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Perspectivas

Exposição «Os ferroviários e o 25 de Abril»«Ferroviários não desapareçam nem do país, nem no Barreiro»

Rui Lopo, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, hoje, no Espaço L, na inauguração da exposição «Os ferroviários e o 25 de Abril» sublinhou o papel dos trabalhadores ferroviários nas “conquistas e nas lutas” quer antes, quer após o 25 de Abri, sublinhando que” ainda hoje” essas lutas continuam a ser essenciais.

“É importante que as funções dos ferroviários, não desapareçam quer no país, quer no Barreiro” – sublinhou o autarca.

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Exposição «Os ferroviários e o 25 de Abril» «Ferroviários não desapareçam nem do país, nem no Barreiro»

Por Jornal Rostos

Na abertura da exposição, José Encarnação, da SUB - Comissão Trabalhadores do Barreiro/Linha do Sado da CP- Comboios de Portugal E.P.E, recordou que o património ferroviário “não são só o edificado”, existe também “a memória” a vida dos ferroviários que “sempre lutaram por uma vida melhor”.

Lutaram sempre contra situações de injustiça

Referiu que a exposição tinha por finalidade dar a conhecer – “a luta dos ferroviários, antes do 25 de Abril, na I República, a luta pelo ACT, a nacionalização da CP, as conquistas do 25 de Abril, até aos dias de hoje”, porque eles, os ferroviários, disse, “lutaram sempre contra situações de injustiça”.
“Na situação actual os ferroviários estão a ser feridos nas suas conquista e nos seus direitos” – afirmou José Encarnação.

Poucos momentos ligados às conquistas dos direitos dos trabalhadores

José Encarnação referiu que foram realizadas no concelho do Barreiro – “muitas iniciativas sobre o 25 de Abril”, mas existiram poucos “momentos ligados às conquistas dos direitos dos trabalhadores, foi por isso que fizemos esta iniciativa”, tendo por finalidade – “recordar as conquistas e direitos dos trabalhadores que hoje estão em causa”.

Ferroviários continuam a contribuir e ser essenciais

Rui Lopo, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área do planeamento, sublinhou que a autarquia está sempre com todas as iniciativas do movimento cívico e recordou que no âmbito das comemorações do 25 de Abril, no concelho do Barreiro, a maior parte das iniciativas não foram da autarquia mas de diversas instituições – “as iniciativas da CMB foram a componente mais pequena”.
Rui Lopo, sublinhou o “papel dos trabalhadores ferroviários” no concelho do Barreiro, o contributo que sempre deram nas “conquistas e lutas” e que ainda, nos dias de hoje, continuam a contribuir e ser essenciais.
“É importante que as funções dos ferroviários não desapareçam do país, nem do Barreiro” – sublinhou o autarca.

Manter viva a tradição

Após a abertura da exposição, seguiu-se um convívio, juntando ferroviários, familiares e “amigos dos ferroviários, numa tradição que se mantém há alguns anos de realizar um almoço.
“Este ano é feijoada de choco. O nosso rio dá choco, é o que o rio dá mais à mão” – referiu.

Os Ferroviários e o 25 de Abril

Ao longo de mais de um século, gerações de ferroviários deram o melhor do seu trabalho e da sua inteligência na luta por um futuro melhor, mais digno, com a consciência de que a sua profissão era uma alavanca ao serviço das populações, da sua mobilidade, contra a interioridade e o isolamento.
Lutando pelos seu direitos e pelas melhores condições de trabalho para servirem a comunidade, os trabalhadores ferroviários foram agentes de desenvolvimento e de progresso fundador da história que hoje se evoca como experiência que é necessário projectar para o futuro dos caminhos de ferro ao serviço do povo e do país.
Gerações de ferroviários, de diferentes ideologias politico-sindicais, com e sem partido, sofreram ao longo de decénios a repressão e arbitrariedade por terem ousado erguer a voz na defesa dos seus interesses de classe e dos trabalhadores.
Os ferroviários estão ao lado do MFA, quando emergem os dias magníficos de Abril de 1974, em que o levantamento dos militares e a revolta do povo demoliu o poder despótico e corrupto. Depois dos acontecimentos clarificadores de 11 de Março de 1975, com a derrota da tentativa contra-revolucionária, o mês de Abril foi muito importante para os ferroviários. No dia 5, num grande plenário no Pavilhão dos Desportos, reivindicam a nacionalização da CP- Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses - concretizada em 16/04/1975, com a publicação do Decreto Lei n.º 205-B/75.

Em 16/04/1975, com a publicação do Decreto–lei nº 205-B/75 é nacionalizada a companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses - CP. Com o acelerar do processo revolucionário, o I Acordo Colectivo de Trabalho é negociado em 24/04/1975 e em 21/05/1976 é constituída a Federação dos Sindicatos Ferroviários com sede em Lisboa.

MOVIMENTO CÍVICO DE SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO DO BARREIRO
ASSOCIAÇÃO BARREIRO – PATRIMÓNIO MEMÓRIA E FUTÚRO
SUB - Comissão Trabalhadores do Barreiro/Linha do Sado da CP- Comboios de Portugal E.P.E

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