João Lobo, Presidente da Câmara da MoitaGoverno tem «política de extermínio do Serviço Público»
. Redução das receitas dificulta capacidade de resposta e intervenção
“O ano de 2012 será recordado pelo agravamento da crise económica e social, um ano em que os portugueses foram confrontados com medidas fiscais e sociais que pioraram o seu dia-a-dia e o seu futuro” – sublinha João Lobo, Presidente da Câmara da Moita.

Por Jornal Rostos
“No decurso de 2012, trabalhámos para manter o mesmo nível na prestação dos serviços, assegurando a sua eficiência e eficácia, atendendo a todas as restrições que nos estão a ser impostas. Importa lembrar que o Governo impôs um corte de 2% no número de trabalhadores e que a Câmara Municipal da Moita está a conseguir cumprir com essa imposição por via das aposentações, ao mesmo tempo que procura manter a qualidade dos serviços.” – refere João Lobo, num balanço sobre o ano que agora terminou.
Política de extermínio do Serviço Público
“2012 foi um dos anos mais difíceis para as famílias e empresas, mas também para as autarquias locais. Foi o ano em que o Governo começou a revelar e a aplicar as suas orientações neoliberais, fragmentando a política de proximidade existente, implementando legislação que inviabiliza a maioria das atividades desenvolvidas, tudo isto assente numa política de extermínio do Serviço Público, em prol da privatização de muitos dos serviços essenciais aos grandes grupos económicos” – salienta o autarca ao jornal «Rostos».
Poder Local alvo da mais violenta e radical ofensiva
“O Poder Local Democrático está a ser alvo da mais violenta e radical ofensiva às bases ideológicas que o fundamentaram e que estão expressas na Constituição. Além do mais, as Autarquias Locais lutam, há vários anos, pela aplicação da Lei das Finanças Locais e pelo cumprimento dos deveres assumidos pela Administração Central, em muitos casos compromissos financeiros que são assumidos pelas Câmaras Municipais” – acrescenta o Presidente da Câmara Municipal da Moita.
Aumento galopante da taxa de desemprego
“O ano de 2012 será recordado pelo agravamento da crise económica e social, um ano em que os portugueses foram confrontados com medidas fiscais e sociais que pioraram o seu dia-a-dia e o seu futuro. A maioria dos trabalhadores da função pública foram saqueados nos seus vencimentos e subsídios de férias e de Natal, medida que restringiu fortemente o poder de compra de milhares de famílias e cujos reflexos não se fizeram esperar junto das micro, pequenas e médias empresas, com o encerramento de milhares de empresas em todo o país e o aumento galopante da taxa de desemprego” – refere João Lobo.
Redução das receitas dificulta capacidade de resposta e intervenção
“Esta situação tem tido, igualmente, reflexos no Município da Moita. Por um lado, registamos o aumento do número de pedidos de apoios e, por outro, verificamos uma redução das receitas próprias, situação que dificulta a nossa capacidade de resposta e intervenção.” – sublinha a finalizar o Presidente da Câmara Municipal da Moita, João Manuel de Jesus Lobo.













