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Perspectivas

Matias Lopes – “Rosto do Ano 2008” - Barreiro“Se sou o ‘Rosto de 2008’, então tenho de puxar vários rostos nessa distinção”

Matias Lopes, o director-geral no Sul da Europa da Multi Mall Management, nasceu em Santana, freguesia da Figueira da Foz e veio para o Barreiro com um ano de idade. Quando fala nas ligações ao Barreiro, diz ter sido “um privilegiado” e comenta: “Passei pelas melhores escolas deste país”. Quanto ao caminho que o levou à gestão de centros comerciais, diz: “fui contaminado com este vírus de gostar de fazer coisas como centros comerciais, com a gestão do CascaiShopping em 91”.

Quanto à distinção “Rosto do Ano 2008”, reage: “ Se sou o Rosto de 2008, então tenho de puxar vários rostos nessa distinção. Não sou só eu. Há uma equipa em Portugal da Multi. E falta aqui o Benno van Veggel, o Eduardo Marques, uma das pessoas que consegui contaminar com a paixão do Barreiro, os rostos desta equipa toda e de todas as que acreditaram. E o rosto de uma pessoa que não posso deixar de citar que é a do Carlos Olavo, sendo o proprietário do terreno com quem dialogámos, ele acreditou e se ele não tivesse acreditado, o projecto não tinha vencido.”

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Matias Lopes – “Rosto do Ano 2008” - Barreiro “Se sou o ‘Rosto de 2008’, então tenho de puxar vários rostos nessa distinção”

Por Jornal Rostos

Matias Lopes, de 52 anos de idade, o director-geral no Sul da Europa da Multi Mall Management, nasceu em Santana, freguesia da Figueira da Foz e veio para o Barreiro com um ano de idade. Quando fala nas ligações ao Barreiro, diz ter sido “um privilegiado” e comenta: “Passei pelas melhores escolas deste país”. O seu avô e pai trabalharam nas fábricas da C.U.F e diz ter entrado para a C.U.F “com um ano de idade”, quando ingressou no infantário da empresa. “Passei pela antiga Álvaro Velho, depois entrei na Alfredo da Silva para o curso de electricidade e aí tive a sorte de ter como professores engenheiros da C.U.F que traziam com eles toda uma bagagem e experiência. Foram pessoas que trouxeram toda a sua experiência, quer dos ferroviários, quer da C.U.F.” E porque diz: “Nunca perdi o sentido de estudar”, licenciou-se em Engenharia Electrotécnica. À CUF chama de “a Universidade”: “O contacto com técnicos de todo o mundo. Aqui passava-se da teoria à prática, a uma velocidade brutal e para quem, como eu, trabalhava à noite, quando chegava à faculdade, muitas das vezes, trazia para os meus colegas muitas experiências que nem os professores conheciam.”

“Só há uma forma de estar nesta profissão, é de facto estar apaixonado”

Em 88 foi trabalhar para a Valmet Automation Europe na Finlândia e também passou por França. E quanto ao caminho que o levou à gestão de centros comerciais, diz: “Um dia a minha mulher respondeu a um anúncio para a Sonae e eu vim para os centros comerciais. Ao fim de duas ou três entrevistas apanhei um ‘cara’ a quem devo tudo, José Wilson Dias”, a quem chama de “pai profissional”.
“Quem me conhece sabe que só há uma forma de estar nesta profissão, é de facto estar apaixonado”, é assim que Matias Lopes fala da sua “paixão” por centros comerciais, a mesma expressão que utilizava sempre que se falava no Forum Barreiro, antes mesmo da sua inauguração. Uma paixão que diz ter começado em 91, ou como diz: “fui contaminado com este vírus de gostar de fazer coisas como centros comerciais, com a gestão do CascaiShopping”. E em 1997 vai para a Multi, que vai abrir o seu 14 centro comercial em Portugal, na localidade de Guimarães. Com uma experiência de 18 anos na gestão de centros comerciais, fala dessa função: “Gerir centros comerciais é promovê-los, desenvolvê-los, é essencialmente criar comunicação com clientes e estar continuamente a fazê-lo”.

