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Perspectivas

Barreiro - Isabel Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca«Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia periférica»

. Falta pessoal para dar apoio a toda a freguesia que é de muita extensão

. O problema das AUGI’s está sendo resolvido

“Quero fazer de Santo António da Charneca uma freguesia de entrada e não de saída. Temos uma área enorme. Faltam pessoas para viver na freguesia.”, sublinhou ao jornal «Rostos», Isabel Ferreira, Presidente da Junta da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca.

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Barreiro - Isabel Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca «Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia periférica»

Por Jornal Rostos

“O balanço que faço das festas é muito positivo. Acho que todas a gente está satisfeita. O regresso das festas à rua principal, à sua origem foi bem recebido”, comenta Isabel Ferreira, presidente das Junta de Freguesia de Santo António da Charneca.
“Este foi o ano zero mais. Para o ano temos que melhorar e, cada ano, digo, enquanto por cá estiver quero que sejam sempre melhores. Enquanto cá estiver vai ser assim e procurando melhorar todos os anos”, sublinha.

Festas vão continuar a realizar-se neste espaço

“A abertura das festas foi muito boa. Foi bonito. O espectáculo com o Camarão foi fantástico. As colectividades apresentaram as suas actividades. A procissão foi realizada com muita dignidade. Foram dias muitos fortes. Sinto-me feliz”, refere Isabel Ferreira.
“As Festas vão continuar a realizar-se neste espaço que toda a gente considera que é o local ideal”, sublinha.

Este trabalho é uma aprendizagem constante

Perguntámos a Isabel Ferreira como tem sido o trabalho nestes primeiros oito meses, após as eleições – “tem sido muito positivo”.
“Este trabalho é uma aprendizagem constante, mas sinto que estamos a mudar muita coisa, para além das festas, resolvemos a situação do fontanário – está bonito – embelezamos a freguesia, fizemos os passeios até ao Baitolas, resolvemos a situação da Rua Estreita, é uma obra que está concluída. Já fizemos muitos metros de calçada.
O pior problema que temos é o das ervas. É um problema complicado. Este é um ano muito atípico.
Mas, nós estamos a tomar medidas, já fizemos uma experiência e está a dar resultados.
A Escola da Vila Chã já tem vídeo porteiro. Nós adquirimos o material e foi colocado com o apoio da mão de obra dos Fuzileiros.
Fizemos a Feira da Bagageira. Temos a contabilidade da Junta organizada, este para nós é um principio essencial, ter a contabilidade em dia, só assim é possível gerir.”

Todos os dias temos dificuldades

“Temos projectos futuros. Na altura própria iremos falar sobre eles.
Sabe não tenho experiência nestas coisas. Estou aqui para trabalhar. Sabia das dificuldades que ia encontrar, porque conheço a freguesia, que percorro muitas vezes a pé. Todos os dias temos dificuldades.
A falta de pessoal para dar a apoio a toda a freguesia é a pior dificuldade. A freguesia é muito extensa.
Há muitas situações por resolver. Na Cidade Sol há muitos passeios para concluir e vamos começar a intervir naquele espaço” , refere a autarca.

Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia periférica

“Quero fazer de Santo António da Charneca uma freguesia de entrada e não de saída do concelho do Barreiro.
Nós temos uma área enorme. Faltam-nos pessoas para viver na freguesia. Estamos perto da autoestrada, vem aí o aeroporto no Montijo. Estamos bem localizados.
Não quero que a minha freguesia seja uma freguesia periférica.
O problema das AUGI’s está sendo resolvido. É um processo que vem de trás e muito bem, temos que concluir. Isso é bom.”, afirma a presidente.

Santo António é a minha freguesia do coração

Isabel Ferreira, tem 62 anos, vive há mais de 40 anos na freguesia de Santo António da Charneca. Já residiu na Cidade Sol, agora reside na Vila Chã.
“Sempre vivi aqui em Santo António, é a minha freguesia do coração. Adoptou-me e adoptei-a”, sublinha a autarca.

Trabalhadores têm sido de uma dedicação extrema

“O presidente da Junta de Freguesia tem que estar próximo das pessoas, Hoje já fui mal tratada, pela manhã, e, depois de ouvir, fui procurar resolver o problema. É assim.
Mas numa Junta de freguesia ninguém faz nada sozinho. Eu trabalho em equipa. Trabalhamos em equipa.
Os trabalhadores têm sido de uma dedicação extrema, não tenho palavras para lhes agradecer.
Não trabalho sozinha e aconselho-me com aqueles que sabem mais que eu, tenho consciência do que quero fazer e do que desejo para a freguesia, vai-se fazendo e aprendendo”, salienta Isabel Ferreira.

É isto, há sempre muito por fazer

Foi uma conversa, hoje, durante a tarde, ali, no café do Santoantoniense. Isabel Ferreira depois da conversa regressou ao trabalho, no caminho alguém dá uma sugestão. Conversa. Regista e diz - “É isto, há sempre muito por fazer”.

S.P.

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