Área Protegida Local no BarreiroRui Lopo sublinha numa lógica do conceito «ambiental»
Mata da Machada tem papel de relevo regional
Rui Lopo, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área de Planeamento, em conversa com o jornal «Rostos» sublinha a importância da Mata da Machada, referindo que – “a Mata da Machada é o grande Parque Ambiental da Área Metropolitana de Lisboa”.

Por Jornal Rostos
O autarca considera que na AML, retirando o Parque de Monsanto, que tem dimensão, - “a Mata da Machada tem um potencial muito grande”, porque é um território que está numa região – “onde tem uma grande confluência de públicos, oriundos de vários concelhos – Seixal, Moita, Palmela e Sesimbra”.
Rui Lopo, salienta o facto de a Mata da Machada, ser um território com “uma zona bem delimitada, bem orientada, e, pode, por tudo isto, desempenhar de facto, no que diz respeito a uma lógica do conceito «ambiental», um papel de relevo no contexto regional.”
Pensar numa lógica de duas margens
“Não esqueçamos que a Mata da Machada está inserida entre de pólos importantes – Monsanto/Mata da Machada, que podem gerar sinergias; está à beira de um esteiro interessante que é o esteiro do Coina, digo interessante porque tem alguma dimensão e pode ganhar algum relevo, mas, só ganha relevo numa abordagem regional, porque só terá peso pensado numa lógica de duas margens (esta é a minha opinião pessoal, estritamente pessoal)” - sublinha o autarca.
Recorda O responsável pela área do Planeamento que – “no contexto regional existem áreas naturais de dimensão europeia, paisagística e com valores naturais, como o Parque Natural da Arrábida, e, está perto do Sado e do Estuário do Tejo.”
Papel educacional e cientifico
Rui Lopo, sublinha que – “é neste contexto que a Mata da Machada assume um papel, na minha perspectiva, educacional e cientifico, de cultura e investigação cientifica.
Eu não gosto da palavra «Educação Ambiental», para mim o importante é o conceito «Ambiental», e, nós temos que dar outro estímulo aos nossos jovens, e a todos, para que vão interligando as questões da ciência e da ecologia ( esta, enquanto ciência que estuda as interacções entre os seres vivos ).”
Ser mais que um Centro de Educação Ambiental
Sobre os projectos a desenvolver na Mata da Machada e Sapal do Rio Coina, Rui Lopo, refere que existem – “muitas experiências. Não temos que inventar nada”.
“Eu conheço o Parque Biológico de Gaia, desde 1994. Tive oportunidade, há uns anos, de levar lá, uma série de pessoas da Câmara do Barreiro, ainda no mandato de Emídio Xavier, para perceberem o que existia.
Na altura, até, foi criado um Núcleo, – estimulado pelo Nuno Banza – que coordenou a ideia com os escuteiros, sobre o desenvolvimento de uma ideia de Parque.
Há muitas ideias e muitas hipóteses de concretizar coisas, penso, que, mais que ser um Centro de Educação Ambiental, que é aquilo que existe, que vai continuar a existir, é preciso evoluir.”
Classificação tem interesse para o concelho
Sobre a classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina como «Área protegida Local», na perspectiva de defender aquele património, o Vereador do Planeamento sublinha – “Para salvaguardar o património não é preciso ser área protegida local, porque o património está salvaguardado, dado que existem condicionantes em termos de ordenamento do território que são natas, que são do próprio território e da configuração que ele tem ao nível regional.”
Por outro lado, sublinha – “Acho que a classificação tem interesse para o concelho.”
Mudar a «mochila ambiental» muito desfavorável
Rui Lopo, refere que o concelho do Barreiro – “tem uma «mochila ambiental» muito desfavorável, anda com a «mochila às costas» do ambientalmente desagradável, e, é preciso limpar essa mochila.
Mas, não é só mudar a cor da mochila, é preciso mudar o conteúdo da mochila, para que isso aconteça, de facto, coisas como a classificação da área protegida local ajudam essa mudança”.
Importante é que o se vai fazer
O vereador do Planeamento salienta que existem na Mata da Machada – “uma outra espécie abrangidas pela Directiva Habitats, portanto classificável.”
“Mais que a classificação o que me parece importante é que o se vai fazer (num à parte, disse, o Nuno está a fazer isso muito bem, na minha opinião pessoal). O importante é aquilo que se quer fazer.”
Uma nova consciência ecológica no Barreiro
Rui Lopo, salienta que a Classificação daquele espaço como «Área protegida Local» - “é muito importante para que se desenvolva uma nova consciência ecológica no Barreiro. Isso, de facto, é muito importante, mas, considero necessário aprofundar aquilo que se quer fazer naquele território”.













