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Perspectivas

João Raio, presidente da Junta de Freguesia de Santo André – Barreiro“Penso que ajudei a construir uma freguesia melhor”

À frente do executivo da Junta de Freguesia de Santo André desde 1991, João Raio faz um balanço “positivíssimo”.“O Raio está satisfeito com o Raio e a família já se habituou”, brinca e acrescenta: “Penso que ajudei a construir uma freguesia melhor”. E quando às próximas eleições autárquicas, apesar de em 2007 ter-se manifestado um tanto reticente em voltar a assumir o mesmo cargo, hoje, apesar de referir que “ainda não está nada decidido”, diz não se considerar ainda cansado e “sentir-se ainda útil”.

Entende que a descentralização de competências para as juntas, facilita a resolução dos problemas nas freguesias “porque estamos mais próximos” e acrescenta: “na junta também é mais fácil perceber o que é que é mais urgente”. E depois de ter sido encerrada a esquadra da PSP na Quinta da Lomba, considera que com a construção da TTT e da Ponte Barreiro/Seixal “justificava-se mais do que nunca construir-se uma super esquadra”.

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João Raio, presidente da Junta de Freguesia de Santo André – Barreiro “Penso que ajudei a construir uma freguesia melhor”

Por Jornal Rostos

Sobre as iniciativas levadas a cabo pela Junta de Freguesia de Santo André que mais marcaram a freguesia em 2008, o presidente da Junta, João Raio, destaca a recuperação do Polidesportivo Marques da Costa. Uma intervenção que diz ser “um bom exemplo da cooperação entre a Câmara e a Junta” e que adianta que vai ficar à volta dos 30 a 40 mil euros. A colocação de rega automática nas áreas ajardinadas da freguesia, o arranjo das calçadas, resultado de uma descentralização que veio para a Junta em Julho de 2008 e sobre a qual comenta: “nesta altura temos a batalha quase ganha”, são outras intervenções de que fala, ao que acrescenta a colocação de pinos inibidores de estacionamento, “substituindo os existentes que dificultavam o caminho a pessoas com dificuldades na mobilidade” e a colocação de floreiras e árvores adequadas à área urbana, para dar outra imagem à freguesia. Adianta ainda que foram derrubadas barreiras arquitectónicas, no ano passado, na Escola Secundária de Santo André, no âmbito da Escola Alerta e em colaboração com os professores.

Escola do Bairro 25 de Abril vai ser convertida em pré-escolar.

O Parque Infantil na Rua de Luanda diz que foi transformado numa zona mais aprazível e fala da pintura do interior e exterior da Escola Básica Telha Nova n.º 1 e da recuperação de parte do recreio. Recentemente, refere que a Câmara Municipal do Barreiro (CMB), em colaboração com a Junta se encontra a recuperar a Escola do Bairro 25 de Abril para ser convertida em pré-escolar. Na Rua do Damão, depois de o logradouro ter sido requalificado, o que incluiu o arranjo do parque de estacionamento para perto de 30 lugares, refere que falta agora ser ajardinado. E não deixou de falar na necessidade de muitas árvores da freguesia terem sido substituídas por árvores que melhor se adeqúem à área urbana, a que chama de “árvores de qualidade”e sublinha: “Já colocámos meia centena de árvores na Rua Luís Sá”.

Descentralização facilita a resolução dos problemas nas freguesias

Em relação à importância da descentralização de competências para as Juntas, um protocolo que foi assinado em 2007, sublinha: “Nós estivemos sempre disponíveis” e acrescenta: “desde que cá estou que a poda das árvores sempre foi a Junta a fazer”. Entende que a descentralização facilita a resolução dos problemas nas freguesias “porque estamos mais próximos” e acrescenta: “Não somos diferentes dos trabalhadores da Câmara mas a autarquia tem de tratar de uma área maior, o que é um mundo muito mais complexo, e na junta também é mais fácil perceber o que é que é mais urgente”. Fazendo um “balanço positivo”, prossegue: “Estou satisfeito com este mandato. Nós já tínhamos a descentralização de jardins e da varrição e juntou-se neste mandato as calçadas e a limpeza das zonas novas.”

