Augusto Cabrita marcou a cidade do Barreiro e toda a região«O meu avô nunca esqueceu o lugar onde nasceu»
Joaquim Raminhos, do CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, recordou que Augusto Cabrita, “é uma figura que marcou a cidade do Barreiro e toda a região” projectando-as a nível nacional e internacional.~
“O meu avô nunca esqueceu o lugar onde nasceu, amou o Tejo, amou as gaivotas” – salientou Augusto António Cabrita, neto do Mestre.

Por Jornal Rostos
O CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros promoveu, ontem à tarde, uma sessão de homenagem ao Mestre Augusto Cabrita, que incluiu a projeção fotográfica digital da obra “Alma do Rio”, de João Ramos.
O Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro foi preenchido por muitos cidadãos, especialmente oriundos de Alhos Vedros, para participarem na sessão evocativa do 91º aniversário de Augusto Cabrita.
Simbolismo na fotografia ao nível nacional
Carla Marina, da Comissão Coordenadora “Olhar Augusto Cabrita”, referiu que este é “um projecto em rede” que conta com todos os “voluntários” que se associam com a finalidade de homenagear Augusto Cabrita.
Na abertura, Rui Lopo, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que Augusto Cabrita é “um homem da região e do país”, com grande “simbolismo na fotografia ao nível nacional”.
O autarca salientou como positivo “o trabalho em rede” em torno do projecto “Olhar Augusto Cabrita”, cujas dinâmica é de relevante “interesse cultural”.
Associativismo não pode esquecer Augusto Cabrita
Joaquim Raminhos, do CACAV - Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, referiu o “envolvimento de diversas entidades” é um “processo enriquecedor” que tem por base um “trabalho colaborativo”, dando relevo à participação das escolas e defendendo o envolvimento do movimento associativo.
“O CACAV considera que o associativismo não pode esquecer Augusto Cabrita” – disse.
Recordou que Augusto Cabrita, “é uma figura que marcou a cidade do Barreiro e toda a região” projectando-as a nível nacional e internacional – “uma figura versátil na sua obra ao nível da fotografia, do cinema, da escrita e da música”.
Joaquim Raminhos, considerou fundamental a “passagem do testemunho a novas gerações” para que “continuem a sua obra” e “tenham conhecimento do legado de Augusto Cabrita”.
“Figuras como Augusto Cabrita nunca morrem, perspectivam-se no tempo. O Homem e Mestre que nos contagia o entusiasmo pela vida” –sublinhou Joaquim Raminhos.
Homem de subtil e rara sensibilidade
Carla Marina, recordou o Mestre, “amigo de muitos diferentes amigos”, “afectivo” que partilhou a sua vida com os outros com entusiasmo.
“Homem de subtil e rara sensibilidade”, que foi “autodidacta”, com experiência de vida, com “olhar critico e rigoroso” que “viveu a vida com paixão” e foi “um cidadão do mundo”.
“O Barreiro, o Tejo e o Coina são uma constante na sua obra” – referiu.
Recordou o sonho de Augusto Cabrita, a edição do livro da India – “um sonho adiado”.
Meu avô nunca esqueceu o lugar onde nasceu
Augusto António Cabrita, neto do Mestre, sublinhou a importância de ser destacada a obra de seu avô e sentir que não é esquecido pelos seus conterrâneos.
“O meu avô nunca esqueceu o lugar onde nasceu, amou o Tejo, amou as gaivotas” – salientou.
O neto de Augusto Cabrita, recordou que aquilo que distinguia o Mestre era “o seu virtuosismo e humildade” – “nunca se colocava acima dos outros”, ajudava os outros e – “tinha uma grande humildade”.
Homenagear Augusto Cabrita é revisitar os locais
João Ramos, autor da obra “Alma do Rio”, salientou que “a melhor forma de homenagear Augusto Cabrita é revisitar os locais” que ele nos “transmitiu pela sua obra”.
Referiu que na nossa região possuímos “um património ribeirinho incalculável”, uma área “muito pura”, “rejuvenescida” e “adaptada ao meio envolvente”.
Defendeu a importância da fotografia como factor que – “sirva atrair pessoas à região”.
João Ramos sublinhou que homenagear Augusto Cabrita é também homenagear a nossa vertente ribeirinha, tendo sido isso que “numa vertente pessoal e emocional” procurou transmitir através do seu projecto «Alma do Rio».
De referir, que no decorrer da sessão viveu-se um apontamento musical proporcionado pelo pianista Rafael Azevedo, e foi projectado o filme curta-metragem, de Augusto Cabrita, com texto de Alexandre O´neill - «O mar transporta a cidade».
Ver Fotografias
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