Uma «viagem» pela história dos territórios dos concelhos do Barreiro e MoitaExposição «Alhos Vedros no Século XVI»
Uma abordagem do antigo concelho de Alhos Vedros cujo território abrangia os actuais concelhos da Moita e Barreiro (com excepção de Coina), dele faziam parte – os lugares do Barreiro, Lavradio, Verderena, Telha, Palhais, Quinta do Martim Afonso e Sarilhos Pequenos.

Por Jornal Rostos
Maria Clara Santos, Técnica da Câmara Municipal da Moita, proporcionou uma visita guiada, abordando painel a painel diferentes pormenores e despertando a curiosidade para diverso aspectos da realidade social e económica do concelho de Alhos Vedros, que teve uma papel preponderante na época da epopeia dos descobrimentos.
Limites com concelho de Coina
A exposição “Alhos Vedros no Século XVI” faz uma abordagem do antigo concelho de Alhos Vedros cujo território abrangia os actuais concelhos da Moita e Barreiro (com excepção de Coina), dele faziam parte – os lugares do Barreiro, Lavradio, Verderena, Telha, Palhais, Quinta do Martim Afonso e Sarilhos Pequenos.
O concelho de Alhos Vedros tinha os seus limites a sudoeste com o concelho de Coina, a sul com Palmela; a norte e noroeste com Aldeia Galega e rioTejo.
Telha estaleiros de apoio à Ribeira das Naus
Maria Clara Santos, recordou a importância da Telha, local onde estavam instalados os estaleiros de construção naval que funcionavam como uma retaguarda de apoio à Ribeira das Naus, quer na construção, quer na reparação das naus.
Referiu, igualmente, os fornos de cerâmica da Mata da Machada, olarias que funcionaram entre 1450 e 1530, sendo essenciais no apoio logístico aos descobrimentos.
A exposição proporciona uma «viagem» em várias vertentes, nomeadamente, as atividades económicas da época, como a agricultura, pecuária, salicultura, construção naval, transportes fluviais, Fornos de Biscoito de Vale de Zebro e Fornos de Cerâmica da Mata da Machada, moagem, enriquecida com diferentes ilustrações e um texto muito pormenorizado.
A mostra é promovida pela Câmara Municipal, em parceria com a restante Comissão Executiva das Comemorações: Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, Centro Paroquial de Alhos Vedros, Alius Vetus – Associação Cultural História e Património, CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros e Agrupamento de Escolas José Afonso.
A exposição vai estar patente até dezembro, altura em que terminam as Comemorações dos 500 Anos do Foral Manuelino, e pode ser visitada todos os sábados, das 14:00h às 18:00h.
A entrada é livre. Não perca a oportunidade de conhecer a história do concelho de Alhos Vedros – hoje um território dos concelhos da Moita e Barreiro.













