«Não sei se estamos numa Junta Médica ou na Assembleia Municipal do Barreiro»- afirmação de Hugo Cruz do PSD que define debate na AMB
“Há um médico que diz que não tem condições. Que faço? Admito? Quais são as consequências?” – interrogou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Rui Lopo, vereador, salientou – “Amílcar Romano não sabe o que diz”.
As duas propostas em análise foram aprovadas por unanimidade.

Por Jornal Rostos
Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal, ontem à noite, foram aprovados por unanimidade as propostas da Câmara Municipal do Barreiro de abertura de procedimento concursal, na categoria de Assistente Operacional Electromecânico e de Contratação de Agente Único.
Não afecta, nem prejudica
As propostas foram apresentadas pelo Vereador Rui Lopo, do Conselho de Administração dos Transportes Colectivos do Barreiro.
Leal da Silva, PS, interrogou se a aprovação destas propostas colocava em causa o recurso de um trabalhador que se considera excluído indevidamente.
Rui Lopo esclareceu que – “não afecta, nem prejudica”.
Amílcar Romano, PS, criticou o facto de ter sido retirado do concurso um candidato. e interrogou as razões que levaram a obrigar os candidatos a deslocar-se a Lisboa para efectuarem os teste clínicos.
O deputado socialista afirmou – “estamos a pugnar pelos interesses dos trabalhadores”.
Direito do trabalhador é inalienável
Rui Ferrugem, CDU, salientou que, de acordo com a legislação, o que a Assembleia Municipal tem que fazer é se as propostas cumprem o preceituado e se Têm garantido provimento orçamental.
A Assembleia não tem que se pronunciar sobre nomes de A,B ou C – “discutir a situação de trabalhadores aqui não está em discussão”, acrescentando que – “o direito do trabalhador é inalienável”.
Leal da Silva, referiu que “não vou discutir a lei” mas para assumir o “meu direito de voto”, sublinhou o seu interesse em conhecer – “todos os aspectos envolvidos”.
Rui Ferrugem, voltou a sublinhar que a escolha dos candidatos é dos serviços e não da Assembleia Municipal.
Um candidato não passou
Hugo Cruz, PSD, referiu que na proposta estão escritos os nomes dos candidatos, e acrescentou que – “não devem existir tabus” na discussão.
Leal da Silva, referiu que não estava em causa o processo, nem colocava em causa o mérito do júri, a sua preocupação era ter a garantia que aprovar esta proposta – “nada tem a ver com o trabalhador dispensado”.
Rui Lopo, recordou que a Assembleia deve pronunciar-se sobre se a proposta tem – “cabimento orçamental”, se obedece aos critérios da lei sobre o nº de trabalhadores, dando a validação para que o processo possa continuar – “é esta a avaliação da Assembleia Municipal”.
Sobre os testes psico-motores, nos quais – “um candidato não passou”, sublinhou que o trabalhador – “tem o direito de defender-se”, manifestou a sua surpresa por um ex-verador assumir as posições que estava a colocar em discussão – “Faz-me confusão, não me surpreende a forma”.
“Especular à volta do processo é uma linha que não devemos ultrapassar” – salientou.
Na minha perspectiva foi cometido um erro
Amílcar Romano, considerou mais grave que as suas posições – “é quando não se assuma o erro”.
Afirmou que o Delegado de Saúde do Barreiro, tem uma posição diferente, sobre o trabalhador, daquela dos resultados dos testes psico-motores.
“Na minha perspectiva foi cometido um erro” – disse.
Amílcar Romano não sabe o que diz
Rui Lopo, em resposta salientou – “Amílcar Romano não sabe o que diz”.
Recordou que “a entidade que faz os testes entendeu” que o trabalhador não tinha condições, portanto não havia outra decisão.
Referiu que esta avaliação não é da competência do Delegado de Saúde do Barreiro.
“Amílcar Romano está a fazer demagogia” – disse.
Qual é o erro? Diga.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que “não está em causa os direitos do trabalhador”.
Referiu que vão ser admitidos dois trabalhadores.
“Qual é o erro? Diga.” – disse o autarca dirigindo-se a Amílcar Romano, acrescentando – “não sabe do que está a falar, não conhece a legislação”.
Sobre os testes psico-motores referiu que esta é uma competência que tem que ser assumida pela Câmara Municipal do Barreiro – “não é do Delegado de Saúde”.
“O trabalhador está no seu direito recorrer. Ele trabalhou nesta casa e fez um bom serviço” – sublinhou.
“Agora há um médico que diz que não tem condições. Que faço? Admito? Quais são as consequências?” – interrogou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“A posição de Amílcar Romano é de irresponsabilidade politica” – afirmou o autarca.
Por outro lado acusou – “o PS é responsável pelas consequências deste processo”, defendendo que o mesmo podia ter sido – “tratado de outra forma”.
Como prejudicou o PS este processo?
André Pinotes, PS, disse que o presidente da Câmara uma pessoa “politicamente experiente, deixou-se levar pelo que disse”.
Referiu que, aprendi consigo que – “em politica toleramos as opiniões dos outros”, repudiando que sejam feitos – “juízos de intenção”.
Neste sentido interrogou – Como prejudicou o PS este processo? De que maneira criativa era resolvido?
“O PS prejudicou o trabalhador é surreal” – disse o deputado socialista.
Amílcar Romano, referiu que não respondia a Carlos Humberto – “não vale a pena perder tempo”.
Sublinhou que a posição do Delegado de Saúde do Barreiro – “é contrária à posição do médico”.
Está ausente não se pode defender
Sabino Lopes, BE, salientou que o Delegado de Saúde estava “ausente” nesta reunião e que ele estava a substituí-lo.
“Está ausente não se pode defender” – disse
Recordou que o trabalhador fez testes psicomotores, que podem dar apto ou não apto – “deu não apto” e o trabalhador recorreu.
Estamos numa Junta Médica
Hugo Cruz, PSD, começou a sua intervenção afirmando – “não sei se estamos numa Junta Médica ou na Assembleia Municipal do Barreiro”.
“Não venho contestar o despacho médico” - disse, acrescentando que “o Espirito Santo não está cá, que é médico”, e seria mais uma avaliação.
Desconhecia que a Delegação de Saúde tinha eleito
Paulo Deus, CDU, afirmou que desconhecia que a Delegação de Saúde tinha eleito para a Assembleia Municipal do Barreiro – “pensava que era o Bloco de Esquerda que tinha eleito”.
“É indecoroso estar na Assembleia a falar do que o Delegado Saúde pensa” – afirmou.
O deputado do PCP considerou que – “esta discussão é uma falácia”.
O médico considerou a pessoa inapta, disse, - “a pessoa em causa nem faz parte da lista”.
Recordou que o que estava em discussão era a aprovação da proposta de Câmara imposta por uma “relvice”.
Aprovadas as propostas por unanimidade
Não existindo mais intervenções, o tema foi encerrado e colocadas à votação as duas propostas da Câmara Municipal do Barreiro foram aprovadas por unanimidade.













