Barreiro - «Aos domingos de manhã» no Café Bar da SFALRomance «Entre o silêncio das pedras» de Luis Ferreira
«O importante é viver»
“A maior dificuldade da vida é quando nós pensamos que não conseguimos fazer as coisas” – sublinhou Luis Ferreira, no decorrer da conversa, no Café Bar da SFAL, onde apresentou o seu romance «Entre o silêncio das Pedras».
“Independentemente do que possa acontecer na nossa vida, o importante é a vontade de viver” - sublinhou.

Por Jornal Rostos
Luis Ferreira, nasceu no Barreiro, em 1970, actualmente vive em Alcochete. Editou vários livros de poesia, agora publicou o seu primeiro romance «Entre o silêncio das pedras».
Foi fundador do Agrupamento de Escuteiros 1011, no Lavradio, frequentou a Escola Primária nº 3, no Barreiro e a Escola Secundária de Casquilhos. Exerce actividade profissional na área dos Seguros.
Não estava satisfeito com o que estava a escrever
Numa das «conversas das manhãs de domingo, no Café Bar da SFAL, Luis Ferreira falou do seu romance.
Recordou que, no ano 2011, numa viagem ao norte, reflectiu sobre o seu trabalho, sobre o que estava a escrever ao nível de poemas – “achava como autor estava a ser repetitivo”.
“Senti quer não ia atingir o que eu pretendia atingir. Não estava satisfeito com o que estava a escrever. Decidi parar” – salientou Luis Ferreira.
Sublinhou que “nesta reflexão num tempo de férias” sentia que estava “à procura do momento certo”.
“Fui realizar o caminho de Santiago. Não andava à procura de nada. Fui fazer o caminho. Sempre que parava escrevia. Fiquei com um bloco cheio de notas e história” – refere.
“Foi então que decidi abandonar o mundo de conforto a poesia e entrar na prosa” – salienta
Foi um livro que me deu prazer escrever
Luis Ferreira, sublinha que desenvolveu um trabalho de investigação sobre as tradições, lendas e curiosidades do caminho de Santiago.
Sentiu que estava a nascer o seu primeiro romance, com enredos e histórias, cujo pano de fundo era o caminho de Santiago.
Foi assim que nasceu o seu primeiro romance – “são personagens fictícias, uma história fictícia”.
Refere que o romance “é sobre a história do Pedro, um importante escritor, no auge da sua carreira, que sofre um infortúnio familiar e afunda-se perdendo o interesse em viver.
Um livro antigo que lhe oferecem, de uma autor desconhecido Xavier Lopez, encontra uma referência ao Caminho de Santiago.
Pedro toma a decisão de efectuar a peregrinação do caminho, na rota vai conhecer personagens que o ajudam a descobrir quem é – “foi um livro que me deu prazer escrever”.
Romance vai ser editado no Brasil
Luis Ferreira, salientou que a primeira edição “está quase esgotada” e está a avançar uma segunda edição. O romance vai ser editado no Brasil e existe interesse em editá-lo em Castelhano – “no lançamento em Santiago de Compostela, foi expresso esse interesse”.
“Encaro este livro como um caminho, n o decurso do qual vão-se abrindo portas” – salienta.
Apaixonei-me pelos Caminhos de Santiago
Luis Ferreira, é membro da Associação Via Lusitana cuja acção visa a promoção dos Caminhos de Santiago em Portugal.
“Apaixonei-me pelos Caminhos de Santiago ao qual dedico parte do meu tempo, na remarcação desde Lisboa até Santiago de Compostela” - refere.
Salienta que a segunda maior rota de peregrinação para Santiago de Compostela é a Rota de Lisboa.
“Este ano já teve mais peregrinos que no ano santo” – refere.
Nota-se emoção na voz de Luis Ferreira, quando comenta as experiências e diversidades de acontecimentos que partilhou quando percorreu o Caminho de Santiago.
“O Caminho de Santiago ensina a viver em plena comunidade. O espirito do caminho é o contacto com as outras pessoas, a partilha dos espaços. Conhecer o vizinho do aldo enriquece-nos como pessoas. Vive-se um espirito de família” sublinha Luis Ferreira.
“É um caminho de fé, um caminho espiritual que é feito por pessoas de diversas religiões. O que acontece no Caminho é muito rico” – salienta.
“Quando se termina o caminho e se chega a Santiago, sentimos uma sensação espiritual que nos abraça, a sensação feliz de chegar e porque acaba uma experiência de sete dias” – refere.
O importante é viver
“Aprendi muita coisa ao fazer este caminho, aprendi a viver com o essencial, aproveitar os minutos que temos para viver, a observar os rostos das pessoas” – sublinha Luis Ferreira.
“Independentemente do que possa acontecer na nossa vida, o importante é a vontade de viver. Foi isso que aconteceu com o Pedro, é esta a mensagem que quero deixar com este livro – o importante é viver” – refere Luis Ferreira.
“A maior dificuldade da vida é quando nós pensamos que não conseguimos fazer as coisas” – sublinha.
Foi uma manhã de domingo, agradável, ali, no Café Bar da SFAL, num encontro com o autor, com a sua obra, na sua descoberta interior e de divulgação de uma propedêutica do Caminho de Santiago, de certa forma, aquilo que caracteriza o seu romance «Entre o silêncio das pedras».
“A fé move montanhas” – sublinhou Luis Ferreira a encerrar a apresentação do seu livro.
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