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Perspectivas

Jorge Miguel Teixeira, líder do CDS/PP Barreiro«É preciso pensar o Barreiro, do ponto de vista politico, mais politico e menos politiqueiro»

“O CDS pode acrescentar e incrementar a plenitude da vida democrática, abrir espaço a uma nova maioria, porque criar uma alternativa no Barreiro é um dos problemas”, refere Jorge Miguel Teixeira, presidente da Comissão Politica Concelhia do CDS/PP.

“O Barreiro é uma cidade que tem muito potencial, não digo que está 100% desaproveitado, mas falta acção da sociedade civil”, afirma.

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Jorge Miguel Teixeira, líder do CDS/PP Barreiro «É preciso pensar o Barreiro, do ponto de vista politico, mais politico e menos politiqueiro»

Por Jornal Rostos

No passado sábado, dia 28 de março, foi eleita a nova Comissão Política Concelhia do CDS-PP Barreiro.
As eleições foram disputadas por uma única lista, liderada por Jorge Miguel Teixeira, que assumiu a presidência da nova Comissão Politica Concelhia.

Aprendi a ler em casa

Jorge Miguel Teixeira, nasceu no Barreiro no dia 26 de Janeiro de 1994, frequentou as Escolas do Ensino Básico nº 7, na Verderena e a Escola do Ensino Básico nº 3, no Barreiro, depois seguiu para a Escola da Quinta Nova da Telha.
Recorda que foi sempre um bom aluno, diz-nos : “aprendi a ler em casa”- com a leitura do Harry Potter - e que passou directamente do 3º para o 5º ano.
Frequentou a Escola Secundária de Casquilhos, na área de Ciências e Tecnologia.
“Fui lá parar por ser uma escola de arte. Gostei muito do ambiente da escola e da sua tradição ma promoção de eventos culturais”, sublinha Jorge Teixeira.
Aprendeu música na Escola «Pro-Musica no Centro Comercial Pirâmide» e praticou Karaté no Clube 31 de Janeiro.

Fui estudar o que queria

No seu percurso escolar, seguiu-se a Faculdade de Letras de Lisboa, onde ingressou no Curso de Filosofia – “fui estudar o que queria”.
Está na fase de conclusão da sua licenciatura e diz-se um apaixonado pela – “ligação da Filosofia às ciências”

Filiei-me na Juventude Popular em 2009

“Despertei para a política pelos meus 14 anos, porque desde pequeno ouvi falar de politica em casa”, refere.
Recorda que pelos seus 15 anos- “pensei que podia fazer qualquer coisa em politica. Inicialmente olhei para o Partido Socialista, procurei identificar-me com a sua ideologia e com o que faziam”.
Refere que sentiu que no Partido Socialista existia uma cultura de “nivelamento por baixo” e que descobriu no CDS – “uma discurso mais do mérito”.
“Comecei a interessar-me pela ideologia de direita e filiei-me na Juventude Popular em 2009”, salienta.

Serei sempre de direita

Recorda que –“quando entrei para a Juventude Popular no Barreiro não havia nada, apenas o CDS estava organizado, a JP estava em principio de criação”.
“As coisas estavam tremidas e, nesse processo, entrei na Distrital. Entrei mais como observador”, recorda.
Refere as suas reflexões em torno do “modelo de sociedade” o papel do estado”.
“A diversidade de ideologias é imensa. Há várias maneiras de olhar as coisas e a ideologia não é mais que uma evolução do pensamento. O que posso dizer é que me assumo como de direita e serei sempre de direita”, sublinha.

Para a direita não é o Estado o central

O que é ser de direita hoje? – perguntámos.
“Há muita direita e há muita esquerda. A direita tem mais confiança nas estruturas da sociedade civil, por oposição ao Estado.
Para a direita não é o Estado o central, o central é a sociedade civil”, afirma.
“As forças de desenvolvimento do país estão nas pessoas”, refere.

Executar um plano acção politica

Jorge Miguel Teixeira, sublinha que na liderança do CDS/PP no Barreiro os seus objectivos são – “ter capacidade de conseguir crescimento de militantes”, promover na vida interna do seu partido “uma posição de consenso” e criar uma estrutura que seja “pilar para desenvolver e”.
Aposta no desenvolvimento de um plano de trabalho politico que “concilie perspectivas”.

Barreiro é uma cidade que tem muito potencial

“Sempre gostei muito do Barreiro. Foi no Barreiro que cresci. A pessoa que eu sou são as minhas raízes no Barreiro.
O Barreiro é uma cidade que tem muito potencial, não digo que está 100% desaproveitado, mas falta acção da sociedade civil.
Basta andar nas ruas e na zona histórica do Barreiro, para vermos que há muita coisa que não sabemos aproveitar.
Acho importante que aproveitemos as potencialidades do Barreiro” – sublinha o líder concelhio do Barreiro do CDS/PP.

Barreiro é uma cidade muito activa

“ A CUF deu-nos um legado com significado, mas o Barreiro não é só CUF, existe muito mais para trabalhar, porque o Barreiro é uma cidade muito activa.
As qualidades do Barreiro são desenvolvidas e estão nas virtudes das suas pessoas e não por estímulos da acçao da Câmara”, salienta.
O líder do CDS –PP salienta a importância das iniciativas promovidas ao nível cultural por diversos agentes locais, no teatro, na fotografia, na música.

Obter uma representação municipal

Jorge Miguel Teixeira sublinha que no concelho do Barreiro – “há uma maioria de esquerda do PS ao BE e PCP, todos partilham uma politica comum”
“O CDS pode acrescentar e incrementar a plenitude da vida democrática, abrir espaço a uma nova maioria, porque criar uma alternativa no Barreiro é um dos problemas”, refere.
O líder do CDS aposta – “obter uma representação municipal” nas próximas eleições autárquicas.
“È preciso pensar o Barreiro, do ponto de vista politico, mais politico e menos politiqueiro”, sublinha.
“Há mais politica no Barreiro, há mais coisas que os projectos do PS e PCP, que são discricionários, e casuísticos – agora é o Terminal de Contentores”, refere Jorge Miguel Teixeira.

Encontrar uma visão de cidade de longo prazo

“O importante, e isso é difícil, encontrar uma visão de cidade de longo prazo e que defina qual o papel de fundo do Barreiro na região e qual o seu potencial na região”, sublinha o líder do CDS/PP.
Refere ser necessário apostar – “no desenvolvimento local” e não nos limitarmos aos – “discursos e iniciativas do Poder central”

Culpa de tudo é sempre dos governos centrais

Sublinha que a “abordagem do PCP” sobre os problemas do concelho é sempre encontrar “um culpado da crise, a culpa de tudo é sempre dos governos centrais e isso retira credibilidade às instituições do Barreiro, parece que somos vítimas de tudo que o Poder central faz, e, assim, as instituições do Barreiro não têm capacidade de liderança”.

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