Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do BarreiroEstão previstos no Barreiro três ou quatro grandes investimentos no ano 2013
. Reduzimos a dívida global em cerca de 6 milhões de euros
. No ano 2012 sofremos a maior ofensiva, de sempre, após o 25 de Abril, ao Poder Local
Em declaração ao jornal «Rostos», Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, faz um balanço do ano 2012.
O autarca considera que foi um ano marcado pelas dificuldades financeiras, obrigando a tomar medidas que – “afectaram a qualidade de vida e a qualidade dos serviços que a Câmara tem obrigação de prestar”.
O autarca afirma ser positivo em 2013 a autarquia poder avançar com investimentos na Cidade Sol, na zona ribeirinha, e está confiante que vão concretizar-se investimentos que contribuem para o desenvolvimento económico do concelho.

Por Jornal Rostos
Numa declaração ao jornal «Rostos», Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, faz um balanço do ano 2012.
Foi um ano de grandes exigências financeiras
“Foi um ano, todos sabemos, exigente, quer do ponto de vista individual, porque exigiu de cada um de nós, enquanto cidadãos portugueses, as dificuldades são muitas, quer para o país e para o Poder Local na generalidade, consequentemente para a Câmara Municipal do Barreiro e para as freguesias do concelho.
Este é o quadro de fundo que devemos dele ter conhecimento.
Foi um ano de grandes exigências financeiras, durante o qual fomos obrigados a tomar um conjunto de medidas restrictivas que, naturalmente, afectaram a qualidade de vida e a qualidade dos serviços que a Câmara tem obrigação de prestar.” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Conseguimos equilibrar as contas do município
“Mas, também foi um ano em que se pode dizer, que apesar, de tudo o que nos dificultou do ponto de vista financeiro, foi um ano em que conseguimos equilibrar as contas do município.
Este é um aspecto de salientar, num momento em que no país a situação financeira se agrava, nós, conseguimos nas contas do município numa situação em que as receitas cobrem as despesas, reduzimos os valores dos compromissos que assumimos, reduzimos a dívida de curto prazo e reduzimos a dívida global em cerca de 6 milhões de euros.” – salienta Carlos Humberto.
Aproveitar candidaturas a Fundos Comunitários
“Naturalmente, como disse, as medidas que se tomaram tiveram consequências nos resultados.
Mas, no quadro político, social, económico e financeiro que o país atravessa, ao tomarmos medidas para controlar a situação do município, por isso, considero que estes é um dos aspectos, no quadro geral do povo português e do Poder Local, que é de registar.
Sabemos que tomámos medidas que afectaram a condição de vida dos munícipes, mas, criaram condições suficientes, pensamos nós, embora, ainda seja preciso afirmar isso com algum cuidado, para em 2013 e nos anos seguintes, podermos aproveitar, uma parte das candidaturas que tínhamos para Fundos Comunitários, pelo menos as mais significativas.” – sublinha.
«Cidade Para todos» e «Repara» vão avançar
Refiro, a candidatura «Cidade para todos», na Cidade Sol, que é um investimento importante, que vai resolver problemas estruturais, e, por outro lado a candidatura do «Repara» de manutenção na zona ribeirinha do Barreiro Velho e de Alburrica, que vai permitir dar mais um passo na requalificação daquele território.
Se nós, não tivéssemos tomado as medidas, não podíamos disponibilizar as verbas de fundos próprios que são necessárias para complementar o financiamento que vem da União Europeia.” – afirma o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Ofensiva que procura transformar o Poder Local
“Por outro lado, o ano 2012, foi o ano que sofremos a maior ofensiva, de sempre, após o 25 de Abril, ao Poder Local, ofensiva que tudo indica vai continuar no ano 2013.
É uma ofensiva que procura transformar o Poder Local numa coisa distinta daquilo que nós conhecemos, foi a Lei dos Compromissos, foi a redução do número de trabalhadores, foi a Lei dos Dirigentes que obriga a reduzir os dirigentes da Câmara, foi a Lei do Orçamento de Estado que reduz as transferências para a Câmara Municipal do Barreiro e para o Poder Local em geral, é lei para redução de freguesias, é a nova lei das Finanças Locais, foi a Lei do Sector Empresarial local ( que não nos afecta porque não temos empresas municipais), é a legislação que está a sair para os sectores das águas e saneamento.
