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Perspectivas

Nuno Canta, candidato PS à presidência da Câmara Municipal de MontijoConstrução do Novo Aeroporto de Lisboa é decisivo para o concelho e para o país

. Desenvolvimento tem de ter em conta a inserção do Montijo na Área Metropolitana de Lisboa

. Defender o modelo público das empresas multimunicipais

“Devido às minhas funções autárquicas, reforcei a minha posição ideológica da esquerda democrática e considero ser essencial regressar a uma política de promoção do desenvolvimento local para alcançar melhores níveis de bem-estar.” – sublinha Nuno Canta, candidato pelo Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Montijo, nas próximas eleições autárquicas.

“O excesso de habitação e a degradação do parque habitacional, generalizado na área Metropolitana de Lisboa, coloca grandes desafios ao próximo ciclo de gestão autárquica” – sublinha Nuno Canta

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Nuno Canta, candidato PS à presidência da Câmara Municipal de Montijo Construção do Novo Aeroporto de Lisboa é decisivo para o concelho e para o país

Por Jornal Rostos

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Montijo aprovou, por unanimidade, Nuno Canta como candidato do PS à Câmara Municipal do Montijo nas eleições autárquicas a realizar no próximo ano.
Nuno Canta, em entrevista ao jornal «Rostos» refere como encara o desafio que tem pela frente, nomeadamente assumir uma candidatura que tem vai recebe uma herança de uma presidência que marcou durante os últimos anos a vida autárquica do concelho do Montijo.

Continuidade de um compromisso com o Montijo e o seu povo

Como encara este desafio de ser o próximo candidato a Presidente da Câmara Municipal do Montijo pelo PS?
“Encaro a minha candidatura ao cargo de Presidente da Câmara Municipal do Montijo como a continuidade de um compromisso que, desde 1998, tenho com o Partido Socialista e com a minha terra, com o Montijo e o seu povo.
Nos últimos 15 anos, eu mudei, e o partido que ajudei a defender, o Partido Socialista, também mudou. A mudança foi tal que decidi ter chegado a hora de dizer presente ao partido e, mais amplamente, à política partidária montijense.
Considero que nenhuma outra atividade é mais nobre que a política, pois quem assume responsabilidades políticas tem de demonstrar, permanentemente, qualidades morais, responsabilidade e competência. Os camaradas que me elegeram e confiaram na minha pessoa para as lutas políticas que se avizinham, confiaram no nosso projeto político, uma certeza podem ter, sou um republicano, um humanista e um socialista.

Regressar a uma política de promoção do desenvolvimento local

Tendo trabalhado todos estes anos com Maria Amélia Antunes, considera que a sua candidatura significa dar continuidade ao trabalho que tem sido realizado nos últimos anos?
“Claro que muitas das políticas desenvolvidas pelo partido socialista, nos últimos mandatos autárquicos, são para continuar e aprofundar dentro do novo ciclo de governação autárquica. Como, por exemplo, a prioridade à escola pública, as políticas de ambiente e de ordenamento do território, as políticas de apoio social e de solidariedade para os montijenses mais vulneráveis. No entanto, propomos que, dentro das recentes restrições impostas às autarquias pelo governo e assembleia da república, os serviços sejam mais produtivos e consigam fazer mais com menos, no sentido de aumentar o nível de serviço para os mais desfavorecidos da nossa comunidade.
Todavia, o mundo à nossa volta muda constantemente, o que nos obriga a estar sempre prontos para refletir sobre nós próprios, ao mesmo tempo que pensamos num mundo em transformação. Devido às minhas funções autárquicas, reforcei a minha posição ideológica da esquerda democrática e considero ser essencial regressar a uma política de promoção do desenvolvimento local para alcançar melhores níveis de bem-estar. No contexto da globalização, o desenvolvimento económico, social e político das cidades depende da criação de uma estratégia local de desenvolvimento que, com base no Estado, faça a defesa dos interesses dos trabalhadores, dos empresários e do conhecimento, uma defesa que considero que só pode ser feita pelos montijenses e seguindo as suas próprias ideias.”

Desenvolvimento económico e criação de emprego no Montijo

Quais os principais desafios que se colocam ao Montijo nos próximos anos?
“O principal desafio do novo ciclo de governação autárquica está na criação de um consenso político, económico e social para o desenvolvimento económico e criação de emprego no Montijo. É uma afirmação geral, mas que deve ser plasmada nos planos de ordenamento do território, no planeamento das infraestruturas e, mesmo, na educação dos alunos para a criatividade. Numa avaliação simplificada das potencialidades do concelho, tendo em conta a sua localização geográfica e potencialidades territoriais, o Montijo afirma-se como um território com potencialidades na produção agrícola, pecuária, florestal e agro-pecuária e, paralelamente, com enormes potencialidades logísticas, num desígnio que podemos chamar de regresso às origens. Pois, a nossa história mostra que foram permanentes os motores económicos do sector primário e da logística.” – sublinha.

