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Perspectivas

Carlos Moreira, Vereador da Câmara Municipal do BarreiroExiste uma estratégia para a construção de um Barreiro novo

“Não vejo esta minha actividade politica como uma profissão, ou como um modo de vida” – referiu ao «Rostos» Carlos Moreira, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro.
“Uma coisa sei, é que, enquanto aqui estiver vou dar tudo o que tenho de mim, para ajudar a construir uma sociedade melhor” – sublinhou o autarca.

“O Barreiro do século XXI vai ser uma coisa fantástica. Sabe, eu olho sempre para o Barreiro com muito carinho.
Eu olho para o Barreiro como o sítio mais bonito do mundo. Este é o sitio onde eu mais gosto de estar. É a minha terra.” – sublinha Carlos Moreira.

11 min de leitura
Carlos Moreira, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro Existe uma estratégia para a construção de um Barreiro novo

Por Jornal Rostos

Carlos Alberto Fernandes Moreira, nasceu a 4 de Fevereiro de 1973, no Barreiro, conta 37 anos.
Foi eleito vereador da Câmara Municipal do Barreiro, pela CDU.
Carlos Moreira, viveu sempre no Alto do Seixalinho, na Rua Diogo Cão, até há dois anos, quando, após o casamento, mudou para a Rua Eça de Queiroz, no centro do Barreiro.

Um tempo muito feliz

Frequentou a Escola do Ensino Básico nº 6, junto ao Bairro da Câmara, o conhecido Bairro Alves Redol, ali no centro do Alto do Seixalinho.
Recorda que o tempo da escola primária, foi – “um tempo muito feliz”.
“Era um tempo em que a inocência, própria das crianças, proliferava por mim e por todos.
Era um tempo muito feliz, que hoje recordo com saudades.” – sublinha Carlos Moreira.
“Tenho algumas coisas dessa idade que me deixam algo triste, nomeadamente, ver que nem todos os amigos da minha idade, tiveram sucesso, porque alguns enveredaram por caminhos menos bons, isso entristece-me” - refere.
Recorda que, como – “era muito gordinho” - nunca fui dado a actividades desportivas, tendo praticado Ginástica na Quimigal e treinado futebol no Silveirense – “mas a apetência para o desporto era pouca” - refere.
“Em adulto ainda pratiquei natação, mas, foi meramente com carácter lúdico” – salienta.

Quando fui para lá a minha mãe tremeu

Vamos conversando com Carlos Moreira, mergulhando por dentro dos dias da sua vida.
O autarca recorda que após a vivência na Escola Álvaro e a partida para um novo mundo a Escola Secundária de Santo António, a primeira «aventura» mais distante do seu Alto do Seixalinho.
“Fui para a abertura desta escola. Estive ali dois anos. Quando fui para lá a minha mãe tremeu” – salienta.
Carlos Moreira, salienta que aquela escola, na Cidade Sol, - “era um sitio muito agradável”.
“Havia uma comunidade que era muito amistosa. Todas as pessoas eram amigas. Era um ambiente que criava empatia entre alunos e professores.” – sublinha.

Matemática “porque gostava”

Depois, no 9º ano foi um dos estreantes da Escola Secundária do Alto do Seixalinho – agora Escola Secundária Augusto Cabrita, onde esteve até ao 12º ano.
“Aqui estava muito perto de casa” - recorda.
Seguiu-se a Faculdade de Ciências e Tecnologia, no Monte da Caparica.
A sua opção era a Matemática. “porque gostava” – sublinha.
Concluído o Ensino Superior seguiu-se a actividade profissional, começando a exercer a função de “Actuário”, numa empresa seguradora.
Esteve também num banco, numa área empresarial ligada às empresas.

Trabalhar em seguros é uma grande paixão

“Esta foi uma forma de obter novos conhecimentos da vida empresarial. Ali conheci os problemas de quem tem que trabalhar directamente com clientes” – salienta.
“Mas, ainda hoje aquilo que eu mais gosto de fazer, em termos profissionais, é de facto ser Actuário. Trabalhar em seguros continua a ser a minha grande paixão” – sublinha Carlos Moreira.

