, não deixam de apoiar a juventude e dinamizar a sua participação.
As autarquias têm desenvolvido um trabalho inigualável no que toca à concretização de projectos para a juventude, nomeadamente, através da construção e reabilitação de equipamentos municipais destinados aos jovens, como as casas da juventude, os polidesportivos ou as bibliotecas, passando também pela constituição de espaços de discussão e participação juvenis (formais ou não-formais), como por exemplo os fóruns e os diferentes espaços de debate que integram as múltiplas acções realizadas em cada Município nesta área.
Este Festival enquadra-se nesta visão de região e de País, numa visão de esperança, de confiança na capacidade transformadora que a juventude é naturalmente portadora.
O facto de “circular” pela Região surge também para não centralizar e permitir uma participação de todos numa visão que potencia um crescer da identidade regional, de uma região que, em contraciclo, coloca nas mãos da juventude a construção do futuro».
Mais longe no envolvimento das estruturas associativas juvenis da região
Quais as novidades do Festival de 2015?
»Este ano o festival foi mais longe no envolvimento das estruturas associativas juvenis da região, foi mais longe nos diferentes conteúdos e isso reflete-se em mais espaços e iniciativas, em mais stands próprios das Associações, em mais iniciativas dinamizadas pelas associações e jovens envolvidos, em mais participação e mais Festival Liberdade».
Festival tem potencial da tamanho da irreverência da Juventude
Outros assuntos que consideram de interesse referenciar?
«Este é um festival diferente, que tem um potencial enorme, do tamanho da irreverência e da capacidade transformadora da Juventude».













