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Perspectivas

Nuno Magalhães, CDS-PP de SetúbalVamos eleger o segundo deputado no Distrito

. Criminalidade no Distrito de Setúbal aumentou

“A expectativa do CDS é crescer. Há dois partidos que são alternância, fazem da vida politica alternância – o PS e PSD. Temos dois partidos de protesto, que se auto excluem de qualquer solução - PCP e BE” – sublinhou Nuno Magalhães, cabeça de lista do CDS no Círculo Eleitoral de Setúbal, num almoço com o jornal “Rostos”, no Restaurante Emporio do Paladar.

“As grandes prioridades do Distrito de Setúbal são a Segurança, o apoio Social aos mais carenciados, Saúde, e, sobretudo, desenvolvimento económico e crescimento económico, para criar empregos. Estas são as quatro áreas essenciais” – sublinhou Nuno Magalhães.

11 min de leitura
Nuno Magalhães, CDS-PP de Setúbal Vamos eleger o segundo deputado no Distrito

Por Jornal Rostos

Nuno Magalhães, deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal pelo CDS/PP e cabeça de lista nas próximas eleições legislativas foi o nosso convidado para um almoço no Restaurante Emporio do Paladar.
Foi uma conversa animada com histórias sobre o CDS na região e um diálogo que nos permitiu conhecer o homem, o seu pensamento politico e o seu orgulho por ser considerado um personalidade de referência no distrito.

Não tenho mas podia ter dupla nacionalidade

Nuno Miguel Miranda de Magalhães, nasceu no dia 4 de Março de 1972, em Luanda, Angola, onde viveu até ao inicio do processo de descolonização, no ano de 1974.
“Não tenho mas podia ter dupla nacionalidade” – refere.
No seu regresso a Portugal, foi viver para Caldas da Rainha, cidade onde frequentou o Ensino Primário e Secundário.
Refere que foi viver para Caldas da Rainha, mas podia ter vindo viver para Setúbal, cidade donde é natural o seu avô.
“É uma ironia do destino. Eu acredito no destino, se, o meu avô fosse vivo eu teria vindo viver para Setúbal, mal eu imaginava que, anos depois, seria candidato pelo Distrito de Setúbal” – recorda.

Uma adolescência à margem dos partidos

No seu tempo de estudante liceal, sublinha que nunca teve actividade política.
“Sempre fui de direita, até por influência do meu pai, que teve actividade politica no CDS. Mas, poderei dizer que fui um adolescente, não digo apartidário, porque tinha gosto pela política, mas não em função de um partido” – refere.
“A minha simpatia sempre foi pelo CDS, pelos valores que são normalmente caros à direita, a questão do sentido de Estado, da soberania, da segurança, do valor do mercado, do valor do trabalho, da importância das empresas, sempre tive essas ideias. Mas, nunca fui um militante da JP, acabei por filiar-me na JP, ainda nas Caldas da Rainha, embora já no tempo que estava em Lisboa, na Faculdade” – sublinha.
“Tinha intervenção nas associações de estudantes, mas sempre em listas independentes, com pessoas do PCP, do PS” – recorda.

Consultor Jurídico do Grupo Parlamentar

“A minha intervenção politica a sério, começa curiosamente muito tarde, nos anos 1998 ou 1999, quando fui convidado pelo meu patrono, de estágio de advocacia, Nairana Coissoró, que foi deputado pelo Distrito de Setúbal.
Quando estava a concluir o estágio, após a eleição de Nairana Coissoró – nem eu conhecia Paulo Portas – convidou-me para ser Consultor Jurídico do Grupo Parlamentar. Esta foi a minha primeira acção politicas, ainda que tenha sido do ponto de vista técnico” - sublinha.

Trabalhar com Paulo Portas foi decisivo

Sempre tive uma grande consciência politica, sempre gostei, de acompanhar a vida politica ao nível nacional e internacional, numa lógica mais de Ciência Politica e Direito Constitucional, sempre numa perspectiva muito terrena e mais filosófica.
Sempre votei no CDS. Sempre fui uma pessoa de direita. Mas nunca de uma forma militante, ao nível de militância sempre fui pouco activo.
Em 1999, quando entrei no mundo da política, não nego e tenho muito orgulho de o afirmar, ter conhecido e estar a trabalhar de perto com o Presidente do Partido, Paulo Portas.
Já era um grande admirador de Paulo Portas, nos seus tempos do jornal “Independente”, e, não nego que trabalhar com Paulo Portas foi decisivo, para começar a ter uma vida política mais activa, e de intervenção partidária.” – sublinha.