Importante para o crescimento individual

Carlos Moreira, recorda que o seu pai foi fundador do Silveirense Futebol Clube e já de há muitos anos é o Sócio nº 1, deste clube.
Refere que – “quando andava na Faculdade comecei a frequentar o Silveirense”, e depois, “comecei a interessar-me”.
Entrou para sócio e passado um ano, assume funções de dirigente associativo, passando por diversas Secções.
“Fiz um percurso interessante. Acho que é um percurso que marca quem gosta de trabalhar para o colectivo” - sublinha.
Carlos Moreira refere que a vivência no mundo associativo - “É muito importante para o crescimento individual de cada um”.

Mais difícil é estar a comandar o barco

“Passados dez anos de ser dirigente do clube, fui com muito gosto Presidente da Direcção. Esta é uma experiência interessante.
Exercer o cargo de presidente é uma experiência muito só, porque, na verdade, apesar de estarmos acompanhados por uma direcção, no cargo de presidente temos momentos em que estamos sozinhos, principalmente quando temos que tomar decisões.
Sabe, apesar de se decidir em conjunto, o presidente sente sempre o peso da decisão, porque cai em cima dele.
Esta experiência levou-se a entender muito bem, que, na verdade, o que é sempre mais difícil é estar a comandar o barco.” – sublinha Carlos Moreira, registando-se a forma apaixonada como fala desta sua experiência de vida associativa.
“A minha participação no Silveirense marca a minha a minha passagem pelo associativismo. Ainda hoje continuo a ser o Presidente do Conselho Fiscal” – sublinha.

Estar desperto para a actualidade

Como foi a chegada à vida politica? – perguntámos.
“A política o despertar para as ideias politicas, foi em casa.” – salienta.
A sua mãe era dirigente Sindical e essa sua actividade e de seu pai activista do movimento associativo, era o caldo de uma vivência familiar onde, recorda - “Havia sempre muita discussão. Discussão no bom sentido, no despertar para os problemas sociais.
O telejornal era um programa obrigatório.
Os meus pais eram ambos operários, mas, mais que qualquer outra programação na televisão, acompanhar diariamente o telejornal era sempre obrigatório. Acompanhar as notícias. Estar desperto para a actualidade.
Foi este o despertar da consciência. Porque depois conversávamos sobre tudo” – sublinha Carlos Moreira.

Para mim a politica é uma tarefa

“Depois a vida foi-se construindo. Descobri um projecto politico que reconheci como sendo importante para a transformação da sociedade. Fui para militante do PCP.” – refere.
Depois surgiu o convite do PCP para ser candidato autárquico – “aceitei como uma tarefa, que, hoje procuro cumprir de acordo com as minhas possibilidades”.
“Para mim a politica é uma tarefa, uma tarefa que exercemos com a finalidade de servir todos os cidadãos.
Esta é uma tarefa que eu cumpro para a sociedade, e sempre com a vontade de construir uma sociedade melhor, de acordo com o nosso pensamento político, e, tendo como objectivo fazer o que achamos melhor para a sociedade.” – sublinha Carlos Moreira.

Ajudar a construir uma sociedade melhor

“Não vejo esta minha actividade politica como uma profissão, ou como um modo de vida.
Uma coisa sei, é que, enquanto aqui estiver vou dar tudo o que tenho de mim, para ajudar a construir uma sociedade melhor, nesta tarefa que estou a exercer, ou noutra tarefa, partidária ou qualquer actividade de natureza política
Estou hoje a desempenhar esta tarefa de vereador como, amanhã, poderei desempenhar outra tarefa que o partido entenda, que eu possa desempenhar melhor” – refere Carlos Moreira.

É preciso muito empenho e trabalhar muito

Carlos Moreira, na sua actividade de Vereador tem sob a sua responsabilidade diversas áreas - as Finanças, os Recursos Humanos, o Património, a Divisão Jurídica, o CIAC, a Higiene Urbana e o Gabinete Municipal de Auditoria e Acompanhamento.
É quase um super vereador? – perguntámos
“São áreas com muito trabalho. Mas não é nenhum super vereador.
Todas as pessoas que são vereadores na Câmara e que exercem a função a tempo inteiro fazem-no com muita dedicação. Todos sabemos que é preciso muito empenho e trabalhar muito.” – sublinha.

