Barreiro - Conferência sobre Europa da Aliança PortugalÉ preciso combater o deficit democrático da europa
Maria das Mercês Borges, PSD, sublinhou que na Europa “há deficit democrático quando mais de metade da população não se pronuncia, se afasta e não expressa o seu voto. Temos que combater este deficit”.
Ana Clara Birrento, CDS/PP, candidata da Aliança Portugal, defendeu que no concelho do Barreiro, devia existir uma aposta, em utilizar fundos europeus, para criar infraestruturas que dessem respostas às necessidades do concelho perante o envelhecimento da população.

Por Jornal Rostos
As candidatas da Aliança Portugal ao Parlamento Europeu, Ana Clara Birrento (CDS-PP) e Maria das Mercês Borges (PSD), ontem à noite, na Biblioteca Municipal do Barreiro, foram as prelectoras na Conferência "Europa Social - que futuro?", onde debateram os desafios futuros da Europa e o papel de Portugal no espaço europeu.
A paz deve ser valorizada
Maria das Mercês Borges, começou por salientar que “um desafio que enfrentamos hoje” é a “escolha de deputados” que tenham “ideias próprias” sobre a Europa e o papel de Portugal na Europa.
Referiu que o grupo europeu onde se insere a Aliança Portugal defende a “aproximação da Europa aos cidadãos”.
Neste contexto, alertou que – “a Europa não pode divergir por caminhos que não sejam aqueles plenamente democráticos”, tem que ser uma “europa de e para os cidadãos”.
A candidata do PSD, referiu os “desvios ideológicos, para um lado ou para o outro que podem por em causa o projecto europeu”.
Maria Mercês Borges, sublinhou que a europa é – “um espaço de paz, que se pretende solidário, que queremos com desenvolvimento”. “A paz deve ser valorizada” – afirmou.
Combater o deficit democrático da europa
Referiu que a actual europa – “não é solidária”, no entanto, salientou que a Europa é onde existe “o melhor bem estar no mundo”, é “um espaço democrático” e de “encontro de culturas”, no enatnto, referiu a necessidade de se “combater o deficit democrático da europa” .
“Há deficit democrático quando mais de metade da população não se pronuncia, se afasta e não expressa o seu voto. Temos que combater este deficit” – sublinhou, acrescentando que tal é essencial para evitar que “grupos radicais cresçam”.
A Europa tem várias velocidades
“A Europa tem várias velocidades” – sublinhou Maria Mercês Borges, defendendo a necessidade de ser construída uma europa “com forte dimensão social” .
A candidata social democrata referiu que a Aliança Portugal, colocou com “principal prioridade” apostar no “crescimento e no emprego”.
“Não há emprego se não houver economia que cresça e gere desenvolvimento” – salientou.
Salientou a necessidade de “promover a coesão económica e social entre todos os estados membros”.
Recordou que Portugal “cumpriu o programa do memorando” com “dor, sofrimento e venceu esta etapa”, agora, tem que apostar no crescimento, mas não pode ser um “crescimento só com obras feitas ó com fundos comunitários” criando “elefantes brancos”.
“No distrito de Setúbal encontramos equipamentos, construídos com fundos europeus que não estão a prestar o serviço social que deviam”- sublinhou Maria Mercês Borges.
“Só com crescimento sustentável é possível reduzir as assimetrias” – disse.
“Não podemos voltar atrás. Não podemos chegar ao 4º resgate”, salientou, alertando para o facto do Partido Socialista apresentar propostas que só visam “crescimento da despesa” e ignorando que “assinou o Tratado Orçamental”.
Maior flagelo é o desemprego
A candidata social democrata referiu que “o desemprego “É o nosso maior flagelo, em Portugal e na Europa”.
Recordou que a Europa “exportou as suas competências industriais”, e agora “tem que apostar na industrialização”.
“Portugal já defende esta estratégia” – disse.
Salientou a importância da estratégia europeia 2020, ao nível da criação de “emprego verde” e da “economia do mar”.
As caras do pântano e da bancarrota
Ana Clara Birrento, recordou que o governo PSD/CDS – “agarrou o país em situação de emergência” que “o PS nos deixou”.
E, sublinhou que nas caras de hoje do PS – “vemos lá as caras do pântano e da bancarrota”.
Na sua opinião “ninguém depois de todos os sacrifícios” pode esquecer essas caras e afirmou que – “o PS não tem tido respeito, nem sabido valorizar os sacrifícios de todas a sociedade”.
Recordou que sempre que o FMI “entrou em Portugal” foi através de “governos socialistas”.
“Em Portugal já houve racionamento de alimentos” – disse, acrescentando que – “na génese de todos estes sacrifícios está a ideologia e os socialistas”.
“É preciso trazer à memória dos socialistas aquilo que fizeram ao país” – disse.
Os sacrifícios valeram a pena
Ana Clara Birrento, salientou que “estamos um pouco melhor” e isso “deve-se à solidariedade da europa”,
“Os sacrifícios valeram a pena” – disse.
Salientou que o PIB em Portugal, desde o ano de 1986, que marcou a entrada de Portugal na Europa tem vindo a crescer.
Recordou a Estratégia de Lisboa que apostava num modelo social e a “incapacidade da europa de levar aquela estratégia a bom porto”.
“Está na altura de pensar numa Europa Social que combata a exclusão social” – disse, acrescentando que – “a europa não pode ter duas velocidades”.
Equipamentos sociais no Barreiro
A candidata do CDS/PP, recordou que vão entrar em Portugal 11 milhões de euros por dia, sendo necessário acompanhar a aplicação dos fundos europeus de “forma inteligente”, apostando em projectos com sustentabilidade e não em “elefantes brancos”.
Defendeu que no concelho do Barreiro, devia existir uma aposta em criar infraestruturas que dessem respostas às necessidades do concelho perante o envelhecimento da população, construindo novos equipamentos socias de apoio à 3ª Idade.