Líder Distrital de Setúbal primeiro cargo no partido

Nuno Magalhães, concorreu pela primeira vez nas eleições autárquicas, como candidato à Câmara Municipal de Óbidos.
Depois, em 2002, com a participação do CDS no Governo, assumiu o cargo de Secretário de Estado da Administração Interna.
“Nunca fui um homem de Partido, nunca assumir cargos, mas, não digo isto nem com orgulho, nem com a falta dele, mas, de facto, num fui um homem de partido” – refere.
“O primeiro cargo partidário que assumi foi em 2003, quando fui convidado, por um conjunto de pessoas de Setúbal para presidir à Distrital de Setúbal, essa foi a primeira vez, que exerci uma função política no partido, ainda, antes de ter sido cabeça de lista pelo Distrito” – salienta.
Recorda que exerceu o cargo até ao ano de 2005, ano em que o candidato à liderança do CDS/PP – Telmo Correia, foi derrotado não tendo obtido o apoio dos militantes do Distrito de Setúbal – “na política é preciso reconhecer quando perdemos e eu coloquei o meu lugar à disposição, devemos ser coerentes, e assumir, foi o que fiz, embora, sempre mantendo a minha filiação de militante do CDS na Concelhia de Setúbal, desde 2003”.

Aprendi a gostar do Distrito de Setúbal

“A minha experiência de liderança do CDS no Distrito de Setúbal foi muito boa. Em todos os processos há partes boas e partes menos boas. Há situações mais pacíficas e situações mais conflituosas.
Hoje, olho para trás, e sinto que aprendi a gostar do Distrito de Setúbal e das pessoas do Distrito.
Aprendi a ter uma visão do distrito muito diferente daquela que é apresentada, ou sentida pelo resto do país.
Quem chega ao Distrito de Setúbal, no Seixal ou no Barreiro, percebe que aqui existe um mar de oportunidades, que, por motivos, a meu ver, por um lado ideológicos, que eu respeito mas discordo, durante anos e anos, perdem-se essas oportunidades, mas, por outro lado, também os sucessivos Governos não foram capazes de olhar com olhos de quem chega e olha, como eu olhei, para o Distrito, e, de facto um Distrito que tem um mar de oportunidades, acaba por ter um mar de problemas.
Isso foi um desafio que senti, é uma responsabilidade que assumo, de poder apresentar propostas concretas, para os problemas concretos do Distrito” – sublinha Nuno Magalhães.

Um distrito com enormes potencialidades

“Este é um Distrito que tem tudo para ser um Distrito desenvolvido, de ser um Distrito com boa qualidade de vida, do ponto de vista paisagístico, do ponto de vista da diversidade de ofertas – mar, terra, praia, empresas, gente com empreendedorismo – e que, por sucessivos erros de planeamento e ordenamento do território, uns erros do ponto de vista ideológico, de um certo modelo de desenvolvimento, que respeito mas discordo, ao nível camarário, e, sucessivos erros de Governos, que olham para Setúbal como a outra margem, e não vê Lisboa deste lado”- refere.

Grandes obras vão endividar mais o Estado

Numa pergunta sobre a importância para o Distrito de Setúbal sobre as grandes obras, nomeadamente a construção do novo aeroporto e Terceira Travessia do Tejo, Nuno Magalhães, referiu - “Em momentos excepcionais como este que vivemos, é preciso que as pessoas tenham memória. Em 2009 o Partido Socialista, a CDU e o Bloco de Esquerda, negavam a existência de crise, e, queriam o avanço de grandes obras para endividar mais o Estado. Agora, dois anos depois, temos o FMI, pela terceira vez, nos últimos 30 anos, no país, por uma simples razão, Portugal não tem dinheiro para pagar os salários do mês que vem, e, o PSD, também na altura não foi muito concreto.
O único partido que foi concreto falando verdade, e, que mantém, infelizmente preferia não ter razão, que, hoje, como em 2009, o CDS pode dizer exactamente a mesma coisa que dizia, as grandes obras, Portugal não tem dinheiro para as fazer, serão comparticipadas até um certo nível por verbas da União Europeia, o resto será com dinheiro que Portugal não tem, e, são obras que não gerem necessariamente emprego no Distrito, porque sendo fruto de Concursos Internacionais são realizadas por grandes empresas de outros países, que ganham esses concursos. A mão de obra muitas vezes é internacional, e, com isto termino, essas obras iriam esgotar do ponto de vista do crédito o apoio às empresas portuguesas.
Eu prefiro, no estado em que Portugal está, e estava em 2009, quando prometeram as grandes obras, quem prometeu sabia o estado do país, e, portanto não falaram verdade aos portugueses, perante isto, repito, prefiro que o crédito vá para as pequenas e médias empresas”

