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Perspectivas

Raquel Vacas – Magister da Tuna Sadina de Setúbal«O Acordes é como um filho que temos todos os anos»

A poucos dias da realização do Acordes 2011, (1 e 2 de Abril) - Festival de Tunas Femininas em Setúbal, falámos com Raquel Vacas, Magister (que é como quem diz no meio tunante a responsável) da Tuna Sadina da ESE de Setúbal.

As tunas que têm um festival são reconhecidas no meio Tunante como tendo já um certo estatuto «é revelador da maturidade de uma Tuna ter ou não um Festival e esse é o nosso caso com a realização de um festival anual em celebração do nosso aniversário» referiu Raquel Vacas.

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Raquel Vacas – Magister da Tuna Sadina de Setúbal «O Acordes é como um filho que temos todos os anos»

Por Jornal Rostos

Fomos encontrar a Raquel no bar da Escola Superior de Educação (ESE) onde terminou o Curso de Comunicação Social há já oito anos e com um percurso académico que se confunde com o da própria Tuna «estive na tuna desde a sua fundação e continuei ligada a ela enquanto estive a estudar», após um período de ausência por incompatibilidade com a vida profissional voltou pois «o amor ao traje foi mais forte» referiu acrescentando «o amor a este sonho que construímos de raiz, e que fomos construindo a pulso, foi mais forte e por isso regressei e cá estou a preparar mais um Acordes» disse entre sorrisos.

Uma Tuna feminina que começou por ser mista

Com 11 anos de existência, comemorados no passado dia 15 de Março, este projecto começou por ser uma Tuna mista «talvez porque na altura queríamos ser politicamente correctos, ou porque queríamos dar oportunidade a toda a gente, ou porque éramos inexperientes, ela foi fundada e formada como uma tuna mista» explicou Raquel Vacas.
Se na primeira reunião da Tuna compareceram cerca de 52 elementos, passado algum tempo ficaram bastante menos sendo que elementos masculinos ficaram só dois e dois anos depois restava apenas um «a situação ficou incomportável pelo que tivemos que alterar os estatutos da Tuna e passar a Tuna feminina. Na nossa primeira participação num festival já fomos como Tuna feminina, com aquela honrosa excepção que era o Paulo Jardim que era um elemento fundador e que continuou na Tuna até acabar o seu curso e é hoje membro honorário da Tuna» sublinhou.

Manter o cordão umbilical com a ESE

Com o passar do tempo esta Tuna foi crescendo. Como tuna feminina foi ganhando mais força, foi ganhando o seu estatuto, participando em muitos festivais e ganhando vários prémios de melhor tuna, que são os mais almejados num festival. Raquel Vacas revelou ao Rostos aquele que pode ser o segredo que faz com que um grupo, que na sua maioria já não frequenta este estabelecimento de ensino, mantenha ainda hoje com ele um forte cordão umbilical «eu acho que a ESE é perfeita em criar esse cordão umbilical com os seus alunos, e por isso não nos é difícil continuar a representar esta que será sempre a nossa escola mesmo já não estudando cá» sublinhou.

Acordes - O reconhecimento da maturidade da Tuna Sadina

As tunas que têm um festival são reconhecidas no meio Tunante como tendo já um certo estatuto «é revelador da maturidade de uma Tuna ter ou não um Festival e esse é o nosso caso com a realização de um festival anual em celebração do nosso aniversário» referiu Raquel Vacas.
Realizado sem interrupções o acordes vai para a sua 10ª edição e Raquel referiu que «este é um filho que temos todos os anos, pois ninguém imagina toda a logística que envolve um evento desta natureza». Apesar de todo o tempo e dedicação que requer a organização do evento, o que não pode faltar é tempo para ensaiar «o mais importante é a música e por isso essa parte não pode faltar» explica Raquel Vacas acrescentando «deixa-nos pouco tempo para dormir, deixa-nos pouco tempo para estudar e estar com a nossa família mas nos ensaios não pode haver falhas pois esta é a actuação mais importante do ano».

Com o Acordes a marcar uma década de existência, a Magister da Tuna Sadina espera que este ano mais pessoas acorram ao Auditório da Anunciada para assistir ao Festival, sobretudo os estudantes «fizemos este ano um preço especial de 1 euro para os alunos que apareçam trajados, com o objectivo de aumentar a participação e motivar ainda mais o espírito académico»
Outro dos objectivos desta Tuna será arrecadar o maior número possível dos prémios a concurso «o prémio mais almejado é o de melhor Tuna e depois existem prémios mais técnicos para as diferentes áreas que compõem uma Tuna, como é o caso da melhor pandeireta, melhor porta estandarte, melhor instrumental e melhor solista» explicou Raquel Vacas acrescentando ainda que «existe um outro prémio da qual a nossa Tuna se orgulha sempre que o recebe, que é o de Tuna mais Tuna, que como o próprio nome indica premeia o grupo que mais se evidenciou com o espírito que nós achamos que deve ser o espírito Tunante, ou seja, que tem uma melhor postura dentro e fora do palco» sublinhou Raquel Vacas.

No final da nossa entrevista, Vera Martins, também membro da Tuna Sadina, que acompanhou a nossa conversa, contribuiu com um espontâneo sorriso, registado pela objectiva do Rostos.

Rui Nobre

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