Rostos do Ano 2008 - BarreiroCORUTIB – Rosto do Ano Música
“A grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento do público e comunidade”
Foi há seis anos, que o CORUTIB nasceu, com 26 elementos e um repertório muito simples. Hoje, o Coro da Universidade da Terceira Idade do Barreiro tem 48 elementos e conta com mais de 120 actuações.
Não podendo estar presente, por motivos profissionais, a maestrina Olga Panchenko, em sua representação o “Rostos” falou com Clara Soares e Maria Auzenda, membros do Grupo de Trabalho do CORUTIB. Falam do Coro com paixão. A mesma que partilham com os restantes elementos. O amor pela música. Quanto aos objectivos do Coro, Clara salienta: “Somos um coro que tem uma função muito específica, que é transmitir a música, divulgar a música coral, divulgar a imagem da nossa cidade e divulgar a nossa universidade.”
E quanto ao reconhecimento de Rostos do Ano da Música 2008, comenta: “Como é um trabalho que se faz por amor, a grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento pelo público e pela comunidade.”
Não podendo estar presente, por motivos profissionais, a maestrina Olga Panchenko, em sua representação o “Rostos” falou com Clara Soares e Maria Auzenda, membros do Grupo de Trabalho do CORUTIB. Falam do Coro com paixão. A mesma que partilham com os restantes elementos. O amor pela música. Quanto aos objectivos do Coro, Clara salienta: “Somos um coro que tem uma função muito específica, que é transmitir a música, divulgar a música coral, divulgar a imagem da nossa cidade e divulgar a nossa universidade.”
E quanto ao reconhecimento de Rostos do Ano da Música 2008, comenta: “Como é um trabalho que se faz por amor, a grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento pelo público e pela comunidade.”

Por Jornal Rostos
Clara Soares tem 50 anos, é professora de Inglês na Escola Secundária Augusto Cabrita e na Universidade da Terceira Idade do Barreiro e até ao ano passado era a “mascote” do CORUTIB, até aparecerem duas coristas mais novas. Quanto ao que a levou a ingressar no Coro, conta: “Foi por graça. Vim assistir a um ensaio com as minhas alunas da UTIB e fiquei logo a cantar.” E recorda a canção que cantou: “Queda do Império”, de Vitorino. Maria Auzenda, tem 73 anos, já tinha experiência em coros, tendo passado pelo Coro da Quimigal e pelo TAB e não hesitou quando o CORUTIB foi criado, a 4 de Abril de 2003. Em comum têm a mesma paixão, que partilham com os restantes elementos do Coro. A paixão pela música.
Coro tem perto de 50 elementos, distribuídos por sete naipes diferentes
Foi há seis anos que o CORUTIB nasceu, inicialmente com 26 elementos “e um repertório muito simples que passava por um canto simples tradicional, popular, sem grandes exigências”, lembra Clara Soares, ao que logo acrescenta Maria Auzenda: “mas com muita vontade”. Hoje o Coro tem perto de 50 elementos, de ambos os sexos, distribuídos por sete naipes diferentes, de acordo com o tipo de vozes e com idades compreendidas entre os 48 e 80 anos. Sopranos, Mezzo-sopranos, 1.º e 2.º Contralto, Tenores, Barítonos e Baixos são os sete naipes de vozes do Coro e cada um sabe o papel que lhe cabe. “É uma forma diferente de o Coro se valorizar”, considera Auzenda, ao que Clara acrescenta: “Quando começamos uma peça nova é como se estivéssemos a cortar peças de um vestuário e depois vamos alinhavando até ficar bem e só cosemos quando estiver bem e vamos experimentando, vamos experimentando”.
Olga Panchenko - “Ela entrega-se de corpo e alma”
Ensaiam duas vezes por semana. Posicionamento da voz. Postura. Afinação. Técnicas de respiração. São algumas das questões a ter em conta no ensaio de uma canção. Sobre a maestrina, Olga Panchenko, não poupam elogios. “Interessada no coro”, rigorosa no ensino, criativa, “mulher muito empenhada”, "com muita paciência para ensinar", são algumas das características que lhe apontam. “Ela entrega-se de corpo e alma”, frisa Clara, ao que fala no facto de ser a maestrina a criar as harmonizações das músicas. “Embora não tenhamos ainda nenhuma música original, temos muitas harmonizações originais, por exemplo: “cantamos o “Milho Verde” do Zeca Afonso, mas ao estilo da Olga Panchenko”.
“O nosso repertório é bastante eclético para nos representarmos seja em que sítio for.”
Com um repertório de cerca de 45 peças, Clara comenta: “em seis anos é uma boa média”, ao que Auzenda acrescenta: “45 peças distribuídas por música portuguesa, espirituais negros, clássicos, tradicionais estrangeiras e músicas sacras. O nosso repertório é bastante eclético para nos representarmos seja em que sítio for.”
