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Perspectivas

Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal de Montijo«Entendimento com a oposição, desde que a oposição esteja disponível»

. Os dois partidos da oposição – PSD e CDU - querem manter-se livres da governação

“O Partido Socialista está numa postura de diálogo, de cooperação estratégica e obviamente, também, de entendimento com a oposição, desde que a oposição esteja disponível, sempre que estiver nós dialogamos.” – sublinhou ao jornal «Rostos», Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal de Montijo.

“Eu penso que quer a oposição, quer nós próprios que temos a maioria relativa, vamos ter um trabalho ( o nosso trabalho vai ser assim, não o vejo diferente), de ser um trabalho para os montijenses e não para as forças partidárias” – sublinhou Nuno Canta.

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Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal de Montijo «Entendimento com a oposição, desde que a oposição esteja disponível»

Por Jornal Rostos

Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal de Montijo, em breve conversa com o jornal «Rostos», a propósito da perda maioria absoluta pelo Partido Socialista, considerou que o recente processo eleitoral decorreu de forma “normal e regular, tendo em conta que nós mudamos de protagonista na Câmara Municipal, isso leva sempre a algumas situações, que possam levar a este tipo de resultados”.

Fomos vitimas de uma grande abstenção

“Fomos, essencialmente, vitimas de uma grande abstenção que houve no Montijo, que se traduziu claramente sobre o Partido Socialista, esta foi uma das situações que nos penalizou bastante” – sublinhou o autarca.
“Há alguns teóricos, que já o escreveram, referindo como exemplo o caso do Montijo, que as pessoas tinham uma convicção tão grande que o PS ia ter uma vitória, uma vitória expressiva, que acharam que o seu voto não era essencial para a vitória, isso levou a que muita gente se abstive-se na cidade do Montijo, não na parte rural, aí ganhámos, mas na parte urbana do Montijo, houve claramente essa abstenção, que deu origem que os três partidos PS, PSD e CDU, praticamente tivessem o mesmo número de votos.
E, nós fazemos a diferença em toda a coroa rural da cidade” – salientou Nuno Canta.
“Nós tentámos sempre, nos vários discursos, alertar para este fenómeno, que as pessoas não deviam ficar em casa, que os votos valiam, quer votando em nós, quer nas candidaturas que quisessem, o importante era votar, portanto, retrospectivamente, olhando para este processo, sinto que fomos vitimas da abstenção, essa é a explicação que encontro para estes resultados” - sublinhou.

Servir os meus munícipes

E agora? – interrogámos.
“Estou eleito presidente da Câmara. Nunca tinha pensado que um dia seria presidente da Câmara. Este é um processo, é um percurso da vida, mas estou muito orgulhoso, em ser presidente da Câmara da minha terra, poder servir os meus munícipes, os meus concidadãos montijenses” – salientou.

Tentámos uma procura de melhor estabilidade

Quanto à governabilidade da Câmara, como estão as coisas?
“Penso que vamos conseguir fazer um processo que acho normal e regular com toda a tranquilidade.
Eu penso que quer a oposição, quer nós próprios que temos a maioria relativa, vamos ter um trabalho ( o nosso trabalho vai ser assim, não o vejo diferente), de ser um trabalho para os montijenses e não para as forças partidárias.
A nossa maneira de encarar a situação é que na Câmara Municipal é preciso trabalharmos para as pessoas, é preciso trabalhar para os montijenses, os projectos que a Câmara Municipal apresentará, pelo presidente Nuno Canta, será no sentido de desenvolver o Montijo e o progresso dos montijenses.
Sendo certo que nesta fase de governabilidade, nós tentámos uma procura de uma melhor estabilidade de governabilidade, fizemos efectivamente, por iniciativa do Partido Socialista, logo após termos ganho as eleições, diligências e conversas com os partidos da oposição, tendo em conta gerar um processo para criar uma maioria absoluta na Câmara Municipal e resolver o problema, como aliás, é frequente nos vários concelhos onde há maiorias relativas.”

PSD e CDU indisponíveis

“O que é facto é que todos os partidos, quer o PSD, quer a CDU, se mostraram indisponíveis, estiveram indisponíveis, conversámos várias vezes com eles, em conversa franca, aberta, sem impor nada, e não houve qualquer avanço nesse sentido.
Os dois partidos da oposição querem manter-se livres da governação para puderem, efectivamente, segundo eles, estar mais livres.
Do nosso ponto de vista é normal que assim seja, vamos governar, quem ganhou fomos nós, vamos governar a Câmara com os três vereadores do Partido Socialista” – referiu Nuno Canta.

Postura de diálogo e cooperação estratégica

Não vão ter pelouros os vereadores da oposição?
“Não. Não aceitaram. O que estava mais em causa era a primeira reunião, já foi realizada, decorreu pacificamente, de forma civilizada e chegámos a acordo.
O Partido Socialista está numa postura de diálogo, de cooperação estratégica e obviamente, também, de entendimento com a oposição, desde que a oposição esteja disponível, sempre que estiver nós dialogamos.”

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