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Perspectivas

Eduardo Cabrita - «Rosto do Ano Nacional -2008»Não há indecisões sobre a Ponte Barreiro - Chelas

. Futuro da Região Metropolitana de Lisboa será a sul

Eduardo Cabrita, foi reconhecido como “Rosto do Ano Nacional -2008”, salienta que recebe esta distinção “com muito orgulho e com alguma emoção”, e que essa decisão – “me sensibiliza bastante e reforça o meu compromisso com o Barreiro”.

O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local refere que – “o Barreiro está, novamente, num momento de emergência de grandes mudanças, de abertura e desafios que irão marcar aquilo que poderá ser o Barreiro, ao longo de todo o século XXI.”

Sobre a ponte Barreiro- Chelas sublinha que - “não há qualquer indecisão. Há um concurso que está lançado”, e, por outro lado, refere que – “o projecto do Arco Ribeirinho Sul é decisivo para ultrapassar vinte anos de estagnação”.

6 min de leitura
Eduardo Cabrita - «Rosto do Ano Nacional -2008» Não há indecisões sobre a Ponte Barreiro - Chelas

Por Jornal Rostos

Eduardo Cabrita, foi reconhecido como “Rosto do Ano Nacional -2008” em breve conversa referiu que recebe esta distinção “com muito orgulho e com alguma emoção, pelo facto de exercendo funções no Governo, ter consciência que sempre ao longo da vida, independentemente das funções que tenho desempenhado, não tenho deixado de ser um barreirense”.

Reforça o meu compromisso com o Barreiro

Eduardo Cabrita acrescentou que – “estou orgulhoso de fazer parte de um Governo que tomou decisões estratégicas que marcarão as próximas décadas da vida do Barreiro, são decisões que marcarão o Barreiro do século XXI.”
Sublinhou – “admito que essa participação no Governo, tal como a minha ligação à vida autárquica e à vida associativa barreirense da qual nunca deixei de fazer parte activa, terão contribuído para a decisão do jornal “Rostos”, decisão essa que me sensibiliza bastante e reforça o meu compromisso com o Barreiro”.

Barreiro está numa encruzilhada

Na nossa breve conversa perguntámos a Eduardo Cabrita que nos perspectivasse o seu “olhar” sobre o Barreiro nos dias de hoje.
Salientou - “olho para o Barreiro como uma terra que está numa encruzilhada de grandes mudanças.
O Barreiro nas últimas décadas teve uma evolução que criou em todos os barreirenses alguma nostalgia, do que foi e daquilo que poderia ter sido.”
Referiu que – “acho que estamos em tempo de ultrapassar essa fase de Barreiro «blues» e passar a uma fase de Barreiro de afirmação, um Barreiro de confiança, um Barreiro de criatividade e inovação.”

Mudanças marcam Barreiro do século XXI

Na sua opinião – “A confluência da localização no Barreiro do Centro de Inovação da Alta Velocidade, com a centralidade que o projecto do Arco Ribeirinho Sul, dará à nossa cidade, mais, as consequências profundas que, na verdade, é, o desafio quer do próximo Governo, quer da próxima autarquia, de anteciparem as repercussões da Terceira Travessia do Tejo, considero que, tudo isto, conjugado, significa que o Barreiro, está provavelmente, hoje, como só esteve no início do século XX, quando foi tomada a decisão de instalar no Barreiro a CUF.
O Barreiro está, novamente, num momento de emergência de grandes mudanças, de abertura e desafios que irão marcar aquilo que poderá ser o Barreiro, ao longo de todo o século XXI.”

Não há indecisões sobre Terceira Travessia do Tejo

Perguntámos - Como encara as «indecisões» acerca da nova ponte?
“Não há qualquer indecisão. Há um concurso que está lançado. É o maior concurso, neste momento, a decorrer no país. É um Concurso Público Internacional, que envolve Alta Velocidade, ligação ferroviária, toda uma malha de ligações na Península de Setúbal, ao qual está associado a ideia de criação de um centro de excelência, que coloque no Barreiro aquilo que são os desafios das novas tecnologias na área ferroviária, honrando uma velha tradição barreirense.
Esse Concurso está a decorrer. Foi levantado o Caderno de Encargos por vários consórcios internacionais. Por pedido de alguns deles, usando um direito que está na lei, foi prorrogado até ao final de Agosto o prazo, para apresentação de propostas. É um Concurso complexo. Estou certo que a selecção dos melhores concorrentes garantirão que, dentro de alguns meses, será possível adjudicá-lo, será possível que Portugal, por um lado, esteja presente na Rede Europeia de Alta Velocidade, mas, que o Barreiro, sobretudo, esteja presente naquilo que é uma Península de Setúbal, enquanto verdadeiro motor do desenvolvimento de todo o sul do país.”

Arco Ribeirinho Sul decisivo para ultrapassar vinte anos de estagnação

No final desta breve conversa interrogámos sobre o desenvolvimento do projecto do Arco Ribeirinho Sul
Eduardo Cabrita, sublinhou que - “O projecto do Arco Ribeirinho Sul é decisivo para ultrapassar vinte anos de estagnação, correspondentes a uma separação entre a intervenção local e aquilo que é a gestão, por parte do Estado, de áreas que são propriedade do Estado, áreas que passaram por um processo de desindustrialização, relativamente ao modelo clássico.”
Na sua opinião – “a zona da Quimiparque, tal como a zona da Siderurgia e a da Margueira, são zonas âncoras, de um arco ribeirinho que vai de Almada a Alcochete, que devem ser o motor do desenvolvimento da área mais dinâmica e com maiores potencialidades da grande Área Metropolitana de Lisboa.”.

Futuro da região Metropolitana de Lisboa será a sul

Segundo Eduardo Cabrita – “O futuro da região Metropolitana de Lisboa centrar-se-á a sul, com o novo aeroporto, com o arco ribeirinho, com a Gare do Sul.
O projecto de gestão integrada destes três espaços, em articulação com as autarquias, é, verdadeiramente, aqui, o nó górdio desta dinâmica de criação de uma margem sul competitiva, qualificada, que gere emprego e não seja só a outra banda, seja verdadeiramente a margem da inovação e do desenvolvimento.”

Na Margem sul há uma cultura industrial e de inovação

Comentámos, de forma que a Margem Sul não seja o deserto, onde não há nada…
Eduardo Cabrita, sublinhou – “Eu sou barreirense, conheço desde sempre, aquilo que são as dinâmicas de uma zona com grandes potencialidades, da CUF à Autoeuropa, e, falo em projectos muito diferentes, em tempos muito diferentes.
Sei, que na Margem Sul há uma cultura de saber fazer, uma cultura industrial e de inovação que marcou sempre esta região, ao longo de todo o século XX.
Aquilo que estou certo é que, o país reconhece este potencial, e, por isso, o Governo decidiu colocar as alavancas do desenvolvimento do século XXI nesta região.
Como barreirense, tenho muito orgulho em fazer parte no processo de tomada destas decisões.”

S.P.

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