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Perspectivas

António Jesus Marques, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André – BarreiroQueremos reconquistar a Junta de Freguesia de Santo André

. Não se justifica esta mega freguesia com 43 mil habitantes

“Na nossa opinião, a grande questão desta agregação é que não temos outra alternativa, vamos para a luta, e uma das questões que vai fazer parte do programa eleitoral da minha força politica é que volte de novo a existir a Junta de Freguesia de Santo André. Vamos reconquistar a Freguesia de Santo André.” – sublinha ao «Rostos», António Jesus Marques, presidente da Junta de Freguesia de Santo André.

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António Jesus Marques, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André – Barreiro Queremos reconquistar a Junta de Freguesia de Santo André

Por Jornal Rostos

António Jesus Marques, completou dois anos na presidência da Junta de Freguesia de Santo André, recorda que – “substitui um homem que tinha uma marca importante na freguesia, trabalhei com ele durante um ano, como Secretário e sei que não era fácil substituir um homem com um valor muito grande em termos autárquicos que exerceu a sua função durante muitos anos”.
“Estou convencido que continuamos o trabalho, este executivo fez um trabalho extraordinário, na higiene urbana, nos jardins, nas escolas com um grande investimento, na toponímia, nos calcetamentos, fomos uma equipa que trabalhou e fizemos uma obra de referência. Não baixámos a qualidade de intervenção.” – sublinha.

As melhores festas realizadas na freguesia de Santo André

“Mantivemos os programas culturais, mantivemos a qualidade das festas, que este ano foram consideradas as melhores festas realizadas na freguesia de Santo André. Foram milhares de pessoas que passaram pelas nossas festas. Fiquei bastante satisfeito por termos atingido esse patamar.
Mas, não parámos e a seguir às festas continuamos a promover diversos programas culturais. O Tributo aos Bee Gees, com o Companhia Limitada foi uma noite muito interessante. Promovemos Bailes e dinamizamos as Noites de Verão.
Quero salientar que nestas diversas iniciativas, em cada uma delas nunca tivemos menos de 300 pessoas, em alguns caos podemos referir que atingimos as 500 pessoas.
São momentos que permitem a ligação da junta de freguesia com a população.” – sublinha o presidente da Junta de Freguesia de Santo André.

Não conseguimos defender a freguesia

“Nós promovemos as mais diversas acções na defesa da manutenção da freguesia de Santo André, quer na Assembleia de Freguesia, quer em Encontros com a população. Demos a nossa intervenção em iniciativas de âmbito nacional, em Coimbra, em Lisboa, no Porto. Tudo fizemos. A ANAFRE reconheceu a nossa acção. Não conseguimos defender a freguesia, porque o Governo insiste em não ouvir ninguém de uma forma antidemocrática e ditatorial, impondo a agregação da nossa freguesia com o Alto do Seixalinho e com a Verderena.
É óbvio que não temos nada contra a Verderena, nem contra o Alto do Seixalinho, mas sendo nós uma Vila onde temos de tudo, Policia, Correios, Centro de Saúde, Parques Industriais, Movimento Associativo, Farmácia, Escolas, temos uma vila bonita, onde as pessoas gostam de viver, agora sejamos integrados numa única junta de freguesia.
Esta mudança significa uma redução de membros do executivo que passa para sete no futuro Executivo da União de freguesias, quando nas três freguesias actuais existiam quinze eleitos, reduzindo oito eleitos ; na Assembleia de Freguesia vão ser eleitos dezanove, são menos vinte, que nas actuais Assembleia de Freguesia, que contam com trinta e nove eleitos. Isto é, sendo mais território, mais população, são menos eleitos. Certamente vai ser muito difícil o trabalho” – refere o autarca.

Reconquistar a Junta de Freguesia de Santo André

“Na nossa opinião, a grande questão desta agregação é que não temos outra alternativa, vamos para a luta, e uma das questões que vai fazer parte do programa eleitoral da minha força politica é que volte de novo a existir a Junta de Freguesia de Santo André. Vamos reconquistar a Freguesia de Santo André.
Não se justifica esta agregação. Por essa razão, para nós, mesmo com a agregação as instalações da Freguesia em Santo André vão manter-se, vão continuar a ter vida, vão manter-se aqui os trabalhadores, porque manter os postos de trabalho para nós é uma questão sagrada, e, naturalmente, continuaremos a manter a respostas e resolver os problemas da população da freguesia de Santo André.
Isto é uma aposta para nós que estamos no actual executivo e será para os que forem eleitos no executivo da junta de agregação.
Vamos continuar a intervir em prol da nossa população. Nós seremos habitantes da freguesia de Santo André. A união tem que haver, por uma razão formal.” – salientou António Jesus Marques.

Não se justifica esta mega freguesia com 43 mil habitantes

Refere António Jesus Marques que a CDU, a sua força politica, já apresentou os seus candidatos. Foi tomada a decisão de nenhum dos actuais presidente de Junta de Freguesia ser candidato à presidência, tendo sido escolhido Carlos Moreira para assumir a candidatura à presidência.
Na candidatura apresentada sublinha que, se a sua força politica for vencedora, dos 7 elementos que venham a compor o futuro executivo da União de Freguesias, dois elementos serão de Santo André, dois da Verderena e dos do Alto do Seixalinho.
“A perspectiva é que irei integrar o futuro executivo. E cá estarei para defender os interesses de todo o território da União e naturalmente da freguesia de Santo André, que é de onde eu sou e não quero que a população fique desencantada. Afinal o que nós pretendemos é reconquistar a freguesia, porque não se justifica esta mega freguesia com 43 mil habitantes, na ordem dos 38 mil eleitores” – sublinha.

Movimento Associativo é para nós muito importante

No final da nossa conversa António Jesus Marques, salientou o papel dos trabalhadores da Junta de Freguesia na resolução dos problemas e recordou as boas relações que são mantidas com o Movimento Associativo e aos Reformados, com quem são mantidos protocolos de cooperação. Apoiamos projectos de jovens – “que fazemos com muito gosto, porque acreditamos na nossa juventude”.
“O nosso contributo ao Movimento Associativo é para nós muito importante, é uma cooperação sagrada. Temos uma abertura para nos ligarmos ao Movimento associativo da freguesia e mesmo da região, como é ocaso do nosso apoio aos Bombeiros” – salientou.
Recorda a ligação com a Comunidade Católica – “damos todo o nosso apoio possível para a construção da Igreja”.
A finalizar sublinhou o trabalho que está a ser feito nas escolas do ensino básico para melhorar as condições e o próximo ano lectivo.
“Na Avenida dos Fuzileiros vamos construir os passeios uma obra que consideramos de grande importância que vai melhorar as acessibilidades na zona. Não paramos o nosso trabalho.” – refere.
“Durante três anos foi uma experiência única, onde dediquei todo o meu tempo. Posso dizer que me sinto bem, apesar de nunca ter sábados ou domingos. Nesta minha intervenção cívica sinto um prazer enorme e, digo, que sinto isto com mais intensidade, quanto mais existe uma ligação muito estreita com a população.” – salienta.

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