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Perspectivas

Nuno Banza, Administrador-Delegado da S.EnergiaA redução dos custos com a iluminação pública pode atingir valores na ordem dos 30% a 40%

“A iluminação pública para nós é uma prioridade por três razões distintas: a primeira é que ela é, efectivamente, um custo directo para as autarquias. Elas pagam tudo, das instalações dos candeeiros às lâmpadas pagam tudo. A manutenção também é assegurada pelas autarquias. O custo de exploração, ou seja, o consumo de energia é pago pelas autarquias.” - sublinhou Nuno Banza, Administrador-Delegado da S.Energia.

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Nuno Banza, Administrador-Delegado da S.Energia A redução dos custos com a iluminação pública pode atingir valores na ordem dos 30% a 40%

Por Jornal Rostos

Nuno Banza, Administrador-Delegado da S.Energia - Agência Regional de Energia para os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, sublinhou que – “a Agência está consolidada tem um conjunto de actividades que estão aprovadas e está a desenvolvê-las, que são promovidas em várias áreas, desde projectos de edifícios, passando pela formação e intervenção ao nível da iluminação pública, assim como matérias relacionadas com mobilidade e reduções de consumo nas frotas das autarquias.”

Iluminação Pública é uma prioridade

Na conversa com “Rostos” Nuno Banza, sublinhou que das várias áreas, “existem duas ou três áreas que são relevantes”, no entanto, referiu que, no contexto actual, merece destaque a intervenção que está a ser concretizada ao nível da iluminação pública.
“A iluminação pública para nós é uma prioridade por três razões distintas: a primeira é que ela é, efectivamente, um custo directo para as autarquias. Elas pagam tudo, das instalações dos candeeiros às lâmpadas pagam tudo. A manutenção também é assegurada pelas autarquias. O custo de exploração, ou seja, o consumo de energia é pago pelas autarquias.” - sublinhou Nuno Banza.

Custos de milhões de euros

O Administrador- Delegado da S.Energia, sublinhou que “o custo anual, suportado no conjunto dos quatro municípios, é um custo muito elevado, estamos a falar de valores na ordem dos milhões de euros”.
Segundo referiu, os valores não andam muito longe dos dois milhões de euros por ano, nos quatro municípios que integram a S.Energia.

Implementação da iluminação LED

“Em função deste custo muito elevado, nós temos andado à procura de soluções que permitam, por um lado reduzir os custos, através da redução dos consumos, mas, também, ao mesmo tempo encontrar soluções do ponto de vista tecnológica que permitam aumentar o tempo médio de vida das iluminarias e ter melhor iluminação.
Uma das iniciativas que desenvolvemos recentemente foi a implementação, ainda com carácter experimental, da iluminação LED. Um projecto novo ao nível da iluminação pública. Em Portugal há meia dúzia de municípios que estão a implementar esta nova tecnologia.” – sublinhou Nuno Banza.
De referir que esta experiência já foi implementada em três dos concelhos da Agência – Moita, Barreiro e Alcochete – devendo avançar também no Montijo, dentro de breve prazo.

Mais conforto e segurança

Segundo Nuno Banza, estas experiências estão a ser monitorizadas, em termos de consumo, mas, em termos de “conforto e necessidades de iluminação, há resultados positivos”.
Sublinha o Administrador da S.Energia que, nas zonas onde estas experiências de iluminação estão a ser testadas, - “a sensação de segurança está muito diferente e muito melhor”.
Refere Nuno Banza que, nestas ruas de iluminação LED, é possível ter a percepção de todas as cores, permitindo à distância o reconhecimento facial, situação que normalmente a actual iluminação não permite.
“As pessoas estão muito satisfeitas” – sublinha Nuno Banza.

Implementar a regulação de fluxos

Por outro lado, o Administrador-Delegado da S.Energia, referiu que – “estamos a trabalhar com a EDP e com a ISET, na implementação da regulação de fluxos”.
O objectivo desta acção visa evitar que a iluminação pública esteja a funcionar em locais e períodos que, quer pelas actividades da zona, quer por outras razões, não se justifica a iluminação pública na sua totalidade.
Nuno Banza, deu o exemplo do Parque da Cidade que estando encerrado durante a noite não se justifica que mantenha na totalidade a sua iluminação.
“O objectivo é nestes locais, onde não circulam pessoas, nem há actividades, reduzir a iluminação ao necessário para a sua utilização, reduzindo significativamente os consumos. Isto permite reduzir os custos financeiros, sem perder qualidade” – sublinhou Nuno Banza, acrescentando que – “a redução dos custos podem atingir valores na ordem dos 30% a 40%. É muito dinheiro. Os períodos de retorno podem atingir os cinco anos com períodos.”

Relevante em termos de ambiente

Segundo Nuno Banza, quer a implementação de LED, quer a regulação de fluxos, assim como a introdução de sistemas de telegestão, para além das poupanças permite uma melhor gestão da rede de iluminação, ponto a ponto.
“Todas estas medidas têm um significado relevante em termos de ambiente, dado que do ponto de vista de redução do consumo é na ordem dos milhões de euros, isto, de facto, dá para entender o que significa de poupança de energia. Estamos a poupar. Estamos a melhorar a qualidade de iluminação e contribuir para a redução de CO 2 ” – sublinha Nuno Banza.

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