Arménio Carlos, líder nacional da CGTP/IN no Barreiro«As pessoas são esmagadas pelo poder económico que está subjugado ao sector financeiro»
Arménio Carlos, líder nacional da CGTP/IN, ontem no Barreiro, que as Oficinas da EMEF têm futuro e são estratégicas para o desenvolvimento do país e do concelho do Barreiro.
O dirigente da CGTP, salientou que com o “final do Memorando da Troika não vamos adquirir a liberdade e o afastamento do protectorado. O Memorando da Troika é o principio de um processo de colonização forçada, um crime contra os direitos humanos”.

Por Jornal Rostos
No âmbito da Semana de Protesto, Indignação e Luta que a CGTP-IN está a promover realizou-se, ontem ao fim da tarde, um desfile-concentração que decorreu entre os Paços do Concelho e o Parque Catarina Eufémia, iniciativa que contou com a presença de Arménio Carlos, líder nacional da CGTP/IN.
Não podemos desistir de combater
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, lançou um apelo “a todos os barreirenses e todos os portugueses que não deixem de intervir em defesa dos interesses do país”.
“Os nossos direitos estão em a ser postos em causa. Não podemos desistir de combater” – sublinhou o autarca.
Reformados do Barreiro sempre na linha da frente
Luis Leitão, Coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal, saudou os trabalhadores da EMEF, pela luta que têm desenvolvido em defesa dos seus postos de trabalho, referiu a luta dos trabalhadores das autarquias pela manutenção do horário de 35 hora, salientou a acção dos Reformados do Barreiro que – “estão sempre na linha da frente”.
Vigilia junto à Residência Presidencial
Arménio Carlos, líder nacional da CGTP/IN, recordou que “o povo do Barreiro nunca vergou nos tempos do fascismo” e nos dias de hoje – “nunca deixou de resistir”.
O dirigente sindical referiu que a Semana de Protesto, Indignação e Luta que a CGTP-IN está a promover, está realizar-se “num momento particularmente difícil”, quando o Tribunal Constitucional tem que decidir e que “não se vergue às pressões”, porque a “proposta do Governo é inconstitucional”.
Recordou que o orçamento de Estado foi remetido ao Presidente da República, por essa razão a Semana de Protesto vai culminar com uma concentração, no dia 19 de Dezembro, com uma vigilia junto à Residência Presidencial.
“É preciso dizer ao Presidente da República que mais que falar dos problemas è preciso resolver os problemas. Ele tem a possibilidade de vetar o Orçamento. Não deixe para os outros o que é obrigação dele” – referiu Arménio Carlos.
Há crianças que vão para escola com fome
“Estamos perante uma situação que se fala muito de solidariedade e não se faz nada de solidariedade” – sublinhou o dirigente sindical, recordando que há “desempregados sem proteccção social”, “há trabalhadores que não têm salários”, “há crianças que vão para escola com fome”, “esta é uma politica que expula os jovens obrigando-os a emigrar”.
“Isto não é politica de desenvolvimento é politica de retrocesso” – sublinhou.
Oficinas da EMEF têm futuro
Arménio Carlos salientou que existem propostas para mudar o rumo, deu o exemplo das Oficinas da EMEF que têm futuro e são estratégicas para o desenvolvimento do país e do concelho do Barreiro.
“O futuro não passa pelo que estão a fazer no Arsenal do Alfeite ou nos Estaleiros de Viana do Castelo” – referiu.
Mata-se as pessoas á fome
O dirigente da CGTP, salientou que com o “final do Memorando da Troika não vamos adquirir a liberdade e o afastamento do protectorado. O Memorando da Troika é o principio de um processo de colonização forçada, um crime contra os direitos humanos”.
Arménio Carlos salientou que nos grandes conflitos bélicos – “dá-se alimentação aos prisioneiros”, agora, “mata-se as pessoas á fome” e conduz as pessoas ao suicídio.
“Eles querem fazer o ajuste de contas com a Constituição da República, nós não vamos virar as costas ao ajuste de contas. Vamos lutar” – sublinhou.
“O memorando da troika vai acabar em 2014, mas as politicas vão continuar” – referiu, acrescenatdo que – “as pessoas são esmagadas pelo poder económico que está subjugado ao sector financeiro”.
“Vamos lutar por direitos que têm que transitar para as novas gerações” – afirmou.
Acções agendadas no Distrito de Setúbal
• Dia 17/12 – 15H30 – Santiago do Cacém. Concentração no Hospital do Litoral Alentejano em defesa do SNS de qualidade,
• Dia 19/12 – 10H30 – Almada. Desfile de trabalhadores (Autarquia, SMAS, e Ecalma) da Av, Nuno Álvares Pereira / Praça S. João Batista / Paços do Concelho.
• Dia 19/12 – 10H00 – Alcochete. Deslocação até aos Paços do Concelho.
• Dia 19/12 – 12H00. Trabalhadores dos ACES – Setúbal (Enfermeiros) deslocação à ARSLVT – Greve, pela aplicação da jornada contínua.
A Semana de Protesto, Indignação e Luta terá o seu ponto alto, no dia 19/12, pela 19H00, com uma Concentração / Vigília, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa.
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