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Perspectivas

Regina Janeiro, vereadora da Cultura Câmara do Barreiro“Ilustrarte - um projecto extraordinariamente bom e com uma afirmação internacional única”

“A ILUSTRARTE é um projecto para continuar, para incentivar e para apoiar”, expressou Regina Janeiro, vereadora da Cultura e Educação, reconhecendo que a ILUSTRARTE, “um projecto cultural com muita qualidade que vem do passado”, nasceu de uma iniciativa cultural ainda durante o anterior executivo e que pela sua dimensão e importância considera essencial “dar-lhe mais força”.
Até porque diz que “a cultura nunca é um projecto acabado, é preciso fazer sempre mais e melhor”.

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Regina Janeiro, vereadora da Cultura Câmara do Barreiro “Ilustrarte - um projecto extraordinariamente bom e com uma afirmação internacional única”

Por Jornal Rostos

E nesse trabalho diz que uma constante é a formação de públicos, de modo a aproximar cada vez mais a cultura das pessoas, ao que comenta: “A cultura também pode chegar às pessoas, não têm de ser só as pessoas a procurá-la”.

Divulgação da ILUSTRARTE dentro do concelho com a Comunidade Educativa

Fala na ILURSTARTE como um “projecto extraordinariamente bom e com uma afirmação internacional única, a nível de projectos culturais do nosso concelho”. Mas reconhece que sentiu a necessidade de apostar mais no seu reconhecimento dentro do concelho, pois se o Barreiro é reconhecido além fronteiras como a Capital da Ilustração Infantil, essa realidade ainda passava um pouco despercebida pela população local. E, para colmatar esta questão, sublinhou: “o que nós procurámos fazer foi um trabalho a nível da comunidade educativa do 1º Ciclo”, o que diz envolver não só as crianças e os professores mas também as famílias. E essa envolvência considera que pode ser constatada nas exposições que foram feitas, nas quais também as crianças desempenham, por vezes, o papel de criador de arte e dá o exemplo da exposição “1000 rostos”, na qual as crianças se colocavam frente a frente para desenhar a cara do colega, o que deu origem a uma exposição.

“ (…) Mas creio que hoje no Barreiro toda a agente sabe que existe a ILUSTRARTE”

Faz questão em sublinhar a importância da ligação que se estabeleceu entre a comunidade educativa e a ILUSTRARTE, um trabalho que diz ter sido tido em conta “para solidificar aquilo que são os nossos públicos e a nossa formação de públicos”. E hoje considera: “não sei se o público mais velho tem a dimensão da importância e da envolvência, mas creio que hoje no Barreiro toda a agente sabe que existe a ILUSTRARTE”.

“A ILUSTRARTE também ainda não saiu à rua”

Considerando que “a cultura nunca é um projecto acabado”, a vereadora Regina Janeiro considera que a formação de públicos deve ser uma preocupação constante e aponta algumas ideias nesse sentido: “se calhar ainda não trabalhámos a relação dos seniores com a ILUSTRARTE, a ILUSTRARTE também ainda não saiu à rua, no sentido, de poder ser visível, por exemplo, no mercado ou no Parque Catarina Eufémia”. Sublinhando, neste sentido, que a “a aproximação da cultura às pessoas é fundamental”.

Workshops e ateliers “estão sempre todos eles esgotados, o que nos levar a continuar a fazer mais”.

Entendendo que “o projecto ILUSTRARTE não é um projecto que apenas se vê ou que embeleza as paredes do lindíssimo Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC) ”, diz que houve também outras preocupações, de modo a que “um projecto com esta grande dimensão tivesse também outro tipo de estrutura” e no sentido do que diz “solidificar aquilo que são os seus objectivos” falou nos workshops e ateliers realizados no AMAC, que contam com a presença dos artistas que vêm inaugurar as exposições, ao que comenta: “estão sempre todos eles esgotados, o que nos levar a continuar a fazer mais”.

“O AMAC não se resume à ILUSTRARTE”

Defendendo a ideia de que a ILUSTRARTE é um elemento dinamizador do Auditório Municipal Augusto Cabrita, o que a faz exclamar: “no dia da abertura do AMAC abriu a primeira ILUSTRARTE e, portanto, obviamente que os dois projectos são inseparáveis”, não deixa de sublinhar que “o AMAC não se resume à ILUSTRARTE”, ao que prossegue: “há muitas outras iniciativas que ali acontecem”. E questionada com as críticas que têm sido tecidas de que o Auditório não estaria a ter o rendimento devido, contesta: “desde o B.O.M. – Barreiro, Outras Músicas, que tem tido uma grande aceitação por parte da população; à programação infantil que está com regularidade quinzenal, o que nunca tinha acontecido; ao cinema do AMAC que está cada vez a atingir maiores dimensões, com a criação e a formação de públicos; já não falando que a Bienal acontece no AMAC, como é que alguém que tem uma iniciativa cultural desta dimensão diz que o AMAC é um ‘elefante branco’?”.

“Para que cada vez tenhamos uma população mais informada e sensibilizada.”

E conclui, referindo que “na cultura é sempre possível fazer mais e melhor”, uma crítica que considera que deve de ser tida em conta e que “todos os dias nos devemos fazer a nós próprios”, e com o objectivo que diz ser: “para que cada vez haja mais acesso à cultura e para que cada vez tenhamos uma população mais informada e sensibilizada”.

Andreia Lopes Gonçalves

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