Tim em entrevista ao «Rostos»«O Barreiro é uma terra com um nome grande»
Em entrevista ao Rostos, o vocalista dos ‘Xutos & Pontapés’ prometeu que “vai voltar a actuar” em terras barreirenses onde, confessa, “vale sempre a pena fazer grandes concertos”.

Por Jornal Rostos
António Manuel dos Santos tem actualmente 50 anos e conta com uma longa carreira de êxitos musicais. O Tim, como é conhecido pelo grande público, é vocalista da lendária banda portuguesa, Xutos & Pontapés, que admite ser “ a banda da sua vida”.
A presença noutras bandas portuguesas marcou também o seu percurso profissional. Rio Grande, Cabeças no Ar e Resistência fazem parte do seu curriculum musical e contribuem para um sem número de êxitos alcançados.
Ontem, 8 de Dezembro, Tim interpretou alguns temas do seu quarto álbum de originais, ‘Tim & Companheiros de Aventura’. O vocalista português fez-se acompanhar por grandes nomes da música portuguesa como Rui Veloso, Vitorino e Celeste Rodrigues, que integram também este projecto. Apesar do mau tempo, dezenas de pessoas estiveram no recinto do Retail Park e ecoaram temas como ‘voar’, ‘homem do leme’ e ‘Maria’.
Em entrevista ao Rostos, o vocalista dos ‘Xutos & Pontapés’ prometeu que “vai voltar a actuar” em terras barreirenses onde, confessa, “vale sempre a pena fazer grandes concertos”.
Este é o seu quarto álbum de originais. Como define este projecto?
Este é o primeiro álbum como ‘companheiros de aventura’, porque é o primeiro onde junto estas pessoas e sinto que posso ainda juntar outras. Tenho esta maneira de fazer as coisas, estar junto destas pessoas e aprender a tocar músicas que não conheço. Para mim isto é poder tocar com pessoas que estimo muito e que têm muito valor. Portanto, defino este trabalho como uma boa desculpa para estar com pessoas de grande valor e de quem gosto muito.
Hoje dividiu o palco com grandes nomes da música portuguesa. O que é que representa para si esta mistura de gerações e de correntes musicais?
É um privilégio. Eu gosto muito de música, principalmente, gosto de muitas versões diferentes e de as poder tocar, sendo que umas são mais difíceis e outras mais imediatas.
Gosto ainda de poder tocar músicas diferentes, umas mais populares, umas mais antigas e outras mais modernas. Portanto gosto, essencialmente, de poder fazer isso e de não estar preso a duas ou três maneiras de ser.
Claro que gosto muito dos ‘Xutos’ e de fazer espectáculos com eles, mas também é bom de poder produzir esta música com os meus amigos, com músicos que respeito muito e que gosto de ouvir tocar. Poder ter estes nomes da música portuguesa a tocar comigo, é um prazer.
Que outros projectos estão já em vista?
Vou tentar proporcionar mais espectáculos destes, porque acho que a música acaba por se impor e que as pessoas também gostam, acima de tudo, de música. O público gosta destas músicas, destas pessoas e de outras ainda. E, possivelmente, hei-de fazer mais discos destes, com pessoas diferentes. Ainda há tanta gente que merece tanto…
Nunca pensou abandonar os ‘Xutos & Pontapés’ para se dedicar inteiramente a uma carreira a solo?
Não, exactamente porque não vejo isto como a minha carreira a solo. Vejo isto como uma oportunidade de estar com pessoas que gosto a trabalhar e a fazer coisas que me dão prazer. Não vejo isto como a minha afirmação pessoal, vejo antes como uma coisa da qual posso usufruir. Para além disso, os ‘Xutos’ são a minha banda, a banda da minha vida, e nunca iria pensar de outra maneira.
Apesar do mau tempo, conseguiu juntar aqui dezenas de pessoas. Como sentiu a receptividade por parte do público?
Gostei muito do espectáculo e gostei muito das pessoas e da receptividade que elas estavam a ter. Foi bom poder tocar para elas um espectáculo à medida do que estavam à espera. Mais uma vez, são as músicas que merecem os aplausos e eu gostei de as poder fazer soar. Acho que as pessoas, essencialmente, gostam de ouvir música, repito, independentemente de sermos uns artistas fantásticos e muito conhecidos que levantamos plateias, ou de não sermos nada disso.
O que interessa é, fundamentalmente, chegarmos a casa e termos estado este bocadinho de tempo juntos neste sítio e termos gostado do que ouvimos. Interessa-me que esta música tenha tocado no sentimento de cada um e, isso, acho que conseguimos.
Já actuou outras vezes no Barreiro, inclusive com os ‘Xutos & Pontapés’. Que opinião tem da população barreirense?
Eu gosto muito da população barreirense. Estive em várias situações a tocar no Barreiro e conheci vários músicos daqui. Agradeço a todo o concelho as vezes em que aqui toquei e aos amigos que aqui tenho. Acho que é uma terra onde merece sempre a pena fazer grandes concertos, como aliás já fizemos.
Portanto, mesmo estando aqui quase de frente para Lisboa, o Barreiro merece todo o respeito e é uma terra com um nome grande.
Podemos então esperar novos concertos aqui no nosso distrito?
Claro que sim. Se é isso que as pessoas querem, sempre que houver possibilidade, havemos de vir aqui tocar.
Vanessa Sardinha













