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Perspectivas

Carlos Humberto «Rosto do Ano Politico – 2008»Barreiro necessitava de ter mais riqueza na intervenção política

. A política é um factor de dignificação social

Carlos Humberto, foi reconhecido como “Rosto do Ano Politico” em conversa com jornal “Rostos” sublinha que – “este reconhecimento é um contributo, até, para confirmar que o meu percurso, a minha intervenção cívica e política, deve continuar neste caminho.”

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salienta que – “Estou insatisfeito com a participação dos cidadãos na vida da cidade, porque acho que é possível e necessário ir mais longe, e, estou satisfeito, porque estamos a criar mecanismos que têm permitido o envolvimento dos cidadãos”.

5 min de leitura
Carlos Humberto «Rosto do Ano Politico – 2008» Barreiro necessitava de ter mais riqueza na intervenção política

Por Jornal Rostos

Numa breve conversa com Carlos Humberto, perguntámos com sentia o facto de ser reconhecido “Rostos do Ano Politico – 2008».
“Todos nós que temos intervenção pública, nas diferentes áreas, quando reconhecem a nossa acção, naturalmente que é uma satisfação e de alegria.
Digamos que, é um elemento que ajuda a serenar as interrogações, pelo menos eu, que estou permanentemente a interrogar-me sobre os caminhos que sigo, sobre se a postura que tenho é a melhor, para mim, este reconhecimento, é um elemento que nos dá serenidade sobre as nossas dúvidas.
Portanto, deste ponto de vista, este reconhecimento é um contributo, até para confirmar que o meu percurso, a minha intervenção cívica e política, deve continuar neste caminho, pois, com este reconhecimento, sinto que este é um caminho que as pessoas reconhecem e, como tal, vale a pena prosseguir.” – sublinhou Carlos Humberto.

Uma causa porque se luta e um serviço que se presta

“Eu tenho uma convicção profunda, dentro daquelas convicções que, a cada um de nós, marca o nosso percurso de vida, que é sentir que a política é um factor de dignificação social.
A vida política é um factor que deve ser visto como, uma causa porque se luta e um serviço que se presta.” – sublinhou Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Projectos pessoais não se podem sobrepor àquilo que é de todos nós

“Acho que este reconhecimento público, no fundo, vem sublinhar, esta ideia que para mim é uma convicção profunda, que a intervenção política tem que ser feita com uma grande seriedade, com uma grande entrega.
Naturalmente, nós somos seres humanos, temos as nossas características e a nossa maneira de ser, temos os nossos desejos, ambições, projectos, sonhos do ponto de vista pessoal, mas, considero que esses projectos pessoais, não se podem sobrepor àquilo que é de todos nós.
Esta tem sido a postura que tenho tido. E, naturalmente, este reconhecimento ajuda-me a consolidar esta ideia da vida política.” – referiu Carlos Humberto.

Combater a imagem negativa dos políticos e da política

“Eu acho que aqueles que intervêm na vida política, de facto, não são todos iguais, as pessoas não são todas iguais, nem os partidos são todos iguais, nem as pessoas dentro dos partidos são todas iguais.
Por essa razão, considero que não podemos acusar os que têm intervenção política, em geral, como sendo tudo o que há de mau na sociedade.
E, acho, que aqueles que intervêm na vida política, muitas vezes, colocam-se a jeito, para receberem críticas.
Considero que temos que combater isso, a imagem negativa dos políticos e da política, porque na vida política, há de tudo, tal como noutros sectores da vida há de tudo.
Sublinho que este reconhecimento, permite-me ver o sentido da política, como um acto de entrega.” – sublinhou Carlos Humberto, a propósito de políticos de politica.

Os partidos são forças essenciais e indispensáveis à democracia

Sendo o Barreiro um concelho onde a vida politica sempre foi vivida com intensidade, como avalia as vivências políticas no Barreiro de hoje? – perguntámos
“A vida política no Barreiro, desde que me conheço, sempre teve aspectos que considero positivos e aspectos que considero negativos.
Também no percurso de vida, das pessoas, dos partidos ou na vida das cidades, assim como na vida política, não é tudo sempre igual, há altos e baixos.
Eu acho que do ponto de vista político, eminentemente político, que a vida política não tem a riqueza e alguma base de princípios, digo isto, no geral, e, portanto, não estou a caracterizar ninguém em concreto.
Não me parece que neste momento, que exista essa riqueza, digo-o, sem pretender fazer qualquer critica especifica, a nenhum partido em particular, nem aos partidos em geral, pois, considero os partido como forças essenciais e indispensáveis à democracia.
Quero sublinhar, que considero os partidos indispensáveis e, até, por vezes, me incomodo com aqueles que, sendo dos partidos, dizem mal dos partidos, ou com aqueles, que sendo dos partidos, dizem mal de todos os outros partidos, não com base no combate político-ideológico, que isso é natural, mas, apenas dizem mal, porque são o que considero os pseudo-renovadores da vida partidária. Estou contra essa forma de intervenção política.” – sublinhou Carlos Humberto.

Barreiro necessitava de ter mais riqueza na intervenção política

“Repito, considero que a vida política não tem a riqueza e alguma base de princípios, no geral, e, como disse, não estou a caracterizar ninguém em concreto.
Acho que o Barreiro, nesta fase, necessitava de ter mais riqueza na intervenção política, porque estamos a viver um período importante, talvez o mais importante, após o 25 de Abril, com grandes desafios.” – acrescentou Carlos Humberto.

Na participação é possível irmos mais longe

Sente-se satisfeito com o nível de participação dos cidadãos na vida concelho? – perguntámos
“Eu sou uma pessoa insatisfeita por natureza. Quero sempre mais, porque penso que é sempre possível ir mais longe. Portanto, analisando nesta perspectiva, estou insatisfeito.
Estou insatisfeito com a participação dos cidadãos na vida da cidade, porque acho que era possível e necessário ir mais longe, e, estou satisfeito, porque considero que fizemos muito, para alargar a participação dos cidadãos na vida do concelho.
Penso, naquilo que a Câmara tem feito, com os diversos mecanismos que criou para envolver a população, estou satisfeito e, também, estou insatisfeito porque, mesmo a este nível, penso que é possível irmos mais longe.”- sublinhou Carlos Humberto.

S.P.

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