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Perspectivas

Exposição YARA-IARA na hora do adeus ao BarreiroUm emocionante encontro com as histórias da aldeia indígena Kararaô

Hoje à tarde, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no encerramento da exposição YARA-IARA, da ilustradora Margarida Botelho, foi tempo de público infantil e adulto participar e sentir a animação da história YARA-IARA.

A escritora Margarida Botelho proporcionou uma viagem pela Amazónia, com música, histórias e a ‘dança da arara’.

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Exposição YARA-IARA na hora do adeus ao Barreiro Um emocionante encontro com as histórias da aldeia indígena Kararaô

Por Jornal Rostos

Nesta performance a autora, em conjunto com um músico, recriou, as cenas «vividas» nas páginas do livro Yara-Iara, partilhando memórias e emoções, com grande entusiasmo.
Motivando os mais novos e os mais idosos, para sentirem as personagens do seu livro, vivendo as peripécias de uma experiência pessoal que, nota-se na sua expressividade, viveu de forma intensa e apaixonada na comunidade da aldeia indígena Kararaô, na Amazónia.

Por dentro da vida real da aldeia indígena Kararaô

Margarida Botelho, após uma vista pela exposição, e identificação com o espaço convidou os presentes a escutar a história do seu livro YARA-IARA .
Com fluidez, a escritora contadora de histórias, faz os presentes percorrer as páginas do seu livro, ora na Amazónia, ora numa cidade cosmopolita, procurando, sempre interagir, utilizando as ilustrações do livro como suporte visual para partilha das situações.
Utilizando objectos recreados da vida real da aldeia indígena Kararaô, Margarida Botelho vai cativando e prendendo – crianças, jovens e adultos – com a sua narrativa e, sente-se, uma paixão.
Os sons da cidade cosmopolita em contraponto com os sons da floresta da Amazónia marcam, também, a cadência da história.

Sentir o «pulsar da terra»

Chegando ao final do livro, na «festa da lua», ou numa «festa de aniversário», assinalando um tempo que, surge não como um final, mas sim de recomeço, Margarida Botelho convida os presentes a sentirem o «pulsar da terra» e, todos, participam na dança com a ‘índia Yara”, numa partilha de ritmos e emoções.

Um alerta para os problemas do mundo de hoje

A Exposição YARA-IARA, com base na história verdadeira, contada no livro, esteve presente no Barreiro mais de dois meses, foi visitada por alunos das escolas do concelho que, ali, partilharam as aventura da aldeia indígena Kararaô.
Este projeto da escritora Margarida Botelho e o do fotógrafo Mário, tem uma dimensão lúdica, mas também procura ser um alerta para os problemas do mundo de hoje que, na sua ânsia de desenvolvimento vai destruindo culturas e povos, afastando o ser humano das suas raízes e da natureza.

Timor o próximo projecto no CCB

Margarida Botelho, na despedida, convidou os presentes a visitarem, ainda durante o mês de Maio, o novo projecto que vai ser apresentado e estará patente ao público no CCB – Centro Cultural de Belém, onde a escritora irá abordar as vivências de uma comunidade de pescadores de Timor.

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