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Perspectivas

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do BarreiroLições do 25 de Abril: não desistir, não perder a esperança e não perder as convicções

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ontem à noite num jantar evocativo dos 40 anos do 25 de Abril, que juntou cerca de 500 pessoas, recordou que “foram muitos os que contribuíram para o 25 de Abril” e para aqueles que lutaram e “já não estão entre nós”, ergueu um ramo de cravos vermelhos.

“Portugal e os portugueses vivem a pior situação desde o 25 de Abril” – disse, Duran Clemente, capitão de Abril, acrescentando que - “impõe-se o derrube deste governo”.

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Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro Lições do 25 de Abril: não desistir, não perder a esperança e não perder as convicções

Por Jornal Rostos

No âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, ontem à noite, no Quartel dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, no Barreiro, realizou-se um jantar que contou com a participação de cerca de 500 pessoas.
De registar a presença no evento dos cidadãos galardoados com a distinção «Barreiro Reconhecido» na área da resistência e anti-fascismo.

Temos vindo a perder direitos

Carlos Moreira, presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, em representação das Juntas de Freguesia do Concelho do Barreiro, recordou as muitas lutas que abriram as portas ao 25 de Abril, lutas de estudantes e de trabalhadores, lutas em que muitos disse “perderam a vida” em prisões como o campo de concentração do Tarrafal.
Referiu as condições de vida dos portugueses antes do 25 de Abril – “um povo votado ao analfabetismo” e a “uma guerra sem sentido”.
O autarca salientou que nas últimas décadas – “temos vindo a perder direitos” e “os trabalhadores estão cada vez em piores condições de vida”, fruto de “politicas que tiram direitos”.
A luta de contrários é continua

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que “foram muitos os que contribuíram para o 25 de Abril” e para aqueles que lutaram e “já não estão entre nós”, ergueu um ramo de cravos vermelhos.
O autarca referiu que “o mundo é composto de mudança” e que “a luta de contrários é continua”, mas, disse, – “a capacidade de inverter os acontecimentos está presente”, bastando para tal recordar que “são muitas as histórias de resistência” e nelas “muitas são as lições possíveis”.

Semear confiança e esperança

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu os «três dês» do programa do MFA – democracia, descolonização e desenvolvimento, que marcaram os 40 anos desde o 25 de Abril.
Nesse sentido, sublinhou que uma das principais lições do 25 de Abril –“é não desistir”, “não perder a esperança” e “não perder as convicções”.
O autarca afirmou a importância de “aglutinação de força” que contribuam para “semear confiança e esperança”, com “objcetivos claros” e “maleabilidade na acção concreta” que contribua para “ajudar a tomar consciência” e “juntar vontades”.
“Fazer propostas que sejam formas de resistência, transformar as ideias numa força material” – referiu.

Poder Local mudou a qualidade de vida

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro dirigiu uma saudação especial aos 424 barreirenses que foram presos pela PIDE, que ajudaram a construir o 25 de Abril, também aos que integraram a Comissão Administrativa que foi “primeiro passo do Poder Local democrático”.
Recordou que o Poder Local –“mudou a qualidade de vida das populações, no país e no Barreiro.
Endereçou uma saudação aos seus antecessores na presidência da Câmara Municipal do Barreiro – Helder Madeira, Pedro Canário e Emidio Xavier.

Barreiro tem estratégia, tem propostas

Carlos Humberto, afirmou que o “Barreiro é uma terra de trabalho, de associativismo, de solidariedade e de combate”.
Uma terra de “gente que gosta do que somos e do que fomos”.
“O Barreiro tem estratégia, tem propostas” para construir –“o rumo do desenvolvimento”.
“Há um sem limite de trabalho por fazer” – sublinhou o autarca.

Impõe-se o derrube deste governo

A encerrar a sessão, usou a palavra Duran Clemente, capitão de Abril, que sublinhou – “abril está vivo” e tem por base uma “matriz de democracia da mais avançada que alguma vez existiu no país”.
Recordou que a Constituição de 1976 é – “uma das mais evoluídas da Europa”.
Criticou a ofensiva neo liberal que se traduz numa “politica anti-abril e da troikas”.
“Portugal e os portugueses vivem a pior situação desde o 25 de Abril” – disse.
“Impõe-se o derrube deste governo” – referiu.

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