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Perspectivas

Andreia Catarina Lopes, Rosto do Ano Comunicação Social -2008“Rosto do Ano “ é um reconhecimento valoriza a cidade

. Um Livro de Contos será editado este ano

Andreia Catarina Lopes, jornalista profissional, uma profissão que abraçou por paixão, por sentir - “sempre aquele chamamento da escrita”.

Andreia, é o “Rosto do Ano – Comunicação Social 2008” - “Nesta actividade do jornalismo, nós estamos diariamente a aprender. Cada dia tráz uma lição. Cada dia é um trabalho diferente, por isso, temos que aprender a confrontar-nos com essas situações, de vivermos todos dias coisas diferentes.”

6 min de leitura
Andreia Catarina Lopes, Rosto do Ano Comunicação Social -2008 “Rosto do Ano “ é um reconhecimento valoriza a cidade

Por Jornal Rostos

Andreia Catarina Lopes, nasceu em Alhos Vedros – “fui só nascer lá” – mas - “sou barreirense”. Seus pais de Tomar, vieram viver e trabalhar para o concelho do Barreiro.
Andreia, viveu toda a sua vida na freguesia de Santo André, a nova terra dos seus pais.
Frequentou a Escola Primária na Telha – “naquele tempo eram umas garagens” - recorda.
Posteriormente frequentou a Escola da Quinta Nova da Telha. O ensino secundário concluiu na Escola Secundária de Santo André, frequentando a área de Humanidades.
“Sempre gostei de letras. É a área com a qual mais me identifico. Foi esse caminho que me levou ao jornalismo” – salienta.
Andreia, recorda que - “Mesmo na Escola Primária, sempre gostei de escrever composições. Escrever foi sempre o que mais gostei de fazer”.

Na ESSA nós aprendíamos

“Gostei sempre do ambiente da Escola de Santo André. Nós aprendíamos. As aulas não eram uma balbúrdia. Eram aulas a sério. Conheci lá bons professores. Gostei muito do ambiente da escola.” – refere Andreia, ao recordar os seus tempos de estudante, na ESSA.

Sentia sempre aquele chamamento da escrita

Concluído o 12º ano, era preciso escolher. O gosto pela escrita estava no sangue – “mas também gostava de uma área criativa, da área da publicidade” – sublinha.
“Então, entrei para o Curso de Publicidade e Marketing, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.
Frequentei dois anos de Publicidade e Marketing, mas, de facto, sentia sempre aquele chamamento da escrita.
Sentia que me faltava qualquer coisa, faltava-me o escrever. Sentia que na minha formação profissional tinha que ter essa componente.” – refere, com um sorriso nos seus olhos.

Jornalista a profissão que gostava de exercer

Esse sentimento, essa atracção pela escrita, levou Andreia a optar pelo Curso de Jornalismo, porque verificou que na sua Faculdade, ao nível da licenciatura de jornalismo, existiam um conjunto de «atelliers» que proporcionavam experiências diversas, quer ao nível da escrita, quer ao nível do jornalismo radiofónico e televisivo.
“Senti que poderia ter uma boa formação para exercer a profissão de jornalista, que, foi sempre, a profissão que achei que gostava de exercer” – sublinha.

Estágio curricular e profissional no jornal “Rostos”

Recorda que no Curso, conversava com os colegas sobre as dificuldades que existiam de ingressar na vida profissional. O mercado de trabalho estava muito mau.
“Não pensava muito nisso. Considerava que o importante era dar o melhor na formação, depois, concluído o curso. Logo se vê…” – comenta.
Concluída a Licenciatura, começou a fase de envio de currículos.
Andreia Gonçalves, como se identificava na fase inicial, concretiza o seu estágio curricular no jornal “Rostos”.
Posteriormente faz, igualmente, o seu estágio profissional no jornal “Rostos”, e, a partir daí, com a sua Carteira Profissional, passa a identificar-se com o nome de Andreia Catarina Lopes – “este foi o meu primeiro contacto com o mundo do trabalho” .

No jornalismo é sempre assim não há rotinas

“Nesta actividade do jornalismo, nós estamos diariamente a aprender. Cada dia trás uma lição. Cada dia é um trabalho diferente, por isso, temos que aprender a confrontar-nos com essas situações, de vivermos todos dias coisas diferentes.
Acho que, isso, é uma das coisas aliciantes para quem está nesta área, porque não há um trabalho rotineiro. O jornalismo é um trabalho onde não há rotina, isso é muito interessante. Gosto muito disso, de sentir os dias sempre diferentes”- sublinha Andreia Catarina Lopes, acrescenta que viveu essa realidade quotidiana, na sua experiência de jornalista no “Rostos”.
“No jornalismo é sempre assim, não há rotinas, mesmo no jornalismo regional, não há rotinas” – sublinha.

A aprendizagem diária de conhecer pessoas

Andreia, sublinha que a sua experiência no “Rostos” permitiu-lhe conhecer muitas pessoas, que de outra maneira nunca teria falado com elas - “Nunca me teria cruzado com elas, quer pessoas conhecidas a nível local, quer a nível regional ou mesmo a nível nacional, ou até, com pessoas desconhecidas, que me transmitiram muitas lições de vida” – salienta.
“Esta minha experiência no «Rostos» foi muito enriquecedora, em termos pessoais. Na minha experiência no “Rostos”, retiro para além da minha experiência profissional, pois, foi aqui que adquiri, posso dizer, o calo dos primeiros passos nestas andanças do fazer jornalismo.
Depois, igualmente, retiro essa aprendizagem diária, de conhecer pessoas, esta, é, uma das coisas que guardo, como muito importante.” – refere, falando com alguma emoção.

Este reconhecimento valoriza a cidade

“Fiz as entrevistas a alguns dos «Rostos do Ano», o ano passado e este ano. Sinto que é importante que haja este tipo de iniciativas, o reconhecer as pessoas, reconhecer aquilo que, pela sua qualidade, fizeram em determinado trabalho, ou se destacaram nesta ou naquela área, ou mesmo associações e instituições.
Acho que existir este reconhecimento valoriza a cidade, porque, por vezes, nem nos apercebemos que há pessoas que fizeram, isto ou aquilo, que merece reconhecimento.
O “Rosto do Ano” é uma forma de dar a conhecer o que foi feito, e, também, uma forma de informar e de motivar.
No resultado das entrevistas que fiz senti que as pessoas, algumas, ficavam admiradas : eu porquê? – perguntavam.
Mas depois, na verdade, tinham tanto para dizer sobre o trabalho que tinham feito, que sentia-se, na realidade, como mereciam a distinção.
Verifiquei que as pessoas não estão, muitas vezes, habituadas que o seu trabalho seja reconhecido.
Por essa razão, é importante que exista este reconhecimento, porque, depois, dá vontade de fazer melhor e chegar mais longe. Eu acho isso.” – sublinha, Andreia Catarina Lopes, Rosto do Ano – Comunicação Social 2008.

Livro de Contos editado este ano

Andreia tem dentro de si o “bichinho” da escrita, transporta as palavras no seu coração.
Não pára, e, diz-nos – “Ainda este ano, espero publicar o meu primeiro livro, uma colectânea de Contos”.
Está a frequentar um “Curso de Escrita Criativa – Time Story”, sendo o seu livro um projecto que está a nascer no âmbito da formação.
Andreia Catarina Lopes, 28 anos, jornalista profissional, uma profissão que vive por paixão, com entrega e que, foi, sem dúvida, no ano 2008, uma referência na vida local e regional.
Fala do “Rostos” com saudade e emoção, mas, nós, acreditamos que, aqui, não há sequer tempo para pensar que existam “horas de despedida”…
“Em Setembro lá estaremos na entrega dos “Rostos do Ano”. Espero lá estar a participar” – refere Andreia, ao «fecharmos» a nossa conversa.

S.P.

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