“As cidades são cada vez mais pontos de discussão e caminhos de demonstração”

E a conversa levou à própria noção da concepção de cidade, enquanto local de interacção: “Venho falar sobre as cidades, porque os centros comerciais são de facto as cidades, ainda mais quando nascem nos centros das cidades, não só por promoverem a reconfiguração urbana mas essencialmente sendo centros geradores de emprego e de atenção, de encontro e concentração. Ou seja, fóruns da própria cidade.” Locais que entende que “começam por trazer paixões, fazer com que as pessoas conheçam outros mundos e são instrumentos de comunicação fantásticos para tocar nas causas, quer a nível da responsabilidade social, quer por questões ambientais e de preocupações comuns” e é, nesse sentido, que reforça: “As cidades são cada vez mais pontos de discussão e caminhos de demonstração”.

Forum Barreiro: “Somos palco de vários palcos, daquilo que as pessoas exteriorizam”

Quanto ao Forum Barreiro, e questionado com o que considera que trouxe passados oito meses da sua abertura, reage: “Essa é uma resposta que os barreirenses têm de dar. Mas ainda é muito cedo. Somos aquela entidade que chegou e piscou o olho e começa a aparecer todos os dias, vestida de outra maneira, e toma um café aqui e acolá. Somos palco de vários palcos, daquilo que as pessoas exteriorizam como suas percepções, sentimentos e isso é que importa.” E acrescenta: “Queremos conseguir captar a atenção dos clientes. Fazer o necessário e suficiente para que as pessoas do Barreiro e as outras que nos frequentam, mas são as do Barreiro que são mais importantes, pois vão ficar para sempre, gostem mais de nós”.

“E o que é que começa a acontecer? O que já se começa a ver: As ruas começam a mexer.”

Sobre o papel do Forum Barreiro na reabilitação do centro, comenta: “Sempre vimos esta integração do Mercado, Avenida Alfredo da Silva e Forum Barreiro e este eixo, entre o Mercado e o Forum, tinha de ser um eixo absolutamente centrando a actividade e para trazer as pessoas ao Barreiro. Deixar que as pessoas usem o centro do Barreiro e se sintam confortáveis.” E acrescenta: “Ser um exemplo claro para todas as cidades de Portugal, de como se pode chegar ao centro de uma cidade e fazer um trabalho de intervenção que ajude a cidade, a vários níveis, quer economicamente, quer numa outra forma de estar e de viver e que ajude a criar referências.” Ainda sobre o Forum, comenta: “Eu considero que o Forum Barreiro é dos sítios, conjuntos, tendo em conta a dificuldade de adaptar um projecto a este lote de terreno, mais bem feitos, com bons materiais, bem integrado, com uma forma muito clara de se integrar na cidade e com uma linha arquitectónica e um design de comunicação. E o que é que começa a acontecer? O que já se começa a ver: As ruas começam a mexer.”

“Quando tiver esta forma de integrarmos o centro do Barreiro é um caso não só para Portugal, mas para o mundo”

Quanto questionado se se tratou de um projecto difícil, contrapõe: “O mais difícil é ter uma Câmara Municipal, com um corpo directivo como esta, que acreditou e levou para a frente, que pegou nas palavras do arquitecto Joan Busquets e acreditou e disse: ‘É esta a melhoria para onde temos de caminhar’. E se bem acreditou, bem a levou para a frente. E acho que hoje não há ninguém que não passe na Avenida Alfredo da Silva e que não diga: ‘Espectáculo!’. E quando tiver o mercado pronto, há-de ser melhor e quando tiver esta forma de integrarmos o centro do Barreiro é um caso não só para Portugal, mas para o mundo. Acho que vão aparecer mais cidades a dizer. “Eu também quero ter um Forum Barreiro na minha cidade”.

“ Se sou o Rosto de 2008, então tenho de puxar vários rostos nessa distinção”

Quanto à distinção “Rosto do Ano 2008”, reage: “ Se sou o Rosto de 2008, então tenho de puxar vários rostos nessa distinção. Não sou só eu. Há uma equipa em Portugal da Multi. E falta aqui o Benno van Veggel, o Eduardo Marques, uma das pessoas que consegui contaminar com a paixão do Barreiro, os rostos desta equipa toda e de todas as que acreditaram. E o rosto de uma pessoa que não posso deixar de citar que é a do Carlos Olavo, sendo o proprietário do terreno com quem dialogámos, ele acreditou e se ele não tivesse acreditado, o projecto não tinha vencido.”

Andreia Catarina Lopes
Foto gentilmente cedida por Multi Mall Management Portugal

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