Cidade Sol e Quinta da Mina – BarreiroVereador social democrata afirma é «uma zona sem lei»
Bruno Vitorino, referiu assumindo o peso das palavras que a zona da Cidade Sol é “uma zona sem lei”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu esta é uma situação que “não se resolve com afirmações demagógicas, nem com medidas pontuais”.

Por Jornal Rostos
Sofia Martins, vice presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ontem na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada nas instalações da União Desportiva da Vila Chã, salientou que as “criticas são bem vindas” para ajudar a “construir” a Cidade Sol, onde o trabalho a realizar “deve ser de consenso, para além das conveniências politico-partidárias”.
Os problemas e os projectos em curso na Cidade Sol e Quinta da Mina, foram uma matéria que cruzou diversas intervenções na reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, quer da parte dos eleitos, quer no período de intervenção do público.
Empreitada na Cidade Sol concluída em Maio
Sofia Martins, CDU, salientou que a empreitada em curso na Cidade Sol poderá estar concluída no próximo mês de Maio, e afirmou que – “não é o trabalho realizado com esta empreitada que resolve os problemas da Cidade Sol”.
A autarca lançou o apelo ao envolvimento de todos na procura de soluções e respostas à diversidade de problemas existentes naquela urbanização.
A propósito do estado de degradação das antigas instalações da Juventude da Cidade Sol, matéria suscitada por interrogações de Luis Ferreira, PS, a autarca referiu que “procuramos várias soluções”, tendo sido apresentada uma candidatura no âmbito do QREN “que caíu”.
Recordou que foi sugerida a instalação do Posto da GNR, uma proposta que ainda não recebeu – resposta satisfatória”.
“Temos projecto para o edifício. Não há capacidade financeira” – sublinhou Sofia Martins.
Cidade Sol é “uma zona sem lei”
Bruno Vitorino, PSD, vereador responsável pelo Centro e Educação Ambiental, referiu assumindo o peso das palavras que a zona da Cidade Sol é “uma zona sem lei” e apelou para que fossem tomadas medidas no sentido de as regras fossem cumpridas por todos naquela urbanização.
Por outro lado, a propósito da sugestão de transferência do Posto da GNR para as antigas instalações do Juventude da Cidade Sol afirmou não concordar com a deslocalização da zona central para uma zona periférica.
O autarca alertou para situações de existência de pragas de baratas que afectam a vida dos moradores daquela urbanização.
Por outro lado pediu esclarecimentos sobre o valor das verbas do Estado e dos Fundos Comunitários que foram disponibilizadas para os projectos em curso na Cidade Sol.
Não se resolve com afirmações demagógicas
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, esclareceu que o ”estado deu zero” dos Fundos Comunitários foram 1.5 milhões de euros e a Câmara Municipal do Barreiro 1 milhão de euros.
O autarca expressou a sua discordância da afirmação “terra sem lei, esta é uma afirmação que não se deve fazer”.
Referiu que a intervenção em curso na Cidade Sol, tem três pilares – o social, a acção nos espaços exteriores e a acção no edificado.
Sublinhou que ao nível da intervenção no espaço exterior – “foi concretizado”, ao nível do edificado – “fez-se alguma coisa”.
Ao nível social o presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que esta é “uma questão de grande complexidade” que “não se resolve com afirmações demagógicas, nem com medidas pontuais”.
Referiu que tem sido concretizado “um trabalho em profundidade, sistemático e persistente”.
Tenho medo de sair de casa
Igualmente no período de intervenção do público, os munícipes que usaram a palavra, focaram-se sobre problemas na Urbanização da Cidade Sol e Quinta da Mina
Um munícipe sublinhou situações que afectam o dia-a-dia na Cidade Sol – “sofro muito com os ciganos”, disse, acrescentando - “reclamo na GNR, mas ninguém faz caso”, afirmando que “vivo enervado” e “tenho medo de sair de casa”.
Outro munícipe alertou para o facto de existir deficiências na iluminação pública proporcionando – “negócios ilícitos” aos quais a – “GNR não dá resposta, porque tem falta de meios”.
Expressou a sua concordância sobre a afirmação de ser – “uma zona sem lei, porque há quem não cumpra a lei e não seja penalizado”, acrescentado que na Cidade Sol– “não se faz nada”.
È mais fácil apontar o dedo para a Câmara
Sofia Martins, referiu que “è importante discutir a Cidade Sol”, e apelou aos munícipes para que participem nas reuniões que são promovidas com regularidade para debater os problemas e apresentar sugestões.
“As questões da Cidade Sol vão para além dos problemas que estamos a discutir” – salientou.
A autarca defendeu a criação de uma Comissão de Moradores, que contribua para valorizar o bairro porque – “este á um bairro que tem uma identidade”.
Referiu que a Câmara Municipal do Barreiro tem “um papel” na procura de soluções, mas “não tem o papel todo”.
“È mais fácil apontar o dedo para a Câmara” – disse.
“Há várias responsabilidades, a falta de efectivos da GNR na Cidade Sol e a existência de instalações apropriadas” – foi um dos exemplos apontados pela autarca.
Na Cidade Sol e Quinta da Mina – “há questões complexas, não vale a pena apontar responsáveis, assim não se resolvem os problemas, num país com dificuldades, as criticas não resolvem problemas”.
Investimento de mais de 2 milhões de euros
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que - “não é possível dizer que não se faz nada, não é justo, quando estamos a fazer um investimento de mais de 2 milhões de euros”.