Reforçar a ação do Estado para o tornar credível e desburocratizado

“Outro grande desafio para os próximos anos prende-se com a agilização dos serviços públicos, da reforma do Estado, dentro dos princípios defendidos pela esquerda democrática, isto é, no sentido de reforçar a ação do Estado, de o tornar credível e desburocratizado, enquanto mediador dos interesses das classes sociais e facilitador da vida dos cidadãos. Vivemos tempos onde a incerteza sobre as condições de vida das organizações e a irracionalidade dos comportamentos imperam. Diante dos constrangimentos, financeiros e outros, devemos pensar em serviços públicos à luz dos novos desafios da sociedade. Defendemos, no Partido Socialista, uma atitude de abertura para introduzir as mudanças necessárias para aproximar os serviços das pessoas, pois o desígnio das autarquias é servir as pessoas, numa relação de confiança e respeito mutuo.” – afirma o candidato do Partido Socialista.

Uma nova cultura de profissionalismo na administração pública

“O equilíbrio das contas públicas é, num momento de crise generalizada das instituições, empresas e famílias, que levou a uma diminuição de receitas e aumento de despesas, um desafio estratégico para as instituições públicas. O Partido Socialista defende o equilíbrio das contas públicas, como instrumento de defesa do património público, de defesa da res publica. O desequilíbrio orçamental é uma janela de oportunidade para as propostas de privatização dos serviços públicos, que pela sua dimensão e natureza, são hoje muito cobiçados pela economia privada. Nesta equação, é muito importante considerar a produtividade dos serviços públicos e introduzir uma nova cultura de profissionalismo na administração pública.
O excesso de habitação e a degradação do parque habitacional, generalizado na área Metropolitana de Lisboa, coloca grandes desafios ao próximo ciclo de gestão
autárquica. O Partido Socialista está sensibilizado para este grave problema, vamos lutar e defender uma clarificação das políticas nacionais e uma resolução para o problema do acesso à habitação das famílias mais desfavorecidas.”

Uma política de investimentos articulada na Área Metropolitana de Lisboa

Nuno Canta colocou nesta entrevista ao «Rostos» alguns assuntos que considera de relevo para o Montijo.
“O projeto de desenvolvimento que preconizamos no Partido Socialista exige, dentro das limitações territoriais, uma visão supramunicipal. Assim, o desenvolvimento que defendemos, tem de ter em conta a inserção do Montijo na Área Metropolitana de Lisboa. Para que um processo de desenvolvimento seja duradouro, é obrigatório que o mesmo se desenvolva em articulação com os municípios vizinhos, de maneira a que cada município ultrapasse a fase de competição com os outros e passe a uma posição de cooperação e complementaridade económica. O Partido Socialista, numa altura de crise, propõe o desenvolvimento de uma política de investimentos articulada na Área Metropolitana de Lisboa que defenda a coesão territorial, a partilha de infraestruturas, o ordenamento do território e o emprego.” – refere Nuno Canta.

Defender o modelo público das empresas multimunicipais

“Outro assunto que tenho como relevante para o futuro do concelho do Montijo, dentro dos compromissos assumidos nos últimos anos, prende-se com o funcionamento regular das empresas multimunicipais da Península de Setúbal, em particular a AMARSUL e a SIMARSUL. A AMARSUL e a SIMARSUL foram criadas para resolver os problemas ambientais e de saúde pública dos municípios da Península, mais especificamente o tratamento dos resíduos sólidos urbanos e o tratamento dos esgotos domésticos. Como é do conhecimento público, estas empresas multimunicipais enfrentam inúmeras dificuldades financeiras, decorrentes da situação de crise das autarquias, incapacidade de decisão do concedente e do Governo, que ameaça com a privatização da concessão destes serviços básicos das populações. O Partido Socialista opõe-se à política de privatização dos serviços das águas e esgotos e defende o modelo público das empresas multimunicipais, visto que a insistência nesta política errada vai aumentar a fatura da água para os montijenses e ameaça o esforço das populações na despoluição dos solos e do Estuário do Tejo.” – refere Nuno Canta.

Construção do Novo Aeroporto de Lisboa é decisivo

“O projeto do Partido Socialista defende, dentro da Política Europeia de coesão territorial e da Estratégia de crescimento 2020, a construção do Novo Aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, na Freguesia de Canha. É decisivo, para o concelho e para o país, a afirmação da visão de Portugal como uma plataforma atlântica e na transformação do país, novamente, no centro do comércio marítimo da Europa com o resto do mundo.”- sublinha o candidato do Partido Socialista.

Nuno Canta

Nuno Canta nasceu no Montijo, tem 46 anos de idade, é engenheiro agrónomo de formação. Pós-graduado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas, foi bolseiro de investigação em mestrado científico.
Antes de tomar posse como vereador na Câmara Municipal do Montijo foi professor do ensino secundário. Desde 2005 que é vice-presidente da Câmara Municipal do Montijo.
Tem a seu cargo os pelouros do ambiente, obras públicas, mobilidade protecção civil e sanidade pecuária. É presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento do Município do Montijo.

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