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Perspectivas

Fernanda Gaspar, presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros“Dar continuidade a um trabalho que iniciámos desde o primeiro ano de mandato”

Na visita realizada ontem, pelo executivo da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, a presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Fernanda Gaspar, sublinhou a importância da realização desses contactos com a população, que diz irem ao encontro do compromisso das Opções do Plano e Orçamento da Junta: “fazermos chegar a voz da população e exigir a resolução de muitas situações”, que diz “dar continuidade a um trabalho que iniciámos desde o primeiro ano de mandato.” Da visita, destaca a necessidade da conclusão da sede da Comissão de Moradores de Cabeço Verde, assim como a conclusão da segunda fase do saneamento nessa localidade.

E quanto às questões da segurança, ainda que considerando que a freguesia “tem os mesmos problemas a nível de segurança que as áreas urbanas e não urbanas”, defende: “é necessário e urgente que haja maior segurança”, o que diz passar por diferentes factores, como melhores condições das forças de segurança, mas também por melhor iluminação e condições de emprego.

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Fernanda Gaspar, presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros “Dar continuidade a um trabalho que iniciámos desde o primeiro ano de mandato”

Por Jornal Rostos

Quais sãos os principais objectivos na realização destas visitas pelo executivo da Junta de Freguesia de Alhos Vedros?

“Os grandes objectivos é aferirmos junto com a população e fazermos um balanço, que acaba por ser um balanço partilhado com a população das soluções que foram sendo encontrada conjuntamente também com a população, dos problemas existentes, uns já resolvidos, outros, novas situações que iremos resolver, no que são as competências da Junta de Freguesia. Depois é importante também o conhecimento por todos os elementos do executivo da Junta, quer de empresas que se estão a sediar na freguesia de Alhos Vedros, quer de outras, já sediadas há muito tempo, mas que se foram renovando, para perceber quais as suas condições e dificuldades. E também para termos uma perspectiva a outros níveis de intervenção, para fazermos aquilo que temos assumido como compromisso nas nossas grande Opções do Plano e Orçamento, que é fazermos chegar a voz da população e exigir a resolução de muitas situações a outros níveis. Desse ponto de vista é dar continuidade a um trabalho que iniciámos desde o primeiro ano de mandato, estando cumpridos parte dos objectivos que temos, um de reivindicarmos também junto de outras instituições, outro de verificarmos as reclamações que a população tem ou a satisfação pelas soluções que foram sendo encontradas ao longo do mandato.”

E todos os anos são realizadas visitas pela freguesia?

“Não tantas quanto as que nós gostaríamos de efectuar, mas pelo menos duas por ano tem sido habitual.”

Em relação à visita de hoje, uma das questões abordadas passou pela necessidade da conclusão da sede da Comissão de Moradores de Cabeço Verde. É uma das questões mais prementes?

“É uma das situações que urge dar resposta e também vamos insistir junto da Câmara Municipal da Moita, nomeadamente para a conclusão daquela obra que é a sede de Comissão de Moradores, em que já houve um investimento de 40 mil euros e agora são necessários entre 10 a 12 mil euros para ser concluída e poder ser inaugurada o mais rapidamente possível e posta ao serviço da população. É necessária, sobretudo numa zona em que a população é maioritariamente idosa e pode ser um local de convívio, onde não haja a obrigatoriedade do consumo e que seja um pólo dinamizador até de outro tipo de actividades. Não tendo a Junta de Freguesia competências directas na questão do apoio social, que compete sobretudo ao Governo, designadamente à Segurança Social, mas compete-nos poder apoiar a outro nível e nomeadamente pelo facto de as Comissões de Moradores, que até são extensões do poder local, designadamente das Juntas de Freguesia, podem ser locais de conhecimento de programas e também de direitos que as pessoas têm, havendo assim um espaço comunitário que sirva a todos. E gostaríamos, tal como os elementos da Comissão, da possibilidade de ser inaugurada no dia 25 de Abril, porque as Comissões de Moradores surgiram por iniciativa da população após o 25 de Abril, com a resolução do que eram os problemas existentes em todo o país e também aqui, em que não haviam infra-estruturas básicas para a população ter melhores condições de vida. Agora muita coisa já foi melhorada, mas há uma outra prioridade no Cabeço Verde, que é a conclusão da segunda fase do saneamento, designadamente dos esgotos e depois do alcatroamento, em duas ou três ruas que são perpendiculares à Rua 25 de Abril. Foi os aspectos que em termos de futuro abordámos com as pessoas.”

A zona de Cabeço Verde Saneamento é das poucas zonas que falta para que o saneamento básico chegue a toda a freguesia?

“Sim, mas há ainda depois uma outra zona da freguesia de Alhos Vedros mesmo rural, que é toda a zona do Bairro da Cortajeira e Barra Cheia, mas aí o tipo de habitação é mais disperso e o saneamento existente é através da fossa, como aliás todas essas zonas que não estão consolidadas de uma forma urbana.”

A visita incluiu também uma passagem por uma vacaria, que remonta um pouco às tradições da Moita, em que a leitaria seria uma das principais actividades. Quais sãos os principais problemas que se colocam hoje à freguesia de Alhos Vedros, com cerca de 16 mil habitantes e com uma vertente mais rural?

“Tivemos numa vacaria que tem todas as condições de higiene e também do ponto de vista ambiental não cria problemas à vizinhança em seu redor. Mas há algumas explorações de pecuária que têm problemas e que têm de se adaptar e construir as retenções, sobretudo ao nível da suinocultura, que é bem mais complicado. Os problemas que essas actividades têm, são decorrentes da falta de apoio a nível nacional, com uma política internacional que não aposta no produto nacional e em maior produção e estas pessoas fazem um esforço acrescido para aliar a sua tradição, com a evolução tecnológica e também com alguma rentabilidade.”

E em termos de segurança, como está a freguesia?

“A freguesia não é uma ilha no país e muito menos na Área Metropolitana de Lisboa, portanto temos os mesmos problemas a nível de segurança que as áreas urbanas e não urbanas. Consideramos que é necessário e urgente que haja maior segurança em toda a freguesia. Porque parte da criminalidade existente, também ela tem tendência a poder-se agravar com a condição de crise.”

Há relativamente pouco tempo, foi assaltada a Escola n.º 1 da Bela Rosa…

“Sim, na escola todo o equipamento informático foi roubado E tem havido roubos a residências e às próprias viaturas. Houve um aumento desse tipo de criminalidade, o que significa que é necessário que as forças de segurança tenham mais efectivos e melhores condições para poderem exercer melhor a sua acção. Por outro lado, devo dizer que muitas das tentativas por vezes não fazem parte das estatísticas oficiais, porque há tentativa de assaltou ou mesmo assalto mas depois torna-se um pouco difícil a pessoa deslocar-se ao sítio certo e apresentar a queixa formal e aí temos de ser nós, Junta de Freguesia que, conjugando toda essa informação, assumamos esse papel de apresentar a própria queixa, no sentido de exigirmos maior segurança. Não queremos um polícia a cada porta, gostaríamos até que todos os efectivos não precisassem de actuar, mas em caso de necessidade, é bom que seja feita essa vigilância, que passa também por melhor iluminação, passa por melhores condições de emprego, passa por um conjunto muito grande de situações e passava também por não ter havido a alteração do Código do Processo Penal e essa é uma discussão muito mais aprofundada, não se faz a prevenção nem a reintegração de pessoas com problemas com a justiça.”

Andreia Catarina Lopes

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