Manuela Fonseca, "Rosto do Ano do ‘Rostos’"“O sentido do dever cumprido e algumas lágrimas à mistura”
Hoje, atravessando um momento mais conturbado na sua vida, diz que o facto de escrever para o “Rostos” constitui: “um dos vectores muito fortes da atenção à vida e a luta pela mesma”. Sempre com mais ideias para escrever…

Por Jornal Rostos
O que a levou a tornar-se colunista do jornal, foi fundamentalmente a paixão pela escrita e pelo Barreiro?
“Foram os dois factores que enunciou que me levaram a escrever para o jornal, bem como a importância que o jornalismo tem para mim desde que, aos quatro anos, aprendi a ler com os ensinamentos do meu saudoso pai, através do jornal ‘A Bola’ que nunca mais deixei.”
E qual é a importância que considera ter a imprensa local, nos dias de hoje, tendo em conta a proximidade com a população?
“Uma importância fundamental como agente de cultura, informação, desenvolvimento, comunicação humana e social.”
Qual é o significado que, hoje, tem para si, ser colunista do "Rostos"?
“É um dos vectores muito fortes da atenção à vida e a luta pela mesma, considerando a situação de saúde que atravesso.”
Vivendo a cultura sempre de uma forma intensa, como um modo de estar na vida, como sente o pulsar da cultura no Barreiro? Considera que falta aproximar mais o público do que se faz no Barreiro?
“Produz-se bastante na área da cultura; falta sentir mais e melhor o seu pulsar – novas condições de acesso da população à mesma, sob o ponto de vista comunicacional, e dar o salto qualitativo (interpretando e parafraseando Sousa Pereira, que não me passou procuração para referir o que diz ou o que for… Aliás ele e eu, filhos do vento e da liberdade, “somos” mesmo bons para isso…), da criação colectiva para a individual que a complemente.”
Professora ”por paixão e opção intelectual”, o que mais a marcou nesses 37 anos de ensino?
“Sem falsa modéstia, foram as pessoas de várias gerações que ensinei – sim, pertenço à velha geração que acha que um(a) professora(a) se dá ao respeito e ensina – a amar e a manejar as Línguas Portuguesa e Francesa, a Cultura, a Literatura, as outras Artes, a Democracia, a Liberdade, o Ambiente. Nos últimos vinte e oito anos, também a profissionalidade e, algum tempo depois e quase até à aposentação, com a actividade no Instituto Politécnico de Setúbal, a mesma e a futura profissionalidade.”
E como reage à distinção "Rosto do Ano do ‘Rostos’"?
“Com a noção da solidariedade e lhaneza da excelente equipa ‘Rostos’ a que tenho orgulho de pertencer, o sentido do dever cumprido e algumas lágrimas à mistura.”
Andreia Catarina Lopes