“O papel da Junta de Freguesia também passa por proporcionar momentos culturais à população”

Na área da cultura e recreio, sublinha a importância das festas da freguesia, que este ano se vão realizar pelo sexto ano consecutivo e que continuam no mesmo espaço, na Quinta das Canas, para onde está prevista uma urbanização que aguarda aprovação da CCDR. A animação do Parque Paz e Amizade e na Praça Francisco Xavier, são outras iniciativas que destaca, ao que acrescenta as comemorações no ano passado do 35.º aniversário da freguesia, “onde demos ênfase aos autarcas, alguns já falecidos”, sublinhou. Concertos de Natal, o Carnaval do Movimento Associativo, as idas ao teatro e duas viagens por ano com os idosos “para os tirar de casa” são outras iniciativas em que fala, entendendo que “o papel da Junta de Freguesia também passa por proporcionar momentos culturais à população”. Para Abril lembra que a freguesia vai ter as comemorações do 25 de Abril e para Maio diz ser o “Mês do Coração”, o que inclui a realização de rastreios.

Protocolo com “Casa dos Rapazes” permite serviço de assistência social

Resultante de um protocolo assinado no ano passado entre a Junta e o Centro Social e Paroquial de Santo André, mais conhecido como “Casa dos Rapazes”, refere que a Junta passou a dispor da visita de uma assistente social para dar apoio aos habitantes da freguesia. “Vem aqui às sextas-feiras da parte da manhã prestar um serviço gratuito”, sublinha.

Questões que aguardam resolução

Em 2007 referia que antes de acabar o mandato, gostava de ver resolvidas algumas questões, como a construção da Igreja, a resolução da AUGI da Quinta do Francisco Rodrigues e a construção de uma escola do ensino básico na Quinta das Canas. A construção da Igreja, entende que “era uma mais-valia para os católicos e também pelas casas mortuárias”, ao que justifica: “Temos 15 mil habitantes e somos das poucas freguesias que não temos casa mortuária.” Refere que se aguarda o parecer da CCDR, uma vez que o Padre da Paróquia voltou ao projecto inicial que ocupa uma maior extensão de terreno, terreno esse que é considerado REN. Quanto à escola, diz: “Aguarda-se desde Setembro de 2007 que a CCDR aprove os cerca de 600 fogos e só nessa altura é que se poderá pensar numa candidatura ou construir uma escola de raiz”. E quanto à única AUGI da freguesia, a da Quinta Francisco Rodrigues, lembra que o projecto de infra-estruturas já foi aprovado pela Câmara, em 2006, mas que a sua resolução passa pela resolução das questões de saneamento, o que espera que a ETAR Barreiro/Moita possa agilizar a sua resolução.

Com a construção da TTT e da Ponte Barreiro/Seixal “justificava-se mais do que nunca construir-se uma super esquadra”

Sobre o encerramento da Esquadra da Policia de Segurança Pública na Quinta da Lomba, aberta em 1975, uma esquadra com 14 agentes que é hoje um SAP com três, continua a manifestar-se descontente e refere que nem o abaixo-assinado que juntou cerca de 1600 no final do ano passado a exigir mais segurança na freguesia, teve efeito. “Mantém-se tudo na mesma”. Refere que teve também uma reunião com a Governadora Civil de Setúbal “que referiu que o distrito foi reforçado com agentes e viaturas. Mas não vejo isso na rua”, frisa, ao que acrescenta: “Os profissionais da PSP excedem as suas competências mas as coisas complica-se”. Diz que existem queixas na freguesia de locais que têm sido alvo de assaltos. “Eu não tenho números mas tenho informações, por exemplo, no Bairro Marques da Costa ocorrem com frequência assaltos a residências”. E com a construção da Terceira Travessia do Tejo e da Ponte Barreiro/Seixal, entende que se “justificava mais do que nunca construir-se uma super esquadra”.

“O Raio está satisfeito com o Raio e a família já se habituou”

E no ano em que termina o mandato, faz um balanço “positivíssimo” aos 18 anos em que assume o cargo de presidente da Junta de Freguesia. “O Raio está satisfeito com o Raio e a família já se habituou”, refere, ao que acrescenta: “Penso que ajudei a construir uma freguesia melhor”. E quando às próximas eleições autárquicas, apesar de em 2007 ter-se manifestado um tanto reticente em voltar a assumir o mesmo cargo, hoje, mesmo referindo que “ainda não está nada decidido”, diz não se considerar ainda cansado e “sentir-se ainda útil”. “No último mandato, também tinha pensado em afastar-me mas entretanto este é o último que posso fazer e ainda está tudo em aberto, mas se aparecer alguém que prestigie a instituição e que defenda a força política para a qual fui eleito também estou à-vontade”, ao que acrescenta: “Não estou agarrado à cadeira.” E quanto ao que mais o motiva a continuar diz ser “o contacto com a população” e a paixão pelo debate político.

Andreia Catarina Lopes

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