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Perspectivas

Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Alhos Vedros - Moita«O Foral é uma âncora da história»

. Barreiro não recebeu Foral, mas sim «Carta de Vila no ano de 1521, afirmou José Manuel Vargas

. Foral de Alhos Vedros foi copiado, pelo escrivão Mateus Aguiar, na Câmara do Lavradio

Na apresentação da reedição comemorativa da publicação “Foral de Alhos Vedros (1514), hoje à tarde, no Moinho de Alhos Vedros, José Manuel Vargas, historiador, recordou que o Foral de Alhos Vedros foi o primeiro a ser reeditado, entre os treze Forais atribuídos no reinado de D. Manuel I, referindo que ainda estão por reeditar os Forais de Setúbal, Alcácer do Sal, Torrão e Coina.

O Foral de Alhos Vedros, salientou Maria Clara Santos, é – “um símbolo da antiguidade da vila e da sua vida municipal”.

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Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Alhos Vedros - Moita «O Foral é uma âncora da história»

Por Jornal Rostos

No Moinho de Alhos Vedros, hoje à tarde, após a Sessão de Abertura das Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Alhos Vedros, foi realizada a apresentação da reedição comemorativa da publicação “Foral de Alhos Vedros (1514).

Celebração do aniversário do Foral

Na apresentação José Manuel Vargas, historiador, recordou que o Foral de Alhos Vedros foi o primeiro a ser reeditado, entre os treze Forais atribuídos no reinado de D. Manuel I, referindo que ainda estão por reeditar os Forais de Setúbal, Alcácer do Sal, Torrão e Coina.
O historiador reconheceu o facto de Alhos Vedros desde o ano de 1986 promover, anualmente, a celebração do aniversário do Foral – “um caso único no distrito de Setúbal e talvez no país”.
Salientou que o primeiro foral atribuído por D. Manuel I foi a Santiago do Cacém, no ano de 1510, tendo atribuído no ano der 1514 os Forais de Setúbal, Sesimbra e Alhos Vedros.
Referiu o historiador que o Barreiro não recebeu Foral, mas sim uma «Carta de Vila», no ano de 1521.

Enriquecimento cultural da comunidade

José Manuel Vargas, divulgou que existe um exemplar do Foral de Alhos Vedros na Biblioteca Nacional, que entrou naquela instituição no ano de 1852.
Por outro lado, salientou que existe um exemplar do Foral de Coina, que faz parte de uma colecção particular.
O historiador sublinhou que o custo do Foral de Alhos Vedros foi de 644 reais e que o mesmo foi copiado, pelo escrivão Mateus Aguiar, na Câmara do Lavradio.
Referiu que a celebração do «Foral» contribui para “reforço da identidade local”, porque esta é “uma das heranças mais antigas que devemos preservar” pois é um contributo para “o enriquecimento cultural da comunidade”.

Em Lisboa 1500 navios e naus por ano
Maria Clara Santos, Técnica da Câmara Municipal da Moita, apresentou a nova edição do Foral de Alhos Vedros, uma obra que – Valoriza a imagem”.
Referiu que a atribuição do Foral de Alhos Vedros e os restantes, por D. Manuel I, através da «Reforma de Forais», foi a concretização de uma reivindicação com origem nas Cortes realizadas no reinado de D. João I.
Salientou que na época Portugal vivia um tempo áureo, fruto dos descobrimentos, um tempo que ao porto de Lisboa acostavam cerca de 1500 navios e naus por ano, e onde era possível encontrar nas ruas de Lisboa pessoas oriundas de vários pontos do mundo.

Símbolo da antiguidade da vila e da sua vida municipal

Maria Clara Santos sublinhou que a «Reforma dos Forais» foi um processo introdutor da «modernidade» e a “uniformização do sistema fiscal» em Portugal.
O Foral de Alhos Vedros, salientou é – “um símbolo da antiguidade da vila e da sua vida municipal”.
“O Foral é uma âncora da história” – referiu, acrescentando que este é um “factor de identificação de uma identidade” com uma dimensão “cívica” e marcada de “afectos”.

Uma obra de qualidade

A reedição comemorativa da publicação “Foral de Alhos Vedros (1514)”, apresentada, no dia de arranque das comemorações dos 500 anos, que serão assinalados no próximo dia 15 de Dezembro de 2014, é uma obra de grande qualidade gráfica, com informação diversificada sobre o contexto histórico, que, desde já, dá um cunho muito positivo ao arranque das comemorações.

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