Segunda edição do «Ignite Portugal» no BarreiroDa «cidade incubadora» à descoberta da natureza e mergulhos em Sesimbra…
Foram vários os oradores que subiram à "palete" para, em cinco minutos, divulgarem suas ideias, experiências de vida, projectos e sonhos.

Por Jornal Rostos
O Ignite Barreiro 2014 foi co-organizado pela Escola Superior de Tecnologia do Barreiro/ I.P.S. e pela Rede para a Empregabilidade Barreiro-Moita, com o apoio de um amplo número de voluntários.
O Ignite, como foi referenciado na abertura da sessão é um «movimento» que nasceu nos Estados Unidos e foi introduzido na Europa, sendo Portugal, desde o ano 2009, o 5º país europeu a promover estes eventos.
Estes encontros visam lançar o desafio para que os participantes saiam da sua «zona de conforto» e partilhem saberes e troquem experiências.
Dar vida a uma herança de família
Nesta segundo sessão do Ignite, realizada no Barreiro, foram diversas as intervenções.
Maria João Simões, deu o pontapé de saída, divulgando o seu projecto «a nossa tarte», uma receita de família, que se transformou num produto que está a comercializar, tendo, no final, deliciado os presentes com o delicioso sabor de «a nossa tarte».
Troca de ideias pela cooperação
David Rufino, falou da era da «mudança», este tempo que vivemos a «era da informação», lançando o desafio para que em vez de a troca de ideias ser marcada pela competição que se opte pela troca de ideias com base na cooperação.
Descobrir a natureza
Renato Ferreira, biólogo, trouxe o desafio para a descoberta da natureza que está “à porta”, divulgando a fauna e a flora de vários recantos da Arrábida a Pulo do Lobo.
Ir ao encontro do muito que existe na “nossa natureza mediterrânica, contribuindo para o estudo e preservação do nosso espaço natural.
Aprender sempre
Ivan Garcia, deu a conhecer o seu «diário de licenciado», uma experiência de vida na Escola Superior de Tecnologia do
Barreiro, um processo de altos e baixos - "uma montanha russa" - no decorrer da qual aprendeu que é preciso - "aprender ao máximo quando se está lá em cima", mas também "aprender sempre que se está lá em baixo".
Descobrir as grutas da Arrábida e Sesimbra
Ricardo Constantino, falou do ciclo da água e do mundo subterrâneo onde ela existe, onde há muito por explorar. Divulgou o mundo das grutas, dando o exemplo do México, onde existem grutas com extensões de 250 km, com grande riqueza subaquática. Lançou o desafio para a descoberta das grutas da Arrábida e Sesimbra, onde é possível ir ao encontro de um mundo que existe “para além do mergulho”.
«Projecto Rio»
Nuno Charneca, falou dos rios portugueses, dos grupos que existem e se dedicam ao estudo dos seus eco-sistemas – grupos de escuteiros e escolas. Referiu o«Projecto Rio», onde quem quiser, pode «adoptar um troço de rio» para estudar e dar um contributo para que se aprofunde o conhecimento da rede hidrográfica de Portugal.
Projecto Cais 25
Cabós Gonçalves, trouxe o seu sonho de transformar o Barreiro numa «cidade incubadora», reconvertendo espaços, reaproveitando bens e equipamentos e criar sinergias.
Falou do projecto «Cais 25» - na antiga estação Fluvial do Barreiro - que já divulgou à Câmara Municipal e empresários, sublinhando que tem que ir para a frente, apenas precisa de “ignição”.
CUF foi quem mais reabilitou
Maria Eugénia Santos, trouxe o seu sonho de reabilitação de antigos espaços industriais nos seis concelhos da margem sul do tejo, sublinhando que as autarquias têm que ter um papel na reabilitação do património. Divulgou vários exemplos de boas práticas no Seixal, Barreiro e Almada. Sublinhou que no antigo território da CUF “foi quem mais reabilitou”.
Mergulho uma loja de oportunidades
Ricardo Germano, falou da sua paixão – o mar – e de Sesimbra, onde exerce a sua actividade de instrutor de mergulho, sublinhando que “não é perigoso mergulhar”, e que deve ser feito “em segurança”. Referiu as belezas que podem ser vistas “ao vivo” na zona da Arrábida, Sesimbra, Troia, acrescentado que esta actividade deve ser dinamizada de forma integrada com empresas de turismo – “é uma loja de oportunidades”.
Ideias, sugestões, temas para reflexão, abrir as portas ao sonho. Assim foi a primeira parte do segundo Ignite Portugal no Barreiro.
Para ganhar energias para segunda parte, passou-se ao bom pão com chouriço, febras, couratos e cerveja.
Os alunos da Escola Secundária de Santo António, divulgaram o artesanato e deram um impecável apoio logístico.
Depois voltamos com a segunda parte…
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