É importante que na Câmara as pessoas se sintam felizes

Qual a área que dá mais dor de cabeça? - perguntámos
«Não é que dê mais dor de cabeça, mas a área que mais me preocupa, aquela que é sempre mais envolvente, é a relacionada com Recursos Humanos.
Nesta área temos que ter sempre em atenção duas coisas: por um lado, as necessidades que existem na Câmara, mas por outro lado, temo que sentir se os trabalhadores estão satisfeitos e se sentem como parte integrante do projecto.” – refere o autarca.
“É importante que na Câmara as pessoas se sintam felizes a fazer aquilo que fazem” – sublinha Carlos Moreira.
“Na Gestão Financeira, nós fazemos pagamentos de acordo com as nossas disponibilidades, compramos de acordo com as nossas disponibilidades, tudo isto é matemático, é objectivo.
Mas, nos Recursos Humanos não é objectivo, é subjectivo, porque, temos que pensar que cada pessoa é uma pessoa.
Por isso esta área, para mim, é a área mais complicada. Digo, que não sendo a área que dá mais trabalho é aquela que me leva a reflectir mais, a dar mais atenção, porque é preciso escolher o melhor caminho e escolher as melhores estratégias ” – sublinha.

Nenhum vereador a tempo inteiro tem horário

Quisemos ao longo da nossa conversa obter uma ideia de como é o quotidiano de um vereador com tantas responsabilidades.
“É começar cedo. A partir da 9 horas da manhã, depois de ter acordado às 7 horas, para ajudar a esposa a tratar da filha bebe, e, depois, de um dia de trabalho, chegar a casa às horas que forem precisas, sem horário.
Eu acho que nenhum vereador a tempo inteiro tem horário, nem nenhum presidente tem horário.” – salienta Carlos Moreira.
“Sabe, qualquer vereador a tempo inteiro, sente que está a trabalhar com convicção, que está a trabalhar para o bem comum e, por isso, sabe que tem que trabalhar as horas que forem necessárias. Não há horários” – sublinha o autarca.

Formação vai envolver todos os sectores da Câmara

Fomos conversando com Carlos Moreira, procurando conhecer o homem e o dia-a-dia do autarca.
Agendámos uma futura conversa para dialogarmos sobre as actividades, sobre os projectos.
Hoje quisemos apenas conhecer o homem e mergulhar um pouco pelo seu percurso de vida.
Um homem que tem uma profissão, na qual fez um intervalo para “servir a comunidade” e “cumprir uma tarefa politica”.
Recorda que na área de Higiene Urbana vai ser lançada uma Campanha de sensibilização.
Refere que ao nível dos Recursos Humanos, está em marcha um projecto de formação para envolver todos os sectores da Câmara.

Sinto que o Barreiro está no bom caminho

Para fecharmos a nossa conversa perguntámos a Carlos Moreira que comentasse : como olha para o Barreiro hoje?
“Sinto que o Barreiro está a crescer. Sinto que o Barreiro está no bom caminho.
Hoje, existe uma estratégia para a construção de um Barreiro novo, modificando muito as coisas que existem.
Há uma estratégia importante para a Quimiparque.
Há um trabalho importante que está a ser feito na Educação, com escolas a serem construídas e a serem renovadas.” – sublinha.

Olho para o Barreiro como sendo o centro do mundo

“O Barreiro do século XXI vai ser uma coisa fantástica. Sabe, eu olho sempre para o Barreiro com muito carinho.
Eu olho para o Barreiro como o sítio mais bonito do mundo. Este é o sitio onde eu mais gosto de estar. É a minha terra.
Olho para o Barreiro como sendo o centro do mundo.
Esta é a visão que tenho pela minha terra, e sei que muitas pessoas, também sentem isto pelo Barreiro
Sabe, quando estou fora só penso em voltar ao Barreiro.
Para mim, para onde vou é sempre um prazer poder falar do Barreiro.” – sublinha Carlos Moreira, acrescentando que na sua empresa os colegas admiravam o seu prazer de falar do Barreiro e a sua ansiedade de querer ao fim da cada dia de trabalho regressar a casa – “ao meu Barreiro”.

A vivência da cidadania deve contar com toda a gente

“É por tudo isso que quero o melhor para a minha terra. E, digo-lhe, para mim, é importante dizer que esta cidade faz-se com o contributo de todas as pessoas.
Todos aqui somos importantes para conseguirmos criar uma cidade cada vez melhor.
A vivência da cidadania deve contar com toda a gente. Ouvir todos. Encontrar com todo o melhor caminho e as melhores soluções.” – sublinha o vereador Carlos Moreira, num diálogo marcado pela simplicidade e onde sentimos um forte entusiasmo, de quem sente prazer de gostar da cidade onde nasceu e que vive o quotidiano com um sentido de servir a terra e os munícipes.

S.P.

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