“Divulgar a imagem da nossa cidade e divulgar a nossa universidade”
Quanto aos objectivos do Coro, Clara salienta: “Somos um coro que tem uma função muito específica, que é transmitir a música, divulgar a música coral, divulgar a imagem da nossa cidade e divulgar a nossa universidade.” E recordando os concertos já feitos, chegam à conclusão que neste ano lectivo foram mais de 20. “Este ano já fomos à televisão”, lembra Clara a participação no programa “Portugal sem Fronteiras”. E quanto a próximos concertos, referem que vão actuar no dia 20 de Junho no Moinho de Maré, em Alhos Vedros, a 26 em Monsanto num Encontro de Universidades da Terceira Idade e a dia 28, Dia da Cidade, no Barreiro.
Projectos futuros - Tributo a Mariette Pessanha
Quanto ao futuro, dizem que para o próximo ano lectivo, a maestrina já lhes deu conta que pretende trabalhar mais na música clássica e sacra. E em relação a projectos falam na realização de concertos de solidariedade para com instituições ou personalidades. “Este ano estamos a fazê-lo com o Grupo de Dadores de Sangue do Barreiro”, diz Auzenda. Outro projecto passa pela prestação de um tributo a uma personalidade do Barreiro que se tenha distinguido e Auzenda abre um pouco o véu “para o próximo ano lectivo gostávamos de fazer sobre a Mariette Pessanha, porque foi uma mulher que tinha muito boa voz e que se dedicava também a causas meritórias e era uma mulher muito querida no Barreiro.”
“O Coro é uma forma de aprendermos, de reaprendermos e de partilharmos e de vivermos mais felizes”
Quanto ao contributo do Coro para as suas vidas, falam no prazer de fazer algo por amor, sem ser imposta. Clara diz: “Mudou a minha maneira de ser. Estou muito mais paciente e sinto que dou mais valor não só às pessoas que estão comigo, mas também à própria vida. Sinto que a minha vida está mais rica mas também sinto que contribuo para enriquecer a vida dos outros.” E Auzenda acrescenta: “O Coro é uma forma de aprendermos, de reaprendermos e de partilharmos e de vivermos mais felizes, porque temos coisas que tivemos na nossa meninice e que agora temo-las outra vez, com mais tempo e uma maneira diferente de tirar partido disso, porque agora damos mais valor às coisas. Agora elas têm outro sabor.”
”Trabalhamos com o coração”
E durante a conversa falou-se da cultura musical do Barreiro, falou-se de Ferrer Trindade e da “Canção do Mar”, da primeira maestrina portuguesa, a barreirense Natércia Couto. E as lições de vida e as memórias estiveram sempre presentes e despontavam. A lembrança de uma das primeiras canções “Rita”.“Esta é que era a moda que a Rita cantava”, logo trauteou Auzenda. Canções que ficam sempre guardadas, porque, como refere Clara: ”Trabalhamos com o coração” e logo acrescenta Luzenda: “E depois ficamos muito felizes e satisfeitas, parece que é uma lavagem de alma, quando cantamos bem e as pessoas nos vêm dizer.”
“A grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento pelo público e pela comunidade”
E quanto à reacção do Coro ao reconhecimento Rosto do Ano Música 2008, apesar de na altura da entrevista serem poucos os conhecedores desse facto, Clara referiu: “A maestrina ficou felicíssima. E penso que o coro vai ficar muito feliz. Como é um trabalho que se faz por amor, a grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento pelo público e pela comunidade.”
Andreia Catarina Lopes
Fotos gentilmente cedidas pelo CORUTIB
Coro tem perto de 50 elementos, distribuídos por sete naipes diferentes
Foi há seis anos que o CORUTIB nasceu, inicialmente com 26 elementos “e um repertório muito simples que passava por um canto simples tradicional, popular, sem grandes exigências”, lembra Clara Soares, ao que logo acrescenta Maria Auzenda: “mas com muita vontade”. Hoje o Coro tem perto de 50 elementos, de ambos os sexos, distribuídos por sete naipes diferentes, de acordo com o tipo de vozes e com idades compreendidas entre os 48 e 80 anos. Sopranos, Mezzo-sopranos, 1.º e 2.º Contralto, Tenores, Barítonos e Baixos são os sete naipes de vozes do Coro e cada um sabe o papel que lhe cabe. “É uma forma diferente de o Coro se valorizar”, considera Auzenda, ao que Clara acrescenta: “Quando começamos uma peça nova é como se estivéssemos a cortar peças de um vestuário e depois vamos alinhavando até ficar bem e só cosemos quando estiver bem e vamos experimentando, vamos experimentando”.