Portanto, tudo isto, é uma ofensiva global, estruturada, que, na minha opinião, se trata de uma política neo-liberal, apresentada pelo Governo.” – salienta o autarca.
Estivemos condicionados pela situação financeira
“Mas, por outro lado, este foi um ano em que continuamos a dar andamento a projectos que consideramos estruturantes, como o Plano de Urbanização do Território da Quimiparque, o Plano de Mobilidade Intermunicipal, continuamos a intervir, ainda que pontualmente, em algumas áreas, na realização de obras, como o AMAC – Auditório Augusto Cabrita, que vai ser reaberto em Fevereiro.
Lançámos concursos e alguns já adjudicados das obras na Cidade Sol.
Preparámos projectos, para lançar concursos, pensamos que a curto prazo, para a zona do REPARA, para a zona de Alburrica e zona ribeirinha do Barreiro Velho.
Fizemos intervenções e colocámos os quadros interactivos nas Escolas.
Fizemos obras ao nível da implementação da eficiência energética, nos semáforos e no Parque Catarina Eufémia.
Fizemos as obras de recuperação da Piscina Municipal, na 1ª fase, e iremos entrar na 2ª fase de obras em Agosto de 2013, para consolidar, de forma a termos uma piscina em condições para os próximos anos.
Posso considerar que ao nível de obra estivemos condicionados pela situação financeira, não parámos, mas ficámos aquém das necessidades do concelho.” – salienta.
Nas AUGI’s encontrámos soluções técnicas
“Penso que continuamos a trabalhar muito ao nível das áreas urbanas de génese ilegal – AUGI’s – onde encontrámos soluções técnicas, em diversas, com a colaboração de entidades externas e contando com a cooperação dos co-proprietários.
Algumas delas, fruto da situação económica e financeira, que todos estamos a atravessar, acabaram por não avançar, por própria iniciativa dos co-proprietários. Outras vão avançar, serão duas ou três, no ano 2013, porque o trabalho está feito.” – refere.
Previstos 3 ou 4 investimentos em 2013
“Também continuamos a intervir, numa questão que consideramos estratégica, que são questões para desenvolvimento da actividade económica.
Consideramos que pode haver três ou quatro novos investimentos, no concelho do Barreiro, com alguma dimensão. Temos mantido contactos.
Estas coisas, com sabemos, não estão dependentes da nossa vontade, mas, acreditamos que pelo menos três novos investimentos poderão arrancar em 2013.
Sou cuidadoso em referir quais, porque estas coisas podem não se concretizar, recordo o caso do Hospital que estava tudo tratado e depois não avançou, por isso, temos que ter algum cuidado, perante o actual contexto económico.
Acredito que algumas delas vai avançar, até porque são muito importantes, e sei, se amanhã quisessem podiam começar a trabalhar.
Por exemplo, a unidade do Covelo e Pinto, é de grande importância, outra, sei que vai concretizar-se, não digo nomes, porque não estou autorizado a dizer nomes, mas, está praticamente tudo resolvido.
Para além de existirem outras pequenas coisas que acredito podem vir a avançar em 2013.”
Intervenção muito rica e muito diversificada
“Continuamos a trabalhar também nas áreas sócio-culturais, na educação, na cultura, na música, no desporto, na juventude, na terceira idade, com uma intervenção muito rica e muito diversificada, procurando levar uma parte destas actividades aos locais onde as pessoas estão, dando dimensão ao trabalho de todos que no Barreiro intervêm nestas áreas, pessoas que fazem muitas coisas e muito interessantes.
Recordo o Barreiro Rocks, que decorrer agora em Dezembro, uma iniciativa para um público especifico, mas muito relevante.
Também neste nível de actividades faço a minha apreciação positiva, mesmo naquele que foi um ano muito difícil.” – sublinha Carlos Humberto.
Um ano que não correu bem, mas também não correu mal
“Foi, portanto, um ano que não correu bem, mas também não correu mal.Foi, sem dúvida um ano muito exigente.
Considero o facto mais relevante, que destaco para o concelho do Barreiro neste ano 2012, foi termos criado condições para conseguirmos aceder aos fundos comunitários, o que vai permitir que, nas duas candidaturas, possamos fazer um investimento que pode atingir na ordem dos 10 milhões de euros.” – refere a finalizar o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.













