Jorge Espírito Santo - Responsável de Oncologia do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo«O SNS foi a experiência mais bem sucedida da democracia portuguesa»

Por Jornal Rostos
Jorge Espírito Santo exerce oncologia há já 33 anos, e confessa que aquilo que mais o atrai nesta área é o facto da mesma reunir em si “todas as vertentes da medicina”. “Não é uma coisa de secretária nem de laboratório. É uma área que lida com o ser humano e que se destina a ele”, disse.
Relativamente ao SNS, Jorge Espírito Santo acredita que o mesmo promoveu “avanços completamente surpreendentes” aos seus utentes, e considera “perverso” que o mesmo não seja devidamente reconhecido e valorizado.
Ao ‘Rostos’, o médico responsável pelo Serviço de Oncologia, salienta ainda que é necessário distinguir “o SNS inicial, daquilo que lhe foi feito com a introdução de alguns conceitos” e que leva às inúmeras queixas por parte dos cidadãos portugueses.
“De facto aquilo que foi feito ao SNS com a introdução de alguns conceitos completamente absurdos e outros de destruição encapotada do serviço, foram um redondo fracasso, como é o caso da empresarização dos hospitais. No entanto, ele está vivo, ainda que não esteja de boa saúde”, lembrou.
Jorge Espírito Santo acredita que foi “o falhanço do conceito gestionário dos serviços, em detrimento do conceito de governação clínica”, que devia ter sido sempre a “linha mestre” do SNS, que levou os cidadãos a olharem para o mesmo como um “mau serviço”. “O SNS proporciona aos cidadãos cuidados que eles não teriam de outra forma”, defendeu.
Vanessa Sardinha
LEIA ENTREVISTA INTEGRAL NA REVISTA ROSTOS ON LINE N´ 2













