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Perspectivas

Moita - Apresentação do livro «Constelações Vivas»«Criar uma ponte entre o blues e a Baixa da Banheira»

A Grãonauta Associação e o BB Blues Fest, ontem à tarde, no Forum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, Moita, apresentaram o livro “Constelações Vivas”.

“Ao longo da história da Baixa da Banheira há sempre música, há sempre grupos, há sempre uma cultura musical” – referiu João Figueiredo.

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Moita - Apresentação do livro «Constelações Vivas» «Criar uma ponte entre o blues e a Baixa da Banheira»

Por Jornal Rostos

A Grãonauta Associação e o BB Blues Fest, ontem à tarde, no Forum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, Moita, apresentaram o livro “Constelações Vivas”.
Como referiu Dúlio Canário, da Associação BB Blues Portugal, nos projectos que a associação pretende dinamizar para além da dimensão musical, perspectiva – “uma componente cultural”.
“Queremos criar uma ponte entre o blues e a Baixa da Banheira” – salientou Dúlio Canário.
A edição do livro“Constelações Vivas,” pela grãonauta, insere-se nessa estratégia.

Constelação colectiva que é esta comunidade

João Figueiredo, da Grãonauta Associação e fundador do BB Blues Fest, referiu o livro “Constelações Vivas”, é uma obra que – “conta a história desta constelação colectiva que é esta comunidade”, num registo que disse “começa nos anos 30 e vai até aos anos 70”.
O livro contém um conjunto de registos fotográficos da história da Baixa da Banheira, entrelaçadas com testemunhos na primeira pessoa da vida quotidiana durante as primeiras décadas de existência da Vila.

Há sempre uma cultura musical

O lançamento do livro associado à apresentação da Associação BB Blues Portugal, enquadra-se nas dinâmicas culturais da jovem associação, que foi criada, tendo com principal missão, a promoção do Blues, enquanto forma de expressão musical e cultural, que tem como actividade âncora a realização anual do BB Blues Fest, este ano na sua 3ª edição.
“Ao longo da história da Baixa da Banheira há sempre música, há sempre grupos, há sempre uma cultura musical” – refere João Figueiredo.

Eu não nasci aqui, nasci no Alentejo

A apresentação do livro foi motivação para diversas personalidades presentes, recordarem momentos diversos da vida da comunidade, dos tempos sem saneamento básico e sem rede de águas, dos banhos nas águas do Rio Tejo, das corridas na praia.
“Eu não nasci aqui, nasci no Alentejo, estou aqui há 60 anos, tenho 67” – referia um dos presentes.

Passo a fazer parte da história da Baixa da Banheira

José Vera, dirigente do Ginásio Atlético Clube, da Baixa da Banheira, - “era a minha segunda casa” – expressou a sua satisfação por ver editado o seu testemunho na obra editada – “passo a fazer parte da história da Baixa da Banheira ao estar presente neste livro”.
Lançou um apelo à recuperação do monumento a Zeca Afonso, propondo uma nova localização, de forma a evitar que seja vandalizado.

Nunca foi uma terra madrasta para ninguém

José Guerreiro, sublinha que – “a Baixa da Banheira, pela história que eu conheço, nunca foi uma terra madrasta para ninguém, este é o mais alto predicado da Baixa da Banheira”.
Recordou que tem na sua convivências – “adversários de ideias” , mas isso, - “nunca interferiu na amizade e no respeito”.
“O amigo é aquele que chega quando os outros se foram embora e às vezes até quem não esperamos” – sublinhou.

Não há banheirenses uns de 1ª e outros de 2ª

Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, recordou que esta terra – “foi o trabalho de muita gente”, aqui – “não há banheirenses, uns de 1ª e outros de 2ª”.
“Somos uma terra muito rica, onde há muita gente que vale. Este livro é um tributo aos que serviram esta terra – “aos que estão connosco e aos que já não estão connosco”.

Foi aí que nasceu a força de Abril

Daniel Figueiredo, vereador da Câmara Municipal da Moita, recordou a importância e a força do Movimento associativo na Baixa da Banheira.
“Foi aí que as pessoas se juntaram para resolver problemas, as pessoas juntavam-se nas colectividades, criando de forma colectiva, em contraste com o que existia na sociedade” – sublinhou.
“Foi aí nesse movimento que saiu essa força que deu origem ao 25 de Abril” – disse.

Fazer em conjunto fazemos bem

“A Câmara da Moita fica contente por nascer uma associação, porque, isso, nos dias de hoje, é um estímulo” – salientou o autarca.
Referiu que ao trabalhar com o Movimento Associativo a Câmara Municipal reconhece que está – “a fazer em conjunto e ao fazer em conjunto fazemos bem”.
“Este equipamento municipal existe para ser um servço público” – sublinhou.

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