Olga Panchenko - “Ela entrega-se de corpo e alma”
Ensaiam duas vezes por semana. Posicionamento da voz. Postura. Afinação. Técnicas de respiração. São algumas das questões a ter em conta no ensaio de uma canção. Sobre a maestrina, Olga Panchenko, não poupam elogios. “Interessada no coro”, rigorosa no ensino, criativa, “mulher muito empenhada”, "com muita paciência para ensinar", são algumas das características que lhe apontam. “Ela entrega-se de corpo e alma”, frisa Clara, ao que fala no facto de ser a maestrina a criar as harmonizações das músicas. “Embora não tenhamos ainda nenhuma música original, temos muitas harmonizações originais, por exemplo: “cantamos o “Milho Verde” do Zeca Afonso, mas ao estilo da Olga Panchenko”.
“O nosso repertório é bastante eclético para nos representarmos seja em que sítio for.”
Com um repertório de cerca de 45 peças, Clara comenta: “em seis anos é uma boa média”, ao que Auzenda acrescenta: “45 peças distribuídas por música portuguesa, espirituais negros, clássicos, tradicionais estrangeiras e músicas sacras. O nosso repertório é bastante eclético para nos representarmos seja em que sítio for.”
“Divulgar a imagem da nossa cidade e divulgar a nossa universidade”
Quanto aos objectivos do Coro, Clara salienta: “Somos um coro que tem uma função muito específica, que é transmitir a música, divulgar a música coral, divulgar a imagem da nossa cidade e divulgar a nossa universidade.” E recordando os concertos já feitos, chegam à conclusão que neste ano lectivo foram mais de 20. “Este ano já fomos à televisão”, lembra Clara a participação no programa “Portugal sem Fronteiras”. E quanto a próximos concertos, referem que vão actuar no dia 20 de Junho no Moinho de Maré, em Alhos Vedros, a 26 em Monsanto num Encontro de Universidades da Terceira Idade e a dia 28, Dia da Cidade, no Barreiro.
Projectos futuros - Tributo a Mariette Pessanha
Quanto ao futuro, dizem que para o próximo ano lectivo, a maestrina já lhes deu conta que pretende trabalhar mais na música clássica e sacra. E em relação a projectos falam na realização de concertos de solidariedade para com instituições ou personalidades. “Este ano estamos a fazê-lo com o Grupo de Dadores de Sangue do Barreiro”, diz Auzenda. Outro projecto passa pela prestação de um tributo a uma personalidade do Barreiro que se tenha distinguido e Auzenda abre um pouco o véu “para o próximo ano lectivo gostávamos de fazer sobre a Mariette Pessanha, porque foi uma mulher que tinha muito boa voz e que se dedicava também a causas meritórias e era uma mulher muito querida no Barreiro.”
“O Coro é uma forma de aprendermos, de reaprendermos e de partilharmos e de vivermos mais felizes”
Quanto ao contributo do Coro para as suas vidas, falam no prazer de fazer algo por amor, sem ser imposta. Clara diz: “Mudou a minha maneira de ser. Estou muito mais paciente e sinto que dou mais valor não só às pessoas que estão comigo, mas também à própria vida. Sinto que a minha vida está mais rica mas também sinto que contribuo para enriquecer a vida dos outros.” E Auzenda acrescenta: “O Coro é uma forma de aprendermos, de reaprendermos e de partilharmos e de vivermos mais felizes, porque temos coisas que tivemos na nossa meninice e que agora temo-las outra vez, com mais tempo e uma maneira diferente de tirar partido disso, porque agora damos mais valor às coisas. Agora elas têm outro sabor.”
”Trabalhamos com o coração”
E durante a conversa falou-se da cultura musical do Barreiro, falou-se de Ferrer Trindade e da “Canção do Mar”, da primeira maestrina portuguesa, a barreirense Natércia Couto. E as lições de vida e as memórias estiveram sempre presentes e despontavam. A lembrança de uma das primeiras canções “Rita”.“Esta é que era a moda que a Rita cantava”, logo trauteou Auzenda. Canções que ficam sempre guardadas, porque, como refere Clara: ”Trabalhamos com o coração” e logo acrescenta Luzenda: “E depois ficamos muito felizes e satisfeitas, parece que é uma lavagem de alma, quando cantamos bem e as pessoas nos vêm dizer.”
“A grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento pelo público e pela comunidade”
E quanto à reacção do Coro ao reconhecimento Rosto do Ano Música 2008, apesar de na altura da entrevista serem poucos os conhecedores desse facto, Clara referiu: “A maestrina ficou felicíssima. E penso que o coro vai ficar muito feliz. Como é um trabalho que se faz por amor, a grande recompensa do nosso trabalho é o reconhecimento pelo público e pela comunidade.”
Andreia Catarina Lopes
Fotos gentilmente cedidas pelo CORUTIB
















