Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Barreiro - Conferência sobre Europa da Aliança PortugalÉ preciso combater o deficit democrático da europa

. Há equipamentos que são «elefantes brancos» no distrito de Setúbal

Maria das Mercês Borges, PSD, sublinhou que na Europa “há deficit democrático quando mais de metade da população não se pronuncia, se afasta e não expressa o seu voto. Temos que combater este deficit”.

Ana Clara Birrento, CDS/PP, candidata da Aliança Portugal, defendeu que no concelho do Barreiro, devia existir uma aposta, em utilizar fundos europeus, para criar infraestruturas que dessem respostas às necessidades do concelho perante o envelhecimento da população.

5 min de leitura
Barreiro - Conferência sobre Europa da Aliança Portugal É preciso combater o deficit democrático da europa

Por Jornal Rostos

As candidatas da Aliança Portugal ao Parlamento Europeu, Ana Clara Birrento (CDS-PP) e Maria das Mercês Borges (PSD), ontem à noite, na Biblioteca Municipal do Barreiro, foram as prelectoras na Conferência "Europa Social - que futuro?", onde debateram os desafios futuros da Europa e o papel de Portugal no espaço europeu.

A paz deve ser valorizada

Maria das Mercês Borges, começou por salientar que “um desafio que enfrentamos hoje” é a “escolha de deputados” que tenham “ideias próprias” sobre a Europa e o papel de Portugal na Europa.
Referiu que o grupo europeu onde se insere a Aliança Portugal defende a “aproximação da Europa aos cidadãos”.
Neste contexto, alertou que – “a Europa não pode divergir por caminhos que não sejam aqueles plenamente democráticos”, tem que ser uma “europa de e para os cidadãos”.
A candidata do PSD, referiu os “desvios ideológicos, para um lado ou para o outro que podem por em causa o projecto europeu”.
Maria Mercês Borges, sublinhou que a europa é – “um espaço de paz, que se pretende solidário, que queremos com desenvolvimento”. “A paz deve ser valorizada” – afirmou.

Combater o deficit democrático da europa

Referiu que a actual europa – “não é solidária”, no entanto, salientou que a Europa é onde existe “o melhor bem estar no mundo”, é “um espaço democrático” e de “encontro de culturas”, no enatnto, referiu a necessidade de se “combater o deficit democrático da europa” .
“Há deficit democrático quando mais de metade da população não se pronuncia, se afasta e não expressa o seu voto. Temos que combater este deficit” – sublinhou, acrescentando que tal é essencial para evitar que “grupos radicais cresçam”.

A Europa tem várias velocidades

“A Europa tem várias velocidades” – sublinhou Maria Mercês Borges, defendendo a necessidade de ser construída uma europa “com forte dimensão social” .
A candidata social democrata referiu que a Aliança Portugal, colocou com “principal prioridade” apostar no “crescimento e no emprego”.
“Não há emprego se não houver economia que cresça e gere desenvolvimento” – salientou.
Salientou a necessidade de “promover a coesão económica e social entre todos os estados membros”.

Recordou que Portugal “cumpriu o programa do memorando” com “dor, sofrimento e venceu esta etapa”, agora, tem que apostar no crescimento, mas não pode ser um “crescimento só com obras feitas ó com fundos comunitários” criando “elefantes brancos”.
“No distrito de Setúbal encontramos equipamentos, construídos com fundos europeus que não estão a prestar o serviço social que deviam”- sublinhou Maria Mercês Borges.
“Só com crescimento sustentável é possível reduzir as assimetrias” – disse.
“Não podemos voltar atrás. Não podemos chegar ao 4º resgate”, salientou, alertando para o facto do Partido Socialista apresentar propostas que só visam “crescimento da despesa” e ignorando que “assinou o Tratado Orçamental”.

Maior flagelo é o desemprego

A candidata social democrata referiu que “o desemprego “É o nosso maior flagelo, em Portugal e na Europa”.
Recordou que a Europa “exportou as suas competências industriais”, e agora “tem que apostar na industrialização”.
“Portugal já defende esta estratégia” – disse.
Salientou a importância da estratégia europeia 2020, ao nível da criação de “emprego verde” e da “economia do mar”.

As caras do pântano e da bancarrota

Ana Clara Birrento, recordou que o governo PSD/CDS – “agarrou o país em situação de emergência” que “o PS nos deixou”.
E, sublinhou que nas caras de hoje do PS – “vemos lá as caras do pântano e da bancarrota”.
Na sua opinião “ninguém depois de todos os sacrifícios” pode esquecer essas caras e afirmou que – “o PS não tem tido respeito, nem sabido valorizar os sacrifícios de todas a sociedade”.
Recordou que sempre que o FMI “entrou em Portugal” foi através de “governos socialistas”.
“Em Portugal já houve racionamento de alimentos” – disse, acrescentando que – “na génese de todos estes sacrifícios está a ideologia e os socialistas”.
“É preciso trazer à memória dos socialistas aquilo que fizeram ao país” – disse.

Os sacrifícios valeram a pena

Ana Clara Birrento, salientou que “estamos um pouco melhor” e isso “deve-se à solidariedade da europa”,
“Os sacrifícios valeram a pena” – disse.
Salientou que o PIB em Portugal, desde o ano de 1986, que marcou a entrada de Portugal na Europa tem vindo a crescer.
Recordou a Estratégia de Lisboa que apostava num modelo social e a “incapacidade da europa de levar aquela estratégia a bom porto”.
“Está na altura de pensar numa Europa Social que combata a exclusão social” – disse, acrescentando que – “a europa não pode ter duas velocidades”.

Equipamentos sociais no Barreiro

A candidata do CDS/PP, recordou que vão entrar em Portugal 11 milhões de euros por dia, sendo necessário acompanhar a aplicação dos fundos europeus de “forma inteligente”, apostando em projectos com sustentabilidade e não em “elefantes brancos”.
Defendeu que no concelho do Barreiro, devia existir uma aposta em criar infraestruturas que dessem respostas às necessidades do concelho perante o envelhecimento da população, construindo novos equipamentos socias de apoio à 3ª Idade.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção