Moita - Nuno Cavaco, freguesia da Baixa da Banheira e Vale da AmoreiraBalneários e relvado no campo do UDCB avançam sem apoio do Poder Central
. Mais de 40 mil pessoas nas festas da Baixa da Banheira
No trabalho que temos vindo a realizar “há uma continuidade” o que pretendemos é “continuar a cumprir os compromissos que assumimos com a população”, refere ao jornal «Rostos», Nuno Cavaco Presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

Por Jornal Rostos
A propósito das festas populares em homenagem a São José Operário, padroeiro da Baixa da Banheira, que decorreram entre 4 e 8 de Julho, o presidente da Junta de Freguesia sublinha que as mudanças que se registaram este ano foram o resultado de diversas iniciativas de diálogo com a população e agentes locais, quer com a paróquia, quer com colectividades, no sentido de perceber o que a população Banheirense queria das suas festas.
“Realizamos diversas reuniões públicas que foram participadas por mais de 200 pessoas”, refere Nuno Cavaco.
Mais de 40 mil pessoas nas festas
“Um grupo de pessoas conseguiu materializar as ideias dessas reuniões num evento que muito nos orgulhamos. Podemos dizer que aumentou o nível e a qualidade das Festas, muito, mas mesmo muito”, sublinha o autarca.
“Este ano estiveram nas Festas da Baixa da Banheira, mais de 40 mil pessoas. O auge foi no domingo, com cerca de 12 mil pessoas.”, refere.
“O que posso dizer e sinto é que as festas este ano superaram as todas as expectativas, quer em pessoas a trabalhar para as festas, quer em visitantes. As coisas melhoraram e muito”, afirma.
Uma referência na região
“Este modelo de festas que foi implementado, este ano, é para continuar e melhorar, é claro que há sempre coisas para melhorar.
O nosso objectivo é sempre fazer mais e melhor, ér mesmo, em cada ano fazer sempre as melhores festas de sempre, porque quem gosta desta terra quer sempre o melhor para a população e também para trazer à nossa terra e ao nosso concelho, pessoas das terras limítrofes e de outros concelhos.
Este ano estiveram cá muitas pessoas de Lisboa, isso é agradável porque coloca a Baixa da Banheira, pela positiva, como uma referência na região”, salienta o presidente da União de Freguesias.
“Queremos isto para as Festas da Baixa da Banheira e também para as Festas do Vale da Amoreira, para que não sejam só as festas da Baixa da Banheira ou do Vale da Amoreira, têm que ser festas para marcar na região”, acrescenta.
Cumprir os compromissos
Feito o balanço das festas quisemos saber como está a decorrer o trabalho do novo mandato autárquico.
Nuno Cavaco sublinha que o que tem vindo a ser realizado é “uma continuidade”, porque o que se pretende é “continuar a cumprir os compromissos que foram assumidos com a população”.
“Há alguns atrasos, mas estamos a desenvolver os projectos, um deles é melhorarmos a comunicação da Junta de Freguesia, aproximar a junta da população e motivar para a participação nas reuniões públicas, refere o Presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.
Recorda que nesta fase inicial foi desenvolvido um esforço na melhoria das Festas quer da Baixa da Banheira, quer do Vale da Amoreira – “dedicámos muito a programar estes eventos”, disse.
Londres ou Nova Iorque ao lado da Baixa da Banheira
Sublinhou, igualmente o trabalho realizado na promoção e organização do BB Blues – “este já é hoje um festival internacional, do qual se fala em muitos cantos do mundo”.
“Sabe, é um orgulho ver nos sites internacionais de cantores que estiveram no BB Blues, que divulgam as suas presenças em festivais blues, em Londres ou Nova Iorque, e, ao lado está o nome da Baixa da Banheira. Isto é um orgulho para quem vive cá e gosta desta terra”. refere Nuno Cavaco.
Recorda que muitos nomes internacionais do blues, nos dias de hoje, referem a Baixa da Banheira e gostam de vir cá e estar cá, gostam das nossas gentes e da nossa cultura.
Preparar o próximo ano lectivo
Nuno Cavaco, refere que para além das festas, das Marchas Populares, neste período foi realizado um importante trabalho de intervenção nas escolas do ensino básico, a preparar o próximo ano lectivo.
“A mudança das festas foi uma aposta, foi uma linha condutora da nossa acção neste início de mandato, para envolver mais a população a decidir, porque, sabe, isto é muito importante para o nosso projecto”, sublinha.
Requalificação da Rua 1º de Maio
O autarca recordou o envolvimento da junta de freguesia, no contacto e diálogo com os comerciantes, por exemplo, na concretização do projecto de requalificação da Rua 1º de Maio, uma acção da Câmara Municipal da Moita.
“Temos reunido com a população e com os comerciantes, para avaliar e discutir os impactos desta obra. Este é o cunho da Junta no projecto, motivar a participação”, salienta Nuno Cavaco.
Criação de Zona 30
De acordo informação divulgada pela Câmara Municipal da Moita, esta intervenção designada por “Criação de Zona 30”, vai abranger uma área de 10 400m2, no troço compreendido entre a R. Augusto Gil e a estação ferroviária.
O projeto prevê a transformação profunda de um importante eixo de estruturação urbana num espaço de coexistência entre o tráfego rodoviário e os “modos suaves” de deslocação (a pé; de bicicleta), com aumento das áreas para circulação pedonal em novos espaços qualificados, inclusivos e atrativos, de forma a incentivar as deslocações quotidianas a pé, potenciando, em simultâneo, a revitalização do comércio tradicional.
A velocidade máxima de circulação automóvel será limitada a 30km/h, sendo de 10km/h a velocidade desejável, reduzindo-se também assim o ruído e as emissões poluentes.
O concurso público para a execução das obras necessárias no âmbito desta intervenção tem o preço base de 282 500 €.
Equipamentos desportivos nos espaços públicos
O presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, refere que no que diz respeito a equipamentos desportivos a junta de freguesia vai desenvolver um projecto nos espaços públicos, criando as condições para a prática de manutenção.
“Já temos os equipamentos, agora vamos avançar para a fase de colocação. Está um pouco atrasado para o que prevíamos, mas vai avançar”, salienta.
Obra avança sem apoio do Poder Central
Nuno Cavaco, sublinha a acção que está em marcha de instalação de balneários e relvado no campo do União Desportiva e Cultural Banheirense.
Recorda que existe um projecto para aquele complexo desportivo – “há mais de 30 anos” – mas nunca existiram apoios do Poder Central.
Refere que a obra que vai avançar é com o apoio de privados e apoio das autarquias e do Grupo Ribeirinho de Atletismo. A obra ronda os 200 mil euros.
Salienta que vai ser criado um campo de futebol relvado, balneários de apoio e terá a valência de atletismo.
“Esperamos ter a obra pronta no final deste ano. Sem apoios, após 30 anos o campo vai ser relvado”, sublinha Nuno Cavaco.
Governo desrespeitou autarcas
O presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, expressa a sua discordância pela decisão do governo de localizar o aeroporto de Lisboa no Montijo, e considera que os autarcas da região foram desrespeitados pelo Ministro e pelo Primeiro Ministro, porque tomaram a decisão sem consultar as autarquias – “só ouviram o Montijo”.
Deviam ser previstas verbas para a insonorização
Nuno Cavaco, salienta que no cone de aterragem da Base Aérea do Montijo existem equipamentos de Saúde, como é o caso do Hospital do Barreiro, escolas e habitações, cuja construção não está preparada para o impacto da passagem dos aviões a toda a hora – “deviam ser previstas verbas para a insonorização”.
Não há uma tomada de posição
O autarca lamenta que o Partido Socialista ao nível local não tome posição sobre esta matéria e também que os autarcas do Barreiro não se pronunciem – “não há uma tomada de posição”.
“O PCP é o único partido que tomou posição contra”, salientou.
“Lamento que os autarcas do Barreiro estejam fechados e não se pronunciem, não há tomada de posição sobre a localização do aeroporto no Montijo”, o presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.
Alcochete é uma solução melhor
“Há uma solução melhor e o governo devia optar por essa solução melhor”, refere Nuno Cavaco, defendendo a construção da fase zero do novo aeroporto de Lisboa, no território do Campo de Tiro de Alcochete.
Salienta que os custo da construção da 1º fase no campo de Tiro não é um custo muito diferente do que vai ser gasto na construção na Base Aérea do Montijo.
“Esta solução do Campo de Tiro não avançar nada tem a ver com interesses nacionais, tem a ver com outros interesses que são os da empresa VICI”, sublinha Nuno Cavaco.
S.P.













