Nuno Canta, Presidente da Câmara Municipal de Montijo«Privatização da EGF a nível nacional é um problema gravoso»
Nuno Canta, Presidente da Câmara Municipal de Montijo, hoje de manhã, no decorrer da conferência de imprensa promovida pela, AMRS – Associação de Municipios da Região de Setúbal, onde foi tomada posição conjunta pelos municípios da Península de Setúbal sobre o processo de privatização da EGF” - Empresa Geral do Fomento, afirmou que – “há deslealdade e batota com a autonomia do Poder Local”, sublinhando que –“há deslealdade do Governo em relação ao sistema”.

Por Jornal Rostos
Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, referiu que preside ao único município da península de Setúbal com – “cor diferente dos outros municípios” e com esta “consciência” afirmou que a AMARSUL é – “uma empresa do ponto de vista económico, técnico e ambiental de grande qualidade”.
“É uma empresa sólida do ponto de vista económico” – salientou, acrescentando que a empresa é essencial na “sustentabilidade ambiental” e “é estratégica para a Península”.
Direito de preferência pelos municípios
Nuno Canta, referiu que o património e a história da AMARSUL é uma referência para a região.
Na sua opinião existe “deslealdade do Governo em relação ao sistema” e considerou que no processo de privatização da EGF – “está por trás uma batota”.
Recordou que o estatuto da AMARSUL “proíbe a cedência de acções, sem que primeiro os municípios tenham a preferência”.
“Não é possível alienar acções” – disse, reforçando que existe o “direito de preferência pelos municípios”.
Há deslealdade com a autonomia do Poder local
Nuno Canta, salientou que a “privatização da EGF a nível nacional é um problema gravoso”.
“O Governo tinha que obrigatoriamente respeitar os estatutos da empresa” – salientou o autarca.
“Há deslealdade com a autonomia do Poder local” – afirmou, acrescentando que esta é uma “situação intolerável”.
O presidente da Câmara Municipal do Montijo considerou que a forma como o processo de privatização está sendo conduzido – “não é um combate franco” para os municípios, por isso – “têm razão em combater esta privatização”.













