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Perspectivas

João Gouveia, Presidente do Conselho de Administração da UnilogosSomos uma empresa com uma cultura própria

. Unilogos ocupa 40º posição nas melhores empresas de Portugal e o 1º lugar de excelência nas empresas do seu sector de actividade.

João Gouveia, Presidente do Conselho de Administração da Unilogos, natural do Barreiro, em conversa com o jornal «Rostos» sublinha – “fui educado com a cultura do Barreiro”, que era – “uma vila com uma tradição muito fabril, onde viviam os engenheiros, os operários, os encarregados e todos partilhavam o dia-a-dia”.

“Somos uma empresa onde há uma relação muito próxima da entidade patronal com as pessoas” – salienta João Gouveia.

“Eu gostava que as pessoas olhassem, meditassem, sem vergonha, sem preconceitos. Pensassem- o que era o Barreiro antes, o que é o Barreiro hoje, o que é que o Barreiro pode ser, era um desafio que gostava de lançar” – refere.

6 min de leitura
João Gouveia, Presidente do Conselho de Administração da Unilogos Somos uma empresa com uma cultura própria

Por Jornal Rostos

A empresa UNILOGOS, tem os seus serviços logísticos no concelho do Seixal e a sede é no concelho do Barreiro.
Tem sido apoiante de diversas actividades no concelho do Barreiro, desde o Basquetebol, passando pelo apoio ao atleta olimpico Carlos Oliveira «Boia».

Ocupa 40º posição nas melhores empresas de Portugal

Este ano, mais uma vez, conquistou dois importantes prémios, sendo considerada uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal.
João Gouveia, Presidente do Conselho de Administração da Unilogos, natural do Barreiro, em conversa com o jornal «Rostos» sublinha que as razões que estão na origem da conquista das distinções.
“Penso que é importante realçar os dois prémios que nós recebemos.
Em primeiro, é de referir que este é o terceiro ano que nós integramos as 100 melhores empresas para trabalhar em Portugal, onde nos classificámos no 40º lugar.
Em segundo, o outro que é o «Prémio da Excelência» onde nós, ganhámos o 1º Prémio do Sector, e o 5º Prémio na classificação geral das Médias Empresas.”

Uma empresa com uma cultura própria

A que se devem estes prémios? – perguntámos
“Na minha opinião, são prémios que nos distinguem, e, como costumo dizer, nós não somos uma empresa democrática, mas somos uma empresa com uma cultura própria, uma empresa que olha para os seus quadros, a todos os níveis, olha para todos os que cá trabalham como pessoas que efectivamente fazem parte integrante de uma estrutura.
A empresa olha para todos eles, com a preocupação de lhes dar formação contínua, não só ao nível da organização do trabalho, como até na vivência da própria crise e da situação económica” – sublinha João Gouveia.

Relação muito próxima da entidade patronal com as pessoas

“Somos uma empresa onde há uma relação muito próxima da entidade patronal com as pessoas.
A empresa tem disciplina, tem organização, tem normas para tudo, somos uma empresa certificada.
A empresa tem consciência que deve dar aos seus colaboradores tudo o que é possível.
A empresa tem um fundo para ajudar os trabalhadores em determinadas situações. Um fundo que os apoia, descontando com certeza, mas que existe para ajudar.
Tudo isto, portanto, tem a ver com a cultura de empresa, uma cultura que privilegia a relação, o cuidado e a necessidade de existir uma atenção da entidade patronal para cada um dos trabalhadores.”- salienta o Presidente do Conselho de Administração da UNILOGOS.

A relação de trabalho e as condições de trabalho

“A excelência da empresa tem muito a ver com esta relação de trabalho e com as condições de trabalho.
Esta distinção de excelência, é uma situação da qual nós nos orgulhamos e, na verdade, cada ano que vamos passando e subindo no ranking, é, para nós, sem dúvida, um sentimento de grande alegria.
Sabe, isto vale o que vale, como costumo dizer, é como ser atribuído um prémio do automóvel do ano, mas, perante isto, nós somos falados, aparecemos na comunicação social, e isso permite, sentirmos, que ao recebermos estes prémios, os mesmos demonstram que nós somos uma empresa diferente das outras” – sublinha João Gouveia.
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Fui educado com a cultura do Barreiro

Ser do Barreiro e ter vivido a cultura da fábrica influencia o modelo de gestão da sua empresa? – perguntámos.
“Eu não sei se influencia, ou não, mas, a verdade é que eu nasci no Barreiro, fui criado no Barreiro, vivi no Barreiro numa época muito diferente da época de hoje, os meus pais eram do Barreiro, e, efectivamente eu fui educado com a cultura do Barreiro.
O meu pai era empresário e tinha uma cultura muito parecida àquela que eu tenho hoje na minha empresa, principalmente na relação com os empregados.
Não esqueço, uma vez, quando um empregado fez 20 anos, o meu pai fez uma grande festa com a família.
Eu penso que tudo tem influência, mas, fundamentalmente, a educação que eu vivi, a educação que eu tive de muito de perto com a fábrica, teve, sem dúvida, uma influência grande.
Digo-lhe, isto nada tem a ver com questões politicas, nem com situações que costumam entender-se por democráticas.
Isto tem a ver com a cultura, que todos nós, numa sociedade, numa empresa, temos que ter, que é o respeitarmo-nos, independentemente de sermos do Sporting, do Benfica ou do Porto”- refere João Gouveia.

Nós temos que saber co-habitar

“Nós temos que saber co-habitar. O Barreiro ensinou-me isso a viver com pessoas diferentes.
Sabe, nos diversos quadrantes políticos do Barreiro, mas a sério, era assim, dávamo-nos todos uns com os outros.
Não devemos esquecer como o Barreiro era antigamente, aqui, todos nos dávamos e co-habitávamos.
Era uma vila com uma tradição muito fabril, onde viviam os engenheiros, os operários, os encarregados, todos partilhavam o dia-a-dia, mas, hoje, acho e sinto que o Barreiro é muito diferente” – sublinha João Gouveia.

Barreirenses encontrem-se!

Quer dizer mais alguma coisa para fecharmos este nosso diálogo?
“Sim. Já agora, gostava de lançar um desafio, que se fizesse um debate alargado, sem qualquer conotação politica, um debate de pessoas do Barreiro, de pessoas que lutam pelo Barreiro.
Um desafio que, como já o disse, numa outra entrevista ao «Rostos» : Barreirenses encontrem-se!
Eu gostava que as pessoas olhassem, meditassem, sem vergonha, sem preconceitos. Pensassem- o que era o Barreiro antes, o que é o Barreiro hoje, o que é que o Barreiro pode ser, era um desafio que gostava de lançar.
Não podemos pensar, como algumas pessoas costumam pensar que o Barreiro é deles.
Não. O Barreiro, como é lógico, é de quem, efectivamente fizer alguma coisa por ele e de quem continua a fazer pelo Barreiro”- refere João Gouveia, sentindo-se alguma emoção nas suas palavras.

S.P.

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