Apostar nas pequenas e médias empresas

“O Distrito de Setúbal terá mais desenvolvimento quando for promovido desenvolvimento económico que aposte nas pequenas e médias empresas e se aposte na fixação de emprego no distrito.
O distrito vai deixar de ser a outra margem quando as pessoas que aqui vivem deixem de ir trabalhar para Lisboa, como infelizmente acontece nos dias de hoje, porque não têm emprego aqui na região.
Para criar emprego no distrito só é possível apoiando aquilo que significa 90% das empresas, que são as pequenas e médias empresas. São essas que, se fizerem as grandes obras, não terão acesso ao crédito por parte dos bancos, e, hoje, vivem completamente asfixiadas de impostos.
O CDS é contra as grandes obras públicas que esgotam o crédito.
Por exemplo, nós não somos contra a construção de obras como o Hospital do Seixal, que tem impacto directo na resolução de problemas concretos das pessoas da região.
Eu não sou contra as grandes obras, penso é que devem ser bem pensadas, se vale a pena investirmos num TGV, que mais que servir Portugal, vai servir para escoar os produtos da Europa a Portugal” – sublinhou Nuno Magalhães.
O deputado Nuno Magalhães afirmou-se defensor da ligação do Porto de Sines a Espanha, ao nível ferroviário.
Por outro lado, sublinhou que, a ser feita a construção da Terceira Travessia do Tejo, deve ter as componentes ferro e rodoviária.
“Sou contra a construção da Terceira Travessia do Tejo, no actual contexto do país. Deve ser feita quando Portugal tiver condições económicas” – referiu.

Grandes prioridades do Distrito de Setúbal

“As grandes prioridades do Distrito de Setúbal são a Segurança, o apoio Social aos mais carenciados, Saúde, e, sobretudo, desenvolvimento económico e crescimento económico, para criar empregos. Estas são as quatro áreas essenciais” – sublinhou Nuno Magalhães.
Defendeu a aposta na agricultura, nas pescas e no turismo de qualidade, sublinhando que existem enormes potencialidades por potenciar, salientando, que, sendo estas actividades fundamentais no desenvolvimento futuro do país, esse futuro irá passar pelo Distrito de Setúbal.

Criminalidade no Distrito de Setúbal aumentou

“Não é possível que o Distrito continue a ser notícia diariamente por actos criminosos graves, e, mesmo assim, continue a não se investir numa política de Segurança no Distrito de Setúbal” - salientou.
Referiu que o Distrito está a passos largos de se transformar o segundo distrito do país mais violento.
“A criminalidade no Distrito de Setúbal, grave e violenta aumentou, progressivamente, este é um problema gravíssimo sobre o qual é preciso tomar medidas” – referiu.

Vamos eleger o segundo deputado no Distrito

Nuno Magalhães, recordou que o país está numa “situação excepcional” e, nesta situação excepcional, os eleitores devem “dar um voto excepcional naqueles que trabalharam”.
“Acredito no trabalho como valor para vencer na vida” – sublinhou.
“A expectativa do CDS é crescer. Há dois partidos que são alternância, fazem da vida politica alternância – o PS e PSD. Temos dois partidos de protesto, que se auto excluem de qualquer solução - PCP e BE.
Temos o CDS que é um partido, não de protesto, não de alternância, mas de verdadeira alternativa.
O CDS tem crescido muito como militantes. Tem hoje 24 autarcas. Tem 13 Concelhias eleitas. Tem uma equipa regional e nacional que as pessoas reconhecem o mérito e o seu valor.
Por isso, numa situação excepcional é preciso um voto excepcional, não num clube, não num emblema, mas nas convicções.
Os votos não são dos partidos, os votos são dos eleitores, e, por isso, acho que os eleitores vão premiar o CDS, vai subir, porque merece subir, e, acredito que vamos eleger o segundo deputado no Distrito de Setúbal”.

António Sousa Pereira

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