Expansão da área portuária da AML para o Barreiro«Dá mais força à necessidade da Terceira Travessia do Tejo»
afirmou o presidente da CMB
. É inevitável a construção da Ponte Barreiro-Seixal
Ontem à noite, no decorrer da sessão «Opções Participadas», com a população do Alto do Seixalinho, realizadas no Grupo Dramático e Recreativo “Os Leças”, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro defendeu que a expansão da capacidade portuária, com a vinda do Porto de águas profundas para o Barreiro – “tem que ser uma mais valia para a actividade económica e ajudar a qualificar o rio”.

Por Jornal Rostos
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que sendo necessário aumentar a capacidade portuária da região de Lisboa e do país, e estando decidido que a área de Santa Apolónia “vai fechar” com o “alargamento a Alcântara”, essa situação – “não resolve as necessidades da Área Metropolitana de Lisboa”, tendo estudado o Governo a possibilidade de criar um segundo Terminal na Margem Sul.
Porto construído em terrenos conquistados ao rio
“A informação não é oficial, mas será no Barreiro, na zona da Quimiparque, em terrenos conquistado ao rio, localizado entre o actual Terminal de Liquidos e o actual porto da Atlanport. Este estudo estava no Plano de Urbanização da Quimiparque, com uma dimensão menor, mas com a mesma localização, em terrenos conquistados ao rio” – disse Carlos Humberto.
O autarca sublinhou que na zona prevista para a construção do Porto a profundidade actual ronda os 10 metros, sendo necessário efectuar dragagens para que a profundidade atinja entre 14 a 17 metros – “Tem que ser dragado e è possível dragar”- disse.
Porto é bem vindo
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que o Porto terá que – “ter sustentabilidade económica”.
Referiu que o “Porto é bem vindo”, porque “não é o Porto por si só, são as empresas que atrai”, porque “cria emprego e desenvolvimento económico”.
Carlos Humberto, disse que defende a vinda do Porto para o Barreiro, colocando a necessidade de clarificar alguns aspectos, nomeadamente, se “tecnicamente é possível”, e nesse sentido estão sendo concretizados estudo pelo LNEC e APL, que consideram que “sim”.
Avaliar impacto ambiental
O autarca referiu a importância de serem efectuados estudos de impacto ambiental, dado que os resíduos depositados no Tejo vão ser removidos e devem ser tratados – “resolvendo ou atenuando”.
Resolver as acessiblidades
Sublinhou, a importância de serem tomadas medidas ao nível das acessibilidades ao novo Porto, apontando a necessidade de ser avaliada a dimensão da via rápida.
Salientou a importância de serem efectuados estudos de impacto económico, quer no concelho do Barreiro, quer na região.
“O Porto tem que se articular com o território da Quimiparque e inserir-se no território do Barreiro” –disse.
“Estamos à espera da decisão positiva” – referiu o edil, acrescentando que “dentro de semanas” será conhecida a decisão que aguarda estudos do LNEC e APL.
Ligações do Porto à Ponte Vasco da Gama
O autarca sublinhou que a construção do Porto tem que colocar em análise “os acessos ao Barreiro e para fora do Barreiro”, nomeadamente para Seixal, Montijo e Lisboa.
“É inevitável a construção da Ponte Barreiro-Seixal” – disse.
Referiu, igualmente, as ligações do Porto à Ponte Vasco da Gama.
“A construção do Porto dá mais força à necessidade da Terceira Travessia do Tejo” – sublinhou o autarca.
Ajudar a qualificar a área ribeirinha
Carlos Humberto, salientou que o Porto – “tem que ser uma mais valia para a actividade económica e ajudar a qualificar o rio”.
“Tem que ajudar a qualificar a área ribeirinha do concelho do Barreiro” – diss , perspectivando o desenvolvimento das actividades náuticas e piscatórias do concelho.
“O Porto não é uma coisa isolada” - salientou













