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Moita - Baixa da Banheira uma terra que é produto do século XXConstruímos após o 25 de Abril uma terra diferente

. Homenageados cinco ilustres banheirenses

Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, sublinhou na sessão solene, evocativa do 47º aniversário da Baixa da Banheira, que em cada momento da história da vila – “está a vontade de fazer em conjunto”, foi uma terra que cresceu assim no - “fazer em conjunto”

“Uma terra onde não havia planeamento urbano, não havia jardins. Quem queria estar num jardim ia para o Barreiro”- disse Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita.

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Moita - Baixa da Banheira uma terra que é produto do século XX Construímos após o 25 de Abril uma terra diferente

Por Jornal Rostos

A freguesia da Baixa da Banheira foi criada em 1967 pelo Decreto-Lei n.º 47.513, de 26 de Janeiro.
O Executivo da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira promoveu a comemoração do 47º aniversário da freguesia, no dia 26 de Janeiro, numa cerimónia que decorreu no Salão da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira.

Homenagem a cinco ilustres banheirenses

Dando sequência a uma deliberação, aprovada por unanimidade, na VII Assembleia de Organismos Populares de Base, nesta mesma sessão foram homenageados cinco ilustres banheirenses: Raul Coelho, Luciano Carreira, Fernando da Veiga Nunes, João José da Silva e o António Presumido.

A vontade de fazer em conjunto

Nuno Cavaco, presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, sublinhou que em cada momento da história da Baixa da Banheira – “está a vontade de fazer em conjunto”, uma terra que cresceu assim no – “fazer em conjunto”
“Ao olharmos para trás vemos o muito que foi feito”- disse.
“Foi assim que nasceram as colectividades e a história da Baixa da Banheira funde-se com a história do seu Movimento Associativo” – sublinhou Nuno Cavaco.

Colectivo organizado que luta por uma terra melhor

Nuno Cavaco, a propósito dos cinco banheirenses homenageados, referiu que – “são o que são porque fomos todos nós que os fizemos assim”, acrescentando que os homenageados são “um exemplo de um colectivo organizado que luta por uma terra melhor”.
“Estas homenagens devem continuar” – disse, referindo que “muitos outros existem que devem ser homenageados”.

Lutar contra a extinção das freguesias e dos concelhos

O presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, sublinhou que nos tempos actuais é necessário – “falar do 25 de Abril, das freguesias e das nossas vidas”, porque – “passados 40 anos de Abril, somos confrontados com opressão”.
“Por mais que queiram destruir o país, ninguém mais cerra as portas que Abril abriu” – afirmou.
Nuno Cavaco salientou que é necessário – “defender o Poder Local” e “lutar contra a extinção das freguesias e dos concelhos que estão ameaçados”.

Uma terra que é produto do século XX

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, recordou que a Baixa da Banheira é uma terra que “assinala a diferença em relação a outras terras”, porque “é uma terra que é produto do século XX, produto do desenvolvimento industrial”.
“Baixa da Banheira é uma terra de operários, é uma terra que nasceu do nada, essa génese faz com que a Baixa da Banheira, seja uma terra de trabalhadores, de operários e de pensionistas” - disse.

Construímos após o 25 de Abril uma terra diferente

Recordou Rui Garcia que a “história do Movimento Associativo confunde-se com a história da Baixa da Banheira – “há uma ligação indissociável entre o seu passado e o que foi construído ao longo dos tempos”.
“Uma terra onde não havia planeamento urbano, não havia jardins. Quem queria estar num jardim ia para o Barreiro”- disse.
“Hoje, a Baixa da Banheira é outra coisa, construímos após o 25 de Abril uma terra diferente”- referiu.

Temos uma democracia empobrecida

Rui Garcia, recordou que o 25 de Abril – “foi feito contra os que nos oprimiam” e, hoje, “40 anos depois temos que perguntar se existe democracia, que é o governo do povo”.
“Hoje, temos uma democracia empobrecida” - disse, lançando o apelo para – “voltar a erguer um governo verdadeiramente democrático”.

Estamos a comemorar o ano zero das regiões

João Lobo, Presidente da Assembleia Municipal da Moita, sublinhou que vivemos num “processo de retrocesso”, marcado pela “extinção das freguesias” de dificuldades para as freguesias e municípios.
Recordou que a Constituição define três níveis de poder local – freguesias, municípios e regiões.
Quanto à regiões sublinhou que “após 40 anos” do 25 de Abril, - “estamos a comemorar o ano zero”.
“Há um recuo na democracia, nos direitos dos trabalhadores e grandes conquistas do 25 de Abril” – disse.
João Lobo, salientou que a Baixa da Banheira – “é uma terra que nunca desistiu”.
“Temos que continuar a resistir e a não desistir” – afirmou o autarca.

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