Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Área Protegida Local no BarreiroAntónio Pinto Ângelo « Barreiro como destino de lazer de qualidade»

António Pinto Ângelo, Arquitecto, é o responsável pelo desenvolvimento do Planeamento Estratégico da Mata da Machada, em entrevista ao Rostos, sublinha que – “o processo de classificação, da Mata Nacional da Machada e o Sapal de Coina, como área protegida permite conferir estabilidade às políticas de gestão a adoptar para a zona devendo ser precedida de uma ampla participação pública”.

3 min de leitura
Área Protegida Local no Barreiro António Pinto Ângelo « Barreiro como destino de lazer de qualidade»

Por Jornal Rostos

António Pinto Ângelo, Arquitecto, no âmbito da Conferência sobre «Áreas Protegidas Locais», que vai realizar-se no Barreiro, nos próximos dias 20 e 21 de Outubro. irá apresentar o tema- «Planeamento Estratégico da Mata da Machada”.
Colocámos a António Pinto Ângelo, algumas perguntas sobre o processo de classificação da Mata da Machada e Sapal do Rio Coina que teve a amabilidade de responder.

Qual a importância de existirem áreas de protecção local?

A criação de uma área protegida local não constitui por si só uma decisão para uma correcta gestão do território e do património.
Uma área protegida permite tornar publicamente visível a vontade dos seus promotores, garantindo a conservação do património que está à sua guarda, disponibilizá-lo para usufruto de todos e procedendo a uma eficiente gestão de recursos.
Uma área protegida local é um instrumento administrativo mais eficaz que outros na protecção ou salvaguarda de valores, permitindo concentrar a atenção da entidade gestora num território concreto com objectivos precisos.

Que significado atribui à classificação da Mata Nacional da Machada e Sapal de Coina como área protegida?

O processo de classificação, da Mata Nacional da Machada e o Sapal de Coina, como área protegida permite conferir estabilidade às políticas de gestão a adoptar para a zona devendo ser precedida de uma ampla participação pública, (como a sessão já realizada no passado dia 30 de Setembro, que juntou cidadãos que, de diferentes formas frequentam e usufruem aqueles espaços, Associações e Colectividades, com interesse naqueles espaços, enquanto recurso para o desenvolvimento das suas actividades, e agentes económicos, representantes de várias entidades, externas e do Município do Barreiro), concorrendo todos com os seus contributos para que a área seja reconhecida socialmente como património comum.

Que contributo pode dar no futuro esta área para o desenvolvimento do Barreiro e região de Setúbal?

Este processo permite o reconhecimento da existência de um património de relevante qualidade ambiental, com valor cultural, natural e paisagístico, de excelência para o uso público, reforçando o Barreiro como destino de lazer de qualidade não só para os habitantes da margem sul (arco ribeirinho) mas também para a região metropolitana de Lisboa, devendo tornar-se sustentável e criar valor para todo o concelho.

Pode o debate em torno da classificação de uma área protegida local contribuir para uma maior consciência ecológica da comunidade?

O debate permite um maior rigor e acompanhamento, por parte dos cidadãos, cabendo-lhes uma responsabilidade individual, resultante de valores ambientais e cívicos.
Certamente que a possibilidade intervir em acções como a discussão ou participação pública, mais ou menos institucional, será sempre um contributo para uma, cada vez maior, eficácia e reforço da consciência ecológica individual e da própria comunidade.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção