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Perspectivas

Joaquim Judas, Presidente da Câmara Municipal de AlmadaPenínsula de Setúbal tem deficit de infraestruturas ao nível dos serviços de saúde

. Combater a mercantilização dos serviços públicos

Joaquim Judas, Presidente da Câmara Municipal de Almada, sublinhou o facto de “pela primeira vez”, após 35 anos da criação do Serviço Nacional de Saúde as autarquias da Península de Setúbal, promoverem um encontro para realizarem uma “reflexão conjunta”, em colaboração com a Ordem dos Médicos, sobre as matérias relacionadas com a Saúde.
“Isto, é algo inédito” – salientou o autarca.

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Joaquim Judas, Presidente da Câmara Municipal de Almada Península de Setúbal tem deficit de infraestruturas ao nível dos serviços de saúde

Por Jornal Rostos

No encontro, promovido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal em parceria com o Conselho Distrital da Ordem dos Médicos, tendo com o lema “40 Anos do 25 de Abril, 35 Anos do Serviço Nacional de Saúde – A Região em Defesa do Serviço Nacional de Saúde”, que decorreu, hoje, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, o presidente da Câmara Municipal de Almada valorizou o papel das autarquias na defesa dos serviços públicos de saúde.

Não é só tecnicidade, tem conteúdo ideológico

Joaquim Judas, referiu que a reflexão sobre as matérias de saúde não pode ser desligada de uma reflexão sobre o “modelo de desenvolvimento económico e social”, nem do “modelo de desenvolvimento da segurança social”.
“Não é só tecnicidade, tem conteúdo ideológico” – salientou.

Os modelos de gestão de saúde

O presidente da Câmara Municipal de Almada considerou existirem três modelos em relação à implementação de politicas de saúde.
O primeiro modelo, defende que o papel do estado na área da saúde é apenas de “regulador do mercado”, considerando a “saúde uma actividade económica”, “um negócio” e reduzindo a intervenção ao “estado mínimo”.
O segundo modelo, o estado tem o papel de “regulador do mercado” ao nível dos diferentes produtos, sendo um “estado financiador” que funciona como “estado almofada”.
No terceiro modelo, o estado reconhece a saúde como “direito fundamental dos cidadãos”, a área da saúde tem uma “componente pública” e “funcionamento público”.

Modelos patogénicos são indutores de doença

Joaquim Judas, referiu que, em Portugal, nos últimos anos temos vindo a “deslizar” do terceiro para o primeiro modelo.
“É esse o programa dos partidos no poder, a opção pelo primeiro modelo, reduzindo o papel do estado – “ao estado mínimo”.
O presidente da Câmara Municipal de Almada sublinhou que “o primeiro e o segundo modelos são patogénicos”, são “indutores de doença”.
O autarca defendeu o terceiro modelo como sendo “o melhor sistema” para garantir “uma melhor saúde”, recordando que o Serviço Nacional de Saúde em Portugal já mereceu a distinção de um dos melhores serviços a nível internacional.

Deficit de infraestruturas ao nível dos serviços de saúde

Joaquim Judas, sublinhou que a região da Península de Setúbal “tem elevada potencialidade”, pela sua “localização geográfica”, pelo seu “património natural”, pelo seu “potencial humano”, pela existência de “centros de conhecimento”, uma “tradição industrial” e uma “tradição associativa”.
O presidente da Câmara Municipal de Almada, salientou que a Península de Setúbal tem – “deficit de infraestruturas ao nível dos serviços de saúde”

Combater a mercantilização dos serviços públicos

Recordou que a “saúde é realidade de desenvolvimento” sendo necessário que o poder politico tenha capacidade de intervir acima do poder económico de forma a defender o serviço público de saúde.
Referiu que as autarquias locais, ao promoverem este encontro, organizando pela primeira vez um debate com estas características, assumem-se na defesa de soluções na área da saúde, procurando superar “conflitualidades”, contribuindo para combater a “mercantilização dos serviços públicos”.

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