Dois jovens de Huelva para o Barreiro«Nós nos enamorámos pelo Barreiro»
“Quando chegámos demos uma volta e ficámos encantados. O passeio junto ao rio é muito bonito”, diz Cinta.
“Gostámos muito de ver a procissão de Nª Srª do Rosário, com a Banda a tocar, fez-nos recordar a Andaluzia”, comenta.

Por Jornal Rostos
Ela, Cinta, tem 26 anos. Ele, Manuel, tem 23 anos. Naturais de Huelva, na Andalucia, Espanha.
Partiram de seu país rumo a Portugal para trabalhar, em Lisboa, na Vodafone, num serviço dirigido para Espanha.
É assim a vida – primeiro o trabalho, depois a casa.
Aqui, em Portugal, vão recomeçar a vida. Buscam na internet uma casa. Em Lisboa é muito caro.
Descobrem uma no Barreiro – em pleno Barreiro Velho – que lhes aguça o apetite.
Marcam visita. E, no dia 1 de Agosto, pela primeira vez, colocam os pés no Barreiro.
“Quando chegámos demos uma volta e ficámos encantados. O passeio junto ao rio é muito bonito”, diz Cinta.
“Nós nos enamorámos pelo Barreiro”, comenta Manuel.
É uma viagem, agradável
E, assim, no dia 4 de Agosto, começam a viver numa casa arrendada no Barreiro Velho.
“Alugámos logo, tínhamos receio de perder esta oportunidade e que surgisse alguém”, refere Cinta.
“Nós alugamos logo a casa, porque não queríamos hesitar”, sublinha Manuel.
Nos primeiros viajaram para Lisboa, até Moscavide, de carro pela ponte Vasco da Gama.
Depois, optaram pela viagem diária de barco, pelo Tejo, cerca de 1 hora e 20 minutos, entre barco e outro meio de transporte.
“É uma viagem, agradável”, diz Cinta.
Eu já nadei na praia do Barreiro
“Estamos muito tempo fora do Barreiro, de segunda a sexta-feira, muito ocupados pelo trabalho”, refere Manuel.
Mas, salientam que aos sábados e aos domingos, gostam de passear pelo Barreiro. Gostam das esplanadas junto à Estátua de Alfredo da Silva. Gostam do Forum Barreiro. Ali, posto de atendimento dos TCB, tratam dos passes.
“Somos muito bem atendidos”, refere Cinta.
Referem que dão passeios pela Avenida da Praia, pelos passadiços de Alburrica, até aos Moinhos.
“Eu já nadei na praia do Barreiro, junto aos Moinhos”, diz Manuel.
Parece que estamos em Espanha
Sente-se a satisfação com que falam do Barreiro.
“Gostámos muito de ver a procissão de Nª Srª do Rosário, com a Banda a tocar, fez-nos recordar a Andaluzia”, comenta Cinta.
Afirmam-se Católicos. Recordam momentos de religiosidade vividos em Espanha, com muita intensidade.
“Há noite, perto da nossa casa, aqui no Barreiro, onde vivem comunidades ciganas, por vezes à noite cantam flamengo. Parece que estamos em Espanha”, refere Cinta.
Gostava de jogar futebol
No decorrer da conversa referem que existem outros jovens, seus conterrâneos, que gostavam de vir morar para o Barreiro. Há casas para vender e poucas para alugar”, afirmam.
Manuel, diz-se um entusiasta de futebol – “Gostava de jogar futebol num clube aqui do Barreiro, se conseguir conjugar com os horários do trabalho. Tenho formação de treinador. Um dia vou ver um jogo de futebol do Barreirense”, refere.
Referimos que, ao nível do futebol, há outros clubes – o Fabril e o Galitos.
Aprender a falar português
“Queremos aprender a falar português”, refere Manuel.
Agradecem o apoio que têm recebido de Maria José Marques – “tem sido um grande apoio e tem acompanhado”.
Sabemos que vão começar a aprender português. Rosário Vaz será a professora.
“Estamos muito contentes”, afirmam.
No meio da conversa fica o sentimento expresso de quem - chegou, viu e enamorou-se!
“Seria bom, um dia, conseguirmos ter um emprego aqui no Barreiro”, refere Manuel.
Ficaram, ali, na esplanada a conversar com Maria José Marques e Rosário Vaz.
Despedimo-nos com um sorriso.
Adiós! Bienvenidos!
António Sousa Pereira













