Miriam Cristina de Andrade – «Rosto do Ano Jovem 2008»«Estar a representar o Barreiro foi um prazer. Fiquei muito feliz»
Miriam Cristina de Andrade tem 16 anos e foi a vencedora da Fase Distrital na categoria 3.º ciclo do Concurso Nacional de Leitura em 2008. Gosta de escrever, de tocar e de cantar e diz estar sempre a escrever letras e a compor canções. Concluiu o 10.º ano em línguas e Humanidades na Escola Secundária de Santo André e quanto ao seu futuro profissional ainda não se decidiu, apesar de se mostrar mais inclinada para seguir turismo. Mas de uma coisa tem a certeza: “Quero manter uma carreira paralela a nível da escrita. Editar livros, era um sonho enorme.”
À distinção “Rostos do Ano Jovem 2008”, reage: “Não estava à espera, porque pensava que já se tinham esquecido do concurso. Na altura teve um grande impacto e toda a escola sabia e até apareci num jornal. E estar a representar o Barreiro também foi um prazer. Fiquei muito feliz. É mesmo muito bom.”

Por Jornal Rostos
Miriam Cristina de Andrade, de 16 anos, foi a vencedora da Fase Distrital na categoria 3.º ciclo do Concurso Nacional de Leitura em 2008. Desde pequena que diz gostar de escrever. Uma paixão que não sabe como “nasceu”. “Na primária tinha sempre muita inclinação para os poemas. Lembro-me de que era sempre eu que fazia aqueles cartazes na sala para mostrar aos pais. E sempre escrevi muitos textos, passava as férias a escrever poemas para os meus pais e para os meus amigos e se calhar também foi por influência do meu pai, que é professor de português, e também ele, desde muito novo, escreve poemas e, sem dar por nada, cresceu este gosto, assim, naturalmente.”
“Fiquei muito, muito feliz”
Na escola diz participar em todos os concursos de escrita que tiver oportunidade, iniciativas que diz serem “pequenas coisas que dão incentivo para continuar”. E quanto ao Concurso Nacional de Leitura, o primeiro a nível nacional em que participou, diz ter surgido na sua vida a partir de um convite da sua professora de português do 9.º ano, que sabia desse seu gosto. “Disse-me que era uma boa oportunidade para mim e que poderia ter alguma visibilidade.” E inscreveu-se. Quanto a expectativas, diz: “Pensei passar a fase da turma. À fase da escola, estava também com esperanças mas depois à fase distrital, nunca. Éramos quase 50 pessoas e eu pensar que podia ser a representante do distrito, para mim era impossível.” Depois ouviu o seu nome. “Até a júri veio dar-me os parabéns e disse-me que gostavam muito de me conhecer porque tinham adorado. E fiquei muito, muito feliz”.
“Ao lermos mais, também escrevemos melhor e também falamos melhor”
Jovem de 16 anos, sublinha a importância do concurso para elevar o nível de literacia nos jovens. “Quando a nossa professora nos falou deste concurso, 90 por cento dos meus colegas não tinham hábitos de leitura e eu também não tinha muitos hábitos de leitura, mas a partir do concurso, como estava habituada a ler dois livros num curto espaço de tempo, já me custava à noite estar sem ler ou ficar muito tempo sem ler”. Uma questão que entende ser muito importante na formação de um indivíduo: “Porque ao lermos mais, também escrevemos melhor e, parecendo que não, também falamos melhor e o nosso vocabulário aumenta, o que é importante também a nível académico, porque agora implantaram as orais na escola e se não lermos, não temos a capacidade oral suficiente”.
“É o que me vem da alma”
E quanto aos livros de que mais gosta de ler, fala dos do autor Nicholas Sparks e na saga do Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Quanto à escrita, diz gostar de escrever reflexões e também histórias infantis e diz que as aulas de filosofia e de história trazem-lhe inspiração para os poemas. “Gosto mais de escrever pequenos textos e reflexões, coisas diárias, mas abstractas, não gosto de ser muito directa nos assuntos. Até tenho um blogue na Internet com textos meus, uns são mais directos, outros são mais discretos, mas é o que me vem da alma.”
“Também quero manter uma carreira paralela a nível de escrita. Editar livros, era um sonho enorme”
Confessa-se “bastante sonhadora” e quando olha para o futuro, em termos profissionais, depois de já ter pensado na área do ensino e em psicologia, hoje está mais inclinada para o turismo. Pelo gosto pelas línguas e porque diz ser extrovertida e gostar do contacto com as pessoas. Um caminho que ainda não sabe se é o certo e o escolhido, mas realça: “também quero manter uma carreira paralela a nível da escrita. Editar livros, era um sonho enorme.”
“Estar a representar o Barreiro foi um prazer. Fiquei muito feliz”
À distinção “Rostos do Ano Jovem 2008”, reage: “Não estava à espera, porque pensava que já se tinham esquecido do concurso. Na altura teve um grande impacto e toda a escola sabia e até apareci num jornal. E estar a representar o Barreiro foi um prazer. Fiquei muito feliz. É mesmo muito bom.”
Andreia Catarina